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A. Adenina ou adenosina.

Abaxial.  Face inferior ou dorsal das folhas.

Abdômen.  Região do corpo posterior ao tórax.

Aberração Cromossômica. Qualquer tipo de alteração estrutural ou numérica nos cromossomos (mutação cromossômica).

Abdutor. Diz-se do músculo que afasta um segmento da linha mediana do corpo.

Abiótico. É o componente não vivo do meio ambiente.  Inclui as condições físicas e químicas do meio.

Aceiro. Prática utilizada por bombeiros e agricultores  no combate e prevenção de incêndios florestais. Consiste  numa faixa de terra aberta em volta da área que está  sendo queimada ou que se quer proteger, mantida livre de  vegetação, com capina ou poda, a qual impede a invasão do  fogo.

Aceptor de elétrons. Átomo ou molécula que prontamente recebe elétrons, tornando-se reduzida.

Acetil. Grupo químico derivado do ácido acético. Grupos acetil são importantes no metabolismo e freqüentemente são adicionados a proteínas como modificações covalentes.

Acetil coA (coenzima A). Radical que pode ser formado a partir da degradação de reservas de energia (principalmente gorduras e carboidratos) podendo ser convertido novamente em ácidos graxos.

Acetilcolina. Neurotransmissor que atua na sinapse colinérgica química, encontrado no cérebro e no sistema nervoso periférico. É o neurotransmissor presente nas junções celulares de animais vertebrados.

Ácido desoxirribonucléico. DNA.

Ácidos Graxos. Tipo de ácido orgânico que compõem os triglicérides (depósitos de gorduras); Composto como o ácido palmítico que possui um ácido carboxílico ligado a uma longa cadeia de hidrocarboneto. Usado como uma importante fonte de energia durante o metabolismo, e o ponto de partida para a síntese de fosfolipídeos.

Ácido nucléico.  RNA ou DNA; consiste de uma cadeia de nucleotídeos unidos por ligações fosfodiéster.

Ácido ribonucléico transportador. Veja tRNA

Acineto.  Célula vegetativa transformada em esporo de resistência com parede espessa em certas cianofíceas.

Ácino. Um pequeno saco terminal nos pulmões ou numa glândula pluricelular.

Aclimatizar. Tornar-se habituado a um novo ambiente, diferente do original.

Acoplamento quimiosmótico. Mecanismo no qual um gradiente de íons hidrogênio (gradiente de pH) através da membrana é usado para promover processos de geração de energia, como a produção de ATP ou a rotação de flagelos bacterianos.

Acrossomo. Estrutura presente na cabeça do espermatozóide que contém uma vesícula contendo secreções que possui enzimas hidrolíticas e que permitem a este perfurar as membranas do óvulo, quando da fecundação.

Actina.  Proteína abundante que forma os filamentos de actina em sodas as células eucarióticas. A forma monomérica é normalmente chamada de actina globular ou actina-G; enquanto a forma polimérica é chamada filamentosa ou actina-F.

Acuminada. Aguda, aguçada, pontiaguda; terminado em, ou provida de acume.

Adaptação. É um processo pelo qual a população muda geneticamente como conseqüência da seleção natural. Desta maneira determinadas características que mostram alguma vantagem durante uma alteração ambiental, por exemplo, tornam-se predominantes em uma população. Como muitos conceitos da biologia, este é complexo e mal definido.

Adaxial. Face superior ou ventral das folhas.

Adenilil ciclase (adenilato ciclase). Enzima ligada à membrana que catalisa a formação de AMP cíclico a partir de ATP. Componente importante de algumas vias de sinalização intracelular.

Adenina. Base purínica que se pareia com timina na dupla hélice do DNA.

Adenosina.  Nucleosídio que contém adenina como base purínica.

Adipócito. Célula de gordura.

Adiposo.  Relativo à gordura.

ADP (5'- difosfato de adenosina).  Nucleotídeo produzido pela hidrólise do fosfato terminal do ATP. O ADP regenera o ATP quando fosforilado através de um processo gerador de energia como a fosforilação oxidativa.

Adrenalina (epinefrina).  Hormônio liberado pelas células "chromaffins" (na glândula adrenal) e por alguns neurônios em resposta ao estresse. Produz uma resposta "luta ou fuja", que inclui aumento dos batimentos cardíacos e do nível de açúcar no sangue.

Adsorção. Adesão de uma camada de moléculas gasosas, de substâncias dissolvidas ou de um líquido em uma superfície sólida. Por exemplo, no solo a água pode penetrar por infiltração, e parte dela ficar retida em torno das partículas por adsorção. No ciclo de vida de um bacteriófago, este se adere à superfície da bactéria também por adsorção.

Adubação Foliar.  Aplicação de adubos para serem absorvidos diretamente pelas folhas, geralmente, além do nitrogênio, fósforo e potássio, possuem micro elementos.

Adubo verde. Vegetal incorporado ao solo com a  finalidade de adicionar matéria orgânica que vai se  transformar, parcialmente, em húmus, bem como em nutrientes  para a planta. Os adubos verdes podem consistir de ervas,  gramíneas, leguminosas, etc.

Adutor.  Um músculo que aproxima um segmento ao eixo mediano do corpo; ou, então, diz-se de um músculo que aproxima dois segmentos entre si.

Aeróbico.  Ser ou organismo que vive, cresce ou  metabolizar apenas em presença do oxigênio; Descreve um processo que necessita ou que ocorre na presença de oxigênio gasoso (02)

Aferente.  Canal ou ducto que se dirige ou conduz para uma determinada posição.

Agar. Substância gelatinosa derivada de certas algas vermelhas e usada como um agente de solidificação no preparo de meios nutritivos para o crescimento de microorganismos.

Agente.  Entidade biológica, física ou química capaz de  causar doença.

Agente infeccioso.  Agente biológico capaz de produzir  infecção ou doença infecciosa.

Agente Polinizador.  Ave ou inseto que fecunda a flor.

Alado.  Fase adulta do vetor, presença de asas.

Alantóide.  Membrana embrionária, que se desenvolve em répteis, aves e mamíferos. Tal membrana surge a partir de uma evaginação do intestino posterior. Nos répteis e nas aves está relacionada à respiração e a excreção. Nos mamíferos, forma parte do cordão umbilical e une-se com o córion para formar a placenta.

Alba ou Albo. a) Termo utilizado para designar plantas sem pigmentação; b) Planta branca. 

Albinismo.  Falta de pigmento determinada por um par de genes recessivos. Alelos. Diversas formas de um mesmo gene que ocupam o mesmo lócus (a mesma região) em cromossomos homólogos e que determinam um caráter e formam um genótipo. Alelos Neutros Alelos com efeitos semelhantes sobre o valor adaptativo. Alfa-1-Antitripsina (AAT). Enzima que interage com a elastina, (proteína fibrosa, elástica, principal constituinte do tecido conjuntivo elástico), para manter a elasticidade correta dos pulmões. Na fibrose cística e no efisema a ação da AAT é interrompida.

Alcalóide.  Metabólito pequeno porém complexo, contendo nitrogênio, produzido por plantas em defesa contra os herbívoros. Exemplos incluem a cafeína, a morfina e a colchicina.

Alcano (adjetivo alifático).  Composto formado por carbono e hidrogênio que contém apenas ligações covalentes simples. Um exemplo é o etano (CH3CH3).

Alceno.   Hidrocarboneto com uma ou mais ligações duplas entre carbonos. Um exemplo é o etileno (CH2CH2).

Álcool.  Molécula orgânica polar que contém um grupo hidroxila funcional (-OH) ligado a um átomo de carbono não pertencente a um anel aromático. Um exemplo é o álcool etílico.

Aldeído.  Composto orgânico que contém o grupo -CH=O. Um exemplo é o gliceraldeído. Pode ser oxidado, formando um ácido, ou reduzido, formando um álcool.

Alelo.  Uma das várias formas alternativas de um gene. Em uma célula diplóide cada gene possui dois alelos, cada um ocupando a mesma posição (locus) em cromossomos homólogos.

Alfa-hélice. Sítio estrutural comum a proteínas nas quais a seqüência linear de aminoácidos dobra-se em uma hélice para a direita, estabilizada por pontes de hidrogênio internas entre átomos da cadeia principal.

Alga. Termo tradicional para uma série de grupos de organismos eucariontes, fotossintetizantes, não relacionados entre si e com órgãos reprodutores não multicelulares (exceto para as carófitas). As algas-azuis são um grupo de bactérias fotossintetizantes.

Alopátrico.  Relativo a uma população ou espécie, que ocupa uma região geográfica diferente de uma outra população ou espécie.

Alopoliplóide. Referente ao poliplóide que herdou seus conjuntos cromossômicos de várias espécies diferentes. Alternância de gerações. Diz do ciclo de vida de certos animais em que ocorre uma geração que se reproduz sexualmente alternada por outra geração que se reproduz assexuadamente, também chamada de Metagênese. Por exemplo, o ciclo de vida dos hidrozoários (celenterados). Alvéolos. Pequenas cavidades onde os dentes estão alojados; diminutas bolsas terminais dos pulmões, onde  ocorrem as trocas gasosas.

Alteração da energia livre (DG).  Alteração da energia livre durante uma reação: resultado da energia livre das moléculas produzidas subtraído da energia livre das moléculas que iniciaram a reação. Um valor maior e negativo de DG indica que a reação tem uma forte tendência de ocorrer.

Alternância de gerações.  Ciclo reprodutivo no qual uma fase haplóide (n), o gametófito, produz gametas que, após a fusão em pares para formar um zigoto, germina, produzindo uma fase diplóide (2n), o esporófito. Esporos produzidos por divisão meiótica pelo esporófito dão origem a novos gametófitos, completando o ciclo.

AM.   “Award of Merit”, prêmio de mérito, segunda maior premiação dada pela American rchid Society e outras sociedades orquidófilas a plantas com qualidade de flor avaliada entre 9,5 e 89,4  pontos.

Ambiente.  Todos os fatores externos, físicos, químicos e bióticos que podem afetar uma população, um organismo ou a expressão do gene de um organismo. Deste modo, outros genes de um mesmo organismo podem ser parte do ambiente de determinado gene. Da mesma maneira em uma população os demais indivíduos podem ser parte do ambiente de determinado organismo.

Ameba.   (1) Eucarioto unicelular de vida livre que se move pela alteração da sua forma. (2) Mais especificamente, um gênero particular de protozoário que se move desta maneira.

Amebóide.  Diz-se de um organismo ou célula semelhante à ameba, por ter a propriedade de emitir pseudópodos. Por exemplo, os protozoários do grupo das amebas, e os glóbulos brancos do sangue.

Amida.  Molécula contendo um grupo carbonila ligado a uma amina. Aminoácidos adjacentes são ligados por grupos amida em uma molécula de proteína.

Amido.   Polissacarídeo composto exclusivamente por unidades de glicose, usado como um estoque de energia nas células vegetais.

Aminoácido.  Sub-unidades de baixo peso molecular que contém pelo menos um grupamento carboxílico e um a -aminogrupo. Os aminoácidos são as unidades estruturais das proteínas; Molécula orgânica contendo um grupo amina e um grupo carboxila. Os aminoácidos que servem como blocos construtores de proteínas são os alfa-aminoácidos, e possuam tanto o grupo amina como o carboxila ligados ao mesmo átomo de carbono.

Aminoacil tRNA.   Forma ativada de um aminoácido usada na síntese de proteínas. Consiste de um aminoácido ligado por sua carboxila ao grupo hidroxila do RNA transportador através de uma lábil ligação éster.

Amino-terminal (N-terminal).   Extremidade da cadeia polipeptídica que contém um grupo alfa-amino livre .

Âmnion.  Membrana interna fina e dupla, preenchida pelo líquido amniótico. Tal membrana envolve o embrião de répteis, aves e mamíferos.

Amoeba proteus.  Espécie de ameba gigante de água doce muito usada em estudos de locomoção celular.

AMP (5'-monofosfato de adenosina).  Um dos quatro nucleotídeos em uma molécula de RNA. Dois fosfatos são adicionados ao AMP para formar ATP.

AMP cíclico (cAMP).   Nucleotídeo produzido a partir do ATP em resposta à estimulação hormonal de receptores na superfície da célula. O cAMP atua como uma molécula sinalizadora ativando a quinase-A; e é hidrolisado gerando AMP por uma fosfodiesterase.

Amplificação.  Produção de muitas cópias de DNA, a partir de um único segmento desta molécula.

Ampola.  Pequena estrutura alargada em forma de bexiga.

Anabolismo.  Estágios construtivos do metabolismo, incluindo a digestão até a assimilação; Sistema de reações biossintéticas na célula, pelo qual moléculas maiores são produzidas a partir de moléculas menores.

Anaeróbico.   Descreve uma célula, organismo, ou processo metabólico que funciona na ausência de ar, ou, mais precisamente, na ausência de oxigênio molecular.

Anáfase.  Estágio da mitose durante o qual os dois grupos de cromossomos separam-se e distanciam-se entre si onde, as cromátides migram para os pólos; Composta de anáfase A (onde os cromossomos movem-se em direção aos pólos do fuso mitótico) e anáfase B (onde os pólos do fuso distanciam-se entre si).

Anagênese.  Mudança direcional de uma característica em um segmento de uma única linhagem.

Análise bioeconômica.  Avaliação do valor econômico potencial de todos os organismos de um ecossistema, desde seus produtos naturais até o seu aproveitamento no ecoturismo.

Análise de linhagem.  Investigação dos ancestrais de células individuais de um embrião em desenvolvimento.

Analogia.  Semelhança entre caracteres externos ou funções, mas não do plano estrutural ou da origem. Anastomose. Fusão de 2 ou mais artérias, veias ou outros vasos.

Anatoxiana (toxóide).  Toxina tratada pelo formol ou outras  substâncias, que perde sua capacidade toxigênica, mas  conserva sua imunogenicidade, Os toxóides são usados para  induzir imunidade ativa e específica contra doenças.

Androceu.   Conjunto dos órgãos masculinos da flor, conjunto dos estames.

Aneuploidia.  Diz respeito a um tipo de alteração no número de cromossomos, quando a condição normal é perturbada. Normalmente existe um balanço de cromossomos estabelecido durante a evolução e necessário para a homeostasia celular. Por exemplo, um genoma que é formado por um par de cada cromossomo a, b, c pode tornar-se monossômico para c, ou seja, 2a, 2b, 1c, alterando a proporção. Há três tipos de aneuploidia: Nulissomia (2n-2), a Monossomia (2n-1) e Trissomia (2n+1).

Anficélica.  Estrutura que apresenta concavidade nas duas faces, como o centro de algumas vértebras.

Anfipática.   Que possui regiões hidrofílicas e hidrofóbicas, como um fosfolipídeo ou uma molécula detergente.

Angstrom (A).   Unidade de comprimento usada para medir átomos e moléculas. Equivale a 10-10 metros ou 0,1 nanômetros (nm).

Antena.  Apêndice segmentado que se projeta da cabeça do animal, como nos insetos, crustáceos, quilópodos e diplópodos. Sempre em pares.

Antennapedia (Ant-c).   Conjunto de genes em Drosophila que contém vários genes homeóticos envolvidos na especificação da identidade dos segmentos do tórax anterior e região posterior da cabeça. Antennapedia (Ant-p) codifica um fator de transcrição com motivo de homeodomínio.

Antera.  Parte final da coluna, onde estão localizadas as políneas.

Anterior.   Situado em direção da extremidade da cabeça de um corpo.

Antibiótico.  Substância como a penicilina ou a estreptomicina que é tóxica para microrganismos. Normalmente é um produto de uma planta ou um microrganismo específico; Agente químico normalmente produzido por fungo que destrói ou impede o crescimento de outras formas de vida, geralmente (embora não exclusivamente) bactérias.

Anticódon.  Trinca de nucleotídeos na molécula de RNAt que se pareia com a trinca do RNAm (códon), nos ribossomos, para a inserção do aminoácido correspondente, durante a formação da cadeia polipetídica; Seqüência de três nucleotídeos em uma molécula de RNA transportador que é complementar ao códon de três nucleotídeos na molécula de RNA mensageiro; o anticódon é combinado a um aminoácido específico que é ligado covalentemente à molécula de RNA transportador.

Anticorpo. Molécula de proteína (imunoglobulina) produzida pelo sistema imunológico, que reconhece um determinado antígeno estranho, ligando-se a este e promovendo a sua destruição; Proteína produzida pelos linfócitos B em resposta a uma molécula estranha ou organismo invasor. Normalmente liga-se à molécula estranha ou à célula fortemente, assim inativando-a ou marcando-a para destruição por fagocitose ou lise induzida pelo complemento.

Anticorpo monoclonal.  Anticorpo produzido pela progênie  de uma única célula e que por isso é extremamente puro,  preciso e homogêneo.

Antigenicidade.  Capacidade de um agente ou de fração do  mesmo estimular a formação de anticorpos.

Antígeno. Molécula (proteína, ou um polissacarídeo, ou uma combinação destes) normalmente encontrada na superfície da célula e que estimula a formação de anticorpos específicos.

Antiporto.  Proteína carreadora de membrana que transporta dois íons diferentes ou pequenas moléculas através de uma membrana em direções opostas simultaneamente ou em seqüência.

Antissepsia.  Conjunto de medidas empregadas para impedir  a proliferação microbiana.

Antitoxina.  Anticorpos protetores que inativam proteínas  solúveis tóxicas de bactérias.

Antocianina.  Pigmento hidrossolúvel de cor vermelha, roxa ou azul encontrado no  sulco celular.

Antracnose.  Infecção fúngica caracterizada por manchas de coloração castanha-marrom, arredondadas ou irregulares, sobre as folhas ou pseudobulbos.

Antrópico.  Resultado das atividades humanas no meio  ambiente.

Antroponose.  Infecção cuja transmissão se restringe aos  seres humanos.

Antropozoonose.  Infecção transmitida ao homem, por  reservatório animal.

Ânus.  Abertura posterior do trato digestivo.

Aorta.  Artéria grande como aquela ligada ao coração.

AOS.  American Orchid Society, sociedade orquidófila dos EUA, com sede na Flórida, atualmente com mais de 550 sociedades afiliadas. Edita mensalmente a revista “Orchids”.

Apêndice.  Projeção do corpo, como um membro.

Apical.  Relativo ao ápice ou nele situado. Refere-se a orquídeas com inflorescências no topo do pseudobulbo; Descreve a extremidade de uma célula, estrutura ou órgão. A superfície apical de uma célula epitelial é a superfície livre exposta, oposta a superfície basal. A superfície basal repousa sobre a lâmina basal que separa o epitélio de outros tecidos.

Aplysia.  Gênero de molusco marinho muito usado em estudos de mecanismos de aprendizagem. Algumas espécies liberam um fluido roxo escuro em situações de perigo.

Apomixia.  Reprodução por partenogênese em que um indivíduo se desenvolve a partir de um ovo não fertilizado ou de uma célula somática.

Apoptose.  Morte celular programada, que envolve o corte de DNA em pequenos fragmentos por enzimas celulares. Diz-se da coloração ou mesmo de outras características que alertam os predadores para propriedades nocivas.

Aposemático.  Arborícola. Que vive nas árvores. Arco aórtico. Grande artéria que sai do coração dos vertebrados; uma das artérias pares que liga as aortas ventral e dorsal na região da faringe ou das brânquias.

Aquinada.   Diz-se das Cattleya e Laelia que apresentam as pétalas manchadas, lembrando a Cattleya intermedia var. Aquini.

Aquoso.   Pertinente a água, como em solução aquosa.

Arboviroses.  viroses transmitidas de um hospedeiro para  outro por meio de um ou mais tipos de artrópodes.

Área de foco.  área de transmissão para uma determinada  doença, porém de localização bem definida, limitada a uma  localidade ou pequeno número destas, em um município.

Área de Proteção Ambiental (APA).   categoria de unidade  de conservação cujo objetivo é conservar a diversidade de  ambientes, de espécies, de processos naturais e do  patrimônio natural, visando a melhoria da qualidade de vida, através da manutenção das atividades sócio - econômicas da região. Esta proposta deve envolver,  necessariamente, um trabalho de gestão integrada com  participação do Poder Público e dos diversos setores da  comunidade. Pública ou privada é determinada  por decreto  federal, estadual ou municipal, para que nela seja  discriminada sob interferência humana.

Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE).   é  declarada por ato do Poder Público e possui  características extraordinárias ou abriga exemplares  raros da biota regional, com, preferencialmente,  superfície inferior a cinco mil hectares.

Área endêmica.  aqui considerada como área geográfica  reconhecidamente de transmissão para uma determinada  doença.

Área indene vulnerável.  Área reconhecidamente sem  transmissão de uma determinada doença, mas cujas  condições ambientais favorecem a instalação da  transmissão.

Arg.  Arginina (um aminoácido).

Aromático.   Refere-se a uma molécula que contém átomos de carbono, ligados através de ligações simples e duplas alternadas. formando um anel. Normalmente uma molécula relacionada ao benzeno.

Arquêntero.  Cavidade digestiva primitiva que aparece durante a gastrulação dos metazoários.

Arrasto.   Atividade de pesca em que a rede é lançada e o  barco permanece em movimento. É uma prática considerada  predatória quando a malha das redes é pequena, fora dos  padrões fixados pelo IBAMA, pois nestes casos há captura  de peixes e outros organismos aquáticos jovens. Outro  prejuízo causado pelo arrasto é o revolvimento do fundo  do mar, o que prejudica sensivelmente o ambiente e a  fauna bentônica (que vive no fundo).

Artéria.  Vaso que conduz o sangue para longe do coração.

Ascite.  Acúmulo de líquido seroso na cavidade peritonial,  causado pelo aumento da pressão venosa ou queda da  albumina no plasma. O exame revela aumento indolor do  abdome, maciez líquida que muda com a postura. É  responsável pelo termo "barriga d’água" para a  esquistossomose.

Ascósporo.  Estrutura sacular que abriga os esporos sexuais de certas espécies de fungos.

Assepsia.  Conjunto de medidas utilizadas para impedir a  penetração de microorganismos (contaminação) em local que  não os contenha.

Assexual.  Diz-se da reprodução em que não há sexo, ou seja, não se formam gametas masculinos e femininos e nem a fusão destes. Na reprodução assexual ocorre brotamento, gemulação ou regeneração.

Assimbiótico.  Processo de germinação de sementes, criado por Knudson em 1922, em laboratório, em que as sementes são introduzidas dentro de um frasco esterilizado contendo micronutrientes, onde não é necessária a presença do fungo micorriza, para germinar e se desenvolver. Quando bem executado, pode-se obter milhares de plantas com uma única cápsula de sementes.

Associação medicamentosa.  Administração simultânea de  dois ou mais medicamentos, seja em preparação separada,  seja em uma mesma preparação.

Assoreamento.   Processo em que lagos, rios, baías e  estuários vão sendo aterrados pelos solos e outros  sedimentos neles depositados pelas águas das enxurradas,  ou por outros processos.

Áster.  Sistema com forma estelar de microtúbulos que emanam de um centrossomo ou do pólo de um fuso mitótico.

Astrócito.   Categoria de células gliais do sistema nervoso central que normalmente possuam longos processos radiais. Fornece suporte estrutural às células nervosas e auxilia no controle químico e iônico do meio extracelular.

Aterro controlado.  Aterro para lixo residencial urbano,  onde os resíduos são depositados recebendo depois uma  camada de terra por cima. Na impossibilidade de e  proceder à reciclagem do lixo, pela compostagem  acelerada  ou pela compostagem a céu aberto, as normas sanitárias e  ambientais recomendam a adoção de aterro sanitário e não  do controlado.

Aterro sanitário.  Aterro para lixo residencial urbano  com pré-requisitos de ordem sanitária e ambiental. Deve  ser construído de acordo com técnicas definidas, como:  impermeabilização do solo para que o chorume não atinja  os lençóis freáticos, contaminando as águas; sistema de  drenagem para chorume, que deve ser retirado do aterro  sanitário e depositado em lagoa próxima que tenha essa  finalidade específica, vedada ao público; sistema de  drenagem de tubos para os gases, principalmente o gás  carbônico, o gás metano e o gás sulfídrico, pois, se isso  não for feito, o terreno fica sujeito a explosões e  deslizamentos.

Ativação.  Na embriologia significa o processo pelo qual o contato do espermatozóide com o oócito estimula este último a completar a segunda fase da meiose e em seguida dar início a divisão celular.

ATP (5'-trifosfato de adenosina). A "molécula energética" das células, sintetizada principalmente nas mitocôndrias durante a respiração celular; Nucleosídeo trifosfatado composto de adenina, ribose e três grupos fosfato, é o principal carreador celular de energia química. Os grupos fosfato terminais são altamente reativos e sua hidrólise, ou transferência à outra molécula. Liberam uma grande quantidade de energia livre.

ATPsintase.   Complexo enzimático localizado na membrana interna da mitocôndria e na membrana tilacóide de um cloroplasto, que catalisa a formação de ATP a partir de ADP e fosfato inorgânico durante a fosforilação oxidativa e a fotossíntese, respectivamente. Também está presente na membrana plasmática de bactérias.

ATPase.  Membro de uma grande classe de enzimas que catalisam processos que envolvem a hidrólise de ATP.

Átrio.  Cavidade ou câmara presente em muitos organismos, como uma aurícula do coração, ou a espongiocele dos espongiários.

Aurícula.  Câmara de entrada do coração; o pavilhão do ouvido dos mamíferos. 

Auto-anticorpo.  Anticorpo que reage com uma molécula no animal que produzindo o anticorpo; pode causar uma doença auto-imune.

Autocatálise.   Reação catalisada por um de seus produtos, criando um efeito de retroalimentação positiva (auto-amplificável) na taxa da reação.

Autóctone. Diz-se de uma espécie originada em um determinado lugar, como na floresta Amazônica ou nas Ilhas Galápagos e encontrada apenas lá.

Autofertilização.  Diz-se da fertilização de ovócitos com espermatozóides do mesmo indivíduo.

Automontagem.  A capacidade que certas estruturas biológicas tem em se organizar a partir de suas partes. A  automontagem se dá por movimentos aleatórios de moléculas e pela formação de ligações químicas entre formas complementares. Por exemplo, quando do ciclo de vida de um bacteriófago, novas estruturas individuais do vírus são produzidas no interior da bactéria infectada e, posteriormente novos bacteriófagos serão formados pela automontagem dessas estruturas individuais.

Autopoliplóide.  Um poliplóide formado pela duplicação de um único genoma.

Auto-radiografia (radioautografia).   Técnica na qual um objeto radioativo produz uma imagem de si mesmo em um filme fotográfico. A imagem é chamada uma auto-radiografia ou auto-radiograma.

Autossomo.   Qualquer outro cromossomo que não seja um cromossomo sexual.

Autossomos.  São os cromossomos que não são sexuais.

Autotomia.  A perda automática e "voluntária" de uma parte de um animal.

Autótrofo.  Um organismo que sintetiza os compostos necessários para obter energia.Por exemplo: as plantas fotossintetizantes.

Auxina.   Uma classe de hormônios de plantas.

Axonema.   Feixe de microtúbulos e proteínas associadas que formam o cerne de cílios e flagelos em uma célula eucariótica, e que é responsável pelos seus movimentos.

Axônio.  Região da célula nervosa (neurônios) responsável pelo transporte dos impulsos nervosos, a partir do corpo celular. É um processo forte e longo, podendo chegar a alguns metros nos vertebrados.

Axoplasma.   Citoplasma do axônio de uma célula nervosa, especialmente após ter sido extrusada do axônio.

Avifauna.   conjunto das espécies de aves que vivem numa  determinada região.

 

B Topo

Bacia hidrográfica.   Conjunto de terras drenadas por um  rio principal e seus afluentes. A noção de bacias  hidrográfica inclui naturalmente a existência de  cabeceiras ou nascentes, divisores d'água, curso d’água  principal, afluente, subafluente, etc. Em todas as  bacias hidrográficas deve existir uma hierarquização na  rede hídrica e a água se escoa normalmente dos pontos  mais altos para os mais baixos. O conceito de bacia  hidrográfica deve incluir também noção de dinamismo, por  causa das modificações que ocorrem nas linhas divisórias  de água sob o efeito dos agentes erosivos, alargando ou  diminuindo a área da bacia.

Bactéria.   Nome comum dado a qualquer membro de um grupo diverso de procariotos.

Bacteriófago (fago).   Qualquer vírus que infecta bactéria. Foram os primeiros organismos usados no estudo de genética molecular e são atualmente muito utilizados como vetores de clonagem. (Do grego phagein, comer).

Bacteriófago lambda.   Vírus que infecta E. coli; amplamente utilizado como vetor de clonagem.

Bactério-rodopsina.  Pigmento protéico encontrado na membrana plasmática de uma bactéria halofílica - Halobacterium halobium; esta proteína bombeia prótons para o exterior da célula em resposta à luz.

Bainha.  Qualquer estrutura tubular protetora que envolve outro órgão da planta. É à parte que constitui a base de uma folha e que abraça total ou parcialmente o ramo ou o caule.

Bainha de mielina.  Camada isolante de células de membrana especializadas, enrolada ao redor dos axônios de vertebrados. Produzida pelos oligodendrócitos, no sistema nervoso central, e pelas células de Schwann, no sistema nervoso periférico.

Banco de germoplasma.  O mesmo que banco genético.  Expressão genética para designar uma área de preservação  biológica com grande variabilidade genética. Por extensão, qualquer área reservada para a multiplicação de  plantas a partir de um banco de sementes ou de mudas, ou  laboratório onde se conserva, por vários anos, sementes  ou genes diferentes.

Banco de Sementes.  Refere-se a uma instalação centralizada para armazenar sementes de uma diversidade de espécies e raças genéticas, especialmente de plantas cultivadas e de seus parentes silvestres.

Barr.  Corpúsculo que ocorre no núcleo de muitas células de mamíferos do sexo feminino e que corresponde à heterocromatina facultativa de um dos cromossomos X.

Basal.   Situado próximo à base; Refere-se a orquídeas com inflorescências na base do pseudobulbo; A superfície basal de uma célula é oposta à superfície apical.

Base.  Molécula (normalmente contendo nitrogênio) que recebe um próton em solução. Termo geralmente usado referindo-se a purinas e pirimidinas no DNA e RNA.

Básico.  Que tem as propriedades de uma base.

Basófilo.  Célula sangüínea branca que libera histamina em uma resposta inflamatória. Muito relacionada ao mastócito.

Bentos.   Conjunto de seres vivos que vivem restritos ao  fundo de rios, lagos, ou oceanos.

Bento abissal.  Referente a comunidade de organismos que vivem no chão de mares profundos ou próxima dele.

Benzeno.  Substância composta por um anel de seis átomos de carbono e contendo três ligações duplas. Existe como parte de várias moléculas biológicas.

Bexiga.  Estrutura sacular relacionada a determinadas funções nos vertebrados. Ex: Bexiga natatória, característica de peixes actinopterígeos, tem a forma de um saco alongado e está localizada na região dorsal do tubo digestivo. Tal estrutura está repleta de ar e outros gases, e tem função hidrostática. A Bexiga urinária nos tetrápodos é um órgão muito elástico e de paredes resistentes, a sua função principal é o armazenamento da urina, produzida nos rins. Em anuros e nas tartarugas a reabsorção da água pela bexiga urinária pode impedir a  dessecação. Nas aves, com exceção do avestruz, não ocorre bexiga urinária.

Bhopal.  Cidade central da Índia onde ocorreu um  vazamento de químicos de uma fábrica de agrotóxicos,  matando mais de mil pessoas. Ainda hoje continuam  morrendo pessoas que foram atingidas pelo pesticida.

Biblioteca de DNA.   Coleção de moléculas contendo DNA clonado. representando o genoma inteiro (biblioteca genômica), ou cópias de DNA a partir do RNA mensageiro produzido por uma célula (biblioteca de cDNA).

Bicóide (bcd).   Gene-chave no desenvolvimento da Drosophila definindo o domínio anterior do eixo antero-posterior do embrião. É um dos três sinais maternos que controlam a ativação dos genes "gap" nas regiões anteriores, posterior e terminal do embrião. A proteína bicóide contém um homeodomínio e atua como um fator transcricional para vários outros genes "gap".

Bifoliada.  Diz-se das orquídeas simpodiais que possuem duas folhas.

Biocenose.   Conjunto equilibrado de animais e de plantas  de uma comunidade.

Biodegradável.  Substância que se decompõe pela ação de  seres vivos.

Biodiversidade.  Toda a variedade de organismos, desde as variedades que ocorrem dentro de uma mesma espécie até as variedades existentes entre táxons superiores. Também se considera a variedade de ecossistemas, a qual abrange tanto as comunidades de organismos em um ou mais hábitats quanto às condições físicas sob as quais eles vivem.

Biogás.   Mistura de gases cuja composição depende da  forma como foi obtida. De modo geral sua composição é  variável e é expressa em função dos componentes que  aparecem em maior proporção. Assim o biogás pode conter  50 a 70% de metano (CH4), 50 a 30% de gás carbônico e  traços de gás sulfídrico (H2 S). Pode ser obtido partindo-se de diversos tipos de materiais, tais como resíduos de  materiais agrícolas, lixo, vinhaça, casca de arroz,  esgoto, etc. Nos digestões, pelo processo da fermentação  anaeróbica (digestão) através de uma seqüência de reações  que termina com a produção de gases como o metano e o  carbônico.

Biogeocenose (ecossistema).  Sistema dinâmico que inclui  todas as interações entre o ambiente e as populações ali  existentes.

Biogeografia.  Referente ao estudo da distribuição geográfica dos organismos. A biogeografia procura explicar como as espécies e táxons superiores estão distribuídos e porque a composição da biota varia de uma região para outra. A biogeografia física estuda a influência de fatores ecológicos na distribuição dos organismos. A biogeografia histórica estuda os processos históricos como a vicariância e a dispersão, determinantes do atual padrão de distribuição de um grupo.

Biologia Conservacionista.  Refere-se a uma disciplina recente que trata do conteúdo da biodiversidade, dos processos naturais que originam tal biodiversidade e das técnicas usadas para preservar a mesma, levando em conta as perturbações ambientais provocadas pelo homem.

Bioma.  Amplo conjunto de ecossistemas terrestres caracterizados por tipos fisionômicos semelhantes de vegetação, com diferentes tipos climáticos. É o conjunto de condições ecológicas de ordem climática e características de vegetação: o grande ecossistema com fauna, flora e clima próprios. Os principais biomas mundiais são: tundra, taiga, floresta temperada caducifólia, floresta tropical chuvosa, savana, oceano e água doce. Ex Tundra, Floresta Tropical, etc.

Biomassa.  Refere-se ao peso total (geralmente o peso seco) de determinado grupo de organismos de uma área específica, como as aves de determinado trecho de mata ou as algas de uma lagoa ou mesmo todos os organismos do mundo.

Biorregião.  Referente ao uma área natural contínua, grande o bastante para se estender para além das fronteiras políticas. Ex: um sistema fluvial, uma cadeia de montanhas, a floresta amazônica.

Biosfera.   Sistema único formado pela atmosfera  (troposfera), crosta terrestre (litosfera), água  (hidrosfera) e mais todas as formas de vida. É o conjunto  de todos os ecossistemas do planeta.

Biota.  Todos os organismos de determinada região.

Biotecnologia.  Alta tecnologia aplicada aos processos biológicos

Biótico.  Referente às características da fauna e flora de um ambiente.

Biotina.  Composto debaixo peso molecular utilizado como coenzima. Muito útil em técnicas de laboratório, como um marcador covalente para proteínas. permitindo sua detecção usando a avidina - uma proteína do ovo. que se liga fortemente à biotina.

Biótipo.   Grupo de indivíduos geneticamente iguais.

Bitórax.  Genes homeóticos de Drosophila responsáveis pela especificação do desenvolvimento da maioria dos segmentos abdominais e torácicos. Inclui três genes: Ultrabitórax, abdominal-A e abdominal-B, todos codificando fatores de transcrição com motivo de homeodomínio.

Birreme.   Consistindo de ou portador de 2 remos, como um apêndice de crustáceo.

Blastocisto.  Embrião no estágio em que é constituído por uma esfera revestida de células com conteúdo cístico em seu interior. Está num estágio mais avançado que a mórula.

Blastoderma.  É a camada de células que circunda uma massa interna de vitelo.

Blastodisco.  Área germinativa de um ovo rico em vitelo e que dá origem ao embrião.

Blastômero.  Células não diferenciadas formadas pela divisão do ovo. É o embrião até atingir o estágio de blastocisto; Uma das células formadas pela clivagem de um ovo fertilizado. blástula. Estágio inicial de um embrião animal, geralmente consistindo de uma cavidade circular de células, antes do início da gastrulação.

Blastóporo.  Abertura que se forma no estágio da gástrula.

Blástula.  Estágio inicial de um embrião após o blastocisto é uma esfera oca de células.

Blotting.  Técnica bioquímica na qual macromoléculas (proteína, DNA ou RNA) separadas em géis de agarose ou poliacrilamida são transferidas e imobilizadas em uma membrana de papel para subseqüente análise.

Bomba.  Proteína transmembrana que promove o transporte ativo de íons e pequenas moléculas através da bicamada lipídica.

Bomba de sódio (Na+-K+ ATPase). Proteína carreadora transmembrana encontrada na membrana plasmática da maioria das células animais que bombeia Na+ para fora e K+ para dentro da célula, usando energia derivada da hidrólise do ATP.

Borda em escova.  Revestimento denso formado pelas microvilosidades na superfície apical das células epiteliais do intestino ou fígado; as microvilosidades auxiliam na absorção porque aumentam a área de superfície da célula.

Botão.  Flor antes de desabrochar; pode ser usado também para a pequena saliência que nos vegetais dá origem a novos ramos, folhas ou flores.

Bottle cells.  Células-garrafa.

Bráctea.  Folha, geralmente modificada, que rodeia o pedúnculo da flor ou da inflorescência.

Braquial.  Relativo às extremidades anteriores ou apêndices peitorais.

Brânquia.  Nome genérico dado a um tipo de órgão respiratório aquático, encontrado em vários grupos animais, como invertebrados, peixes, e anfíbios. É uma estrutura lamelar de paredes finas, altamente irrigadas, possibilitando a troca gasosa em ambientes aquáticos.

Brônquios.  Ramificações das traquéias que transportam o ar até os pulmões.

Broto.  Região de um animal que se evagina para originar um novo indivíduo, como no caso das esponjas e celenterados ou então para originar estruturas como os apêndices locomotores, durante o desenvolvimento embrionário dos vertebrados. Nas leveduras dá-se o nome de broto à célula-filha formada pelo processo da mitose.

Bulbo.  Na realidade, em orquídea o que normalmente chamamos de bulbo, chama-se pseudobulbo, pois o bulbo é um órgão vegetal subterrâneo e perene, constando de um caule muito curto, provido de verticilos de folhas (escamas), um broto central e uma coroa de raízes adventícias, como na cebola. Em Orquídeas sua função é a de armazenamento de reservas nutritivas, geralmente subterrâneo, e comparável a um gomo na medida em que contém, em embrião, as folhas e por vezes as flores da planta. Eles permitem que numerosas plantas suportem longos períodos de inatividade total (dormência), apresentando freqüentemente uma membrana protetora chamada túnica.

Buraco da camada de ozônio.  Abertura resultante da  redução da camada de ozônio na estratosfera, constatada  entre setembro e novembro de 1989 na Antártida e que tem  sido motivo de alarme. Essa camada é essencial à  preservação da vida do planeta, porque filtram os raios  ultravioletas do sol, mortíferos às células. Observações  recentes mostram que o buraco tem se estendido até o  extremo sul da América do Sul e à Nova Zelândia.

Busca ativa.  É à busca de casos suspeitos, que se dá de  forma permanente ou não; visitas periódicas do serviço de  saúde em áreas silenciosas e na ocorrência de casos em  municípios vizinhos.

 

C Topo

Cadeia alimentar.   É a transferência da energia alimentar  que existe no ambiente natural, numa seqüência na qual  alguns organismos consomem e outros são consumidores.  Essas cadeias são responsáveis pelo equilíbrio natural  das comunidades e o seu rompimento pode  trazer  conseqüências drásticas, como é o caso quando da  eliminação de predadores de insetos. Estes podem  proliferar rapidamente e transformar-se em pragas nocivas  à economia humana. A cadeia alimentar é formada por  diferentes níveis tróficos (troe = nutrição). A energia  necessária ao funcionamento dos ecossistemas é  proveniente do sol e é captada pelos organismos  clorofilados (autótrofos), que por produzirem alimento  são chamados produtores (1º nível trófico). Estes servem  de alimento aos consumidores primários (2º nível trófico  ou herbívoros), que servem de alimento aos consumidores  secundários (3º nível trófico) que servem de alimento aos  consumidores terciários (4º nível trófico) e assim  sucessivamente Todos os organismos ao morrerem, sofrem a  ação dos saprófagos (sacros = morto, em decomposição;  phagos = devorador), que constituem o nível trófico dos  decompositores.  Além disso, é muito  provável a ocorrência de distúrbios na formação de  proteínas vegetais, com comprometimento do crescimento  das plantas e a redução das safras agrícolas.Admite-se  que o clima sofra transformações, principalmente com o  aquecimento da superfície do planeta.

Cadeia de transmissão (epidemiológica). É a  caracterização dos mecanismos de transmissão de um agente  infeccioso, envolvendo os suscetíveis, os agentes  patogênicos e os reservatórios.

Cadeia leve.  Um dos pequenos polipeptídeos de uma proteína composta por várias subunidades, como a miosina ou imunoglobulina.

Caderina.   Membro da família de proteínas de medeiam a adesão célula-célula dependente de Ca2+ em tecidos animais.

Calcário.  Composto que contém carbonato de cálcio (CaCO3).

Cálice. Invólucro exterior da flor periantada, composto por sépalas livres ou concrescidas/fundidas, total ou parcialmente.

Calmodulina.   Proteína ligadora de Ca2+, amplamente distribuída, cuja ligação a outras proteínas é governada por alterações na concentração intracelular de Ca2+. Sua ligação modifica a atividade de várias enzimas-alvo e proteínas de transporte de membrana.

Calo.  Clone indiferenciado que se forma nas células vegetais.

Caloria.  Unidade de calor. Pequena caloria (cal.), quantidade de calor necessária para elevar de 1° C a temperatura de 1 grama de água (a l5oC); Grande caloria ou quilocaloria (kcal), quantidade de calor necessária para elevar de 10ºC de 1 kg de água a temperatura.

CAM.   Veja molécula de adesão celular.

Camada bilipídica. Fina camada bimolecular composta principalmente por moléculas de fosfolipídios, que formam a base estrutural de todas as membranas celulares. As duas camadas de moléculas de lipídios são condensadas com suas caudas hidrofóbicas direcionadas para dentro, e suas cabeças hidrofílicas para fora, expostas a água.

Camada Germinal.   Nome dado à camada de células, presente nas gônadas masculinas e femininas (testículos e ovários), da qual vão se originar os gametas.

CAMP. (adenosina-monofosfato cíclico) Molécula sintetizada a partir do ATP que regula vários processos que ocorrem dentro da célula, como o metabolismo da glicose.

Camada de ozônio.   Camada de gás o3, situada a 30 ou 40  km de altura, atua como um verdadeiro escudo de proteção,  filtrando os raios ultravioletas emitidos pelo sol. Gases  nitrogenados emitidos por aviões e automóveis, assim como  o CFC (clorofluorcarbono) têm efeito destrutivo sobre a  camada de ozônio. O preço desta destruição é o aumento da  radiação ultravioleta, o que provoca uma maior taxa de  mutações nos seres vivos, acarretando, por exemplo, maior  incidência de câncer no homem.

CAMP.  Veja AMP cíclico.

Canal de liberação de Ca2+.  Canal iônico na membrana do retículo endoplasmático e retículo sarcoplasmático (nas células musculares) que quando ativados liberam Ca2+ no citossol.

Canal de membrana.  Complexo de proteínas transmembrana que permite a difusão passiva de íons inorgânicos ou outras moléculas menores, através da camada bilipídica.

Canal iônico.   Complexo de proteína transmembrana, que forma um canal cheio de água através da camada bilipídica. Íons inorgânicos específicos podem difundir por estes canais através de seus gradientes eletroquímicos.

Canalização.  Processo que ocorre durante o desenvolvimento do organismo e que limita a variação do fenótipo, reduzindo o efeito de influências perturbadoras.

Câncer.  Crescimento desordenado de células eucarióticas devido a alguma disfunção durante a divisão das mesmas.

Canibalismo.   Variante do predatismo, em que o indivíduo  mata e como o outro da mesma espécie.

CAP (proteína ativadora de genes do catabolismo).  Proteína de regulação gênica em procariotos, a qual promove a ativação dos genes responsáveis pela degradação de fontes de carbono alternativas na ausência de glicose.

Capacidade de Suporte.  É a densidade populacional que pode ser sustentada por recursos limitados de determinado ambiente.

Capacidade vetorial.  Propriedade do vetor, mensurada por  meio de parâmetros como abundância, sobrevivência e grau  de domiciliarão. É relacionada à transmissão do agente  infeccioso em condições naturais.

Capilar.  Vaso de paredes muito finas, formadas por uma única camada de células e que formam redes capilares por onde pode ocorrer difusão de gases e líquidos. Por exemplo: o oxigênio e os nutrientes passam do sangue para os demais tecidos através de capilares. Nos anfíbios o arejamento do sangue nas brânquias é realizado por uma rede capilar.

Capsídeo.  Carapaça protéica de um vírus, formada pela auto-associação de uma ou mais subunidades protéicas, gerando estruturas geometricamente regulares.

Cápsula.  O fruto que contém as sementes das orquídeas, freqüentemente com milhares e até mesmo milhões de sementes.

Caracteres epidemiológicos.  Modos de ocorrência natural  das doenças em uma comunidade, em função da estrutura  epidemiológica da mesma.

Caracteres Sexuais Secundários.  Características que distinguem um sexo do outro, e que não estão relacionados diretamente com a reprodução. Por exemplo: diferenças de pelagem e de tamanho, entre machos e fêmeas de muitas espécies animais; presença de galhadas exuberantes apenas nos machos de cervídeos e etc.

Carapaça.  Nome genérico dado a uma estrutura dorsal alargada e rígida, presente nas tartarugas e crustáceos, por exemplo.

Caráter.  Aspecto, característica ou propriedade de um organismo. Estado de caráter. Uma das condições variáveis de um caráter. De acordo com a escola da Sistemática Filogenética um caráter é um conceito abstrato, que corresponde à mudança que ocorre numa série de transformação devido à incidência de uma ou mais mutações. Assim uma forma plesiomórfica (mais antiga) seria alterada numa forma apomórfica (derivada).

Caráter antigênico.  combinação química dos componentes  antigênicos de um agente, cuja combinação e componentes  são únicos, para cada espécie ou cepa do agente, sendo  responsável pela especificidade da imunidade resultante  da infecção.

Caráter Canalizador.  Caráter cujo fenótipo permanece dentro de limites estreitos mesmo quando submetido a ambientes mais perturbadores ou mesmo quando submetido a mutações.

Caráter merístico.  Uma variável discreta, contável; p.ex., número de dígitos.

Caráter poligênico.  Um caráter, no qual a variação é baseada completa ou parcialmente em variação alélica em dois ou mais locos.

Caráter dominante.  Caráter herdado de um dos pais cuja expressão se sobrepõe àquela do caráter equivalente herdado do outro genitor. Por exemplo, a cor de olho castanho é dominante sobre a cor azul e é determinada ou pelo par AA ou pelo par Aa, podendo se expressar nesses dois genótipos; já a cor azul é determinada apenas pelo par aa, dito homozigoto recessivo.

Caráter ligado ao sexo.   Um caráter cujo gene está localizado no cromossomo sexual.

Caráter recessivo.  Um caráter de um dos pais que permanece oculto na descendência quando associado com o caráter dominante correspondente do outro genitor. Assim a cor de olho azul que é recessiva, aparece apenas na forma aa. Se o genótipo da prole for Aa, o gene A que é dominante sobre a forma a, vai bloquear a expressão deste último, e a cor do olho será castanho.

Carboidrato. Termo geral para designar açúcares e compostos relacionados contendo carbono, hidrogênio e oxigênio, geralmente com a fórmula empírica (CH2O)n.

Carboxiterminal (Cterminal). A extremidade de uma cadeia polipeptídiea que contém um grupo alfa-carbonila livre.

Carcinogênicos.  Substâncias químicas que causam câncer  ou que promovem o crescimento de tumores iniciados  anteriormente por outras substâncias. Há casos em que o  câncer aparece nos filhos de mães expostas a estas  substâncias. Algumas substâncias são carcinogênicas a  baixos níveis, como a dioxina, e outras reagem com mais  vigor. A maioria das substâncias carcinogênicas é também  mutagênica e teratogênica.

Carcinógeno.   Substância que causa ou pode desencadear o câncer.

Carcinoma.   Câncer de células epiteliais; é a forma mais comum de câncer em humanos.

Carga Genética.  Diferença entre o valor adaptativo médio e o valor adaptativo máximo (valor adaptativo do genótipo mais adaptado).

Carioplasto.  Núcleo doador, acompanhado de uma maior ou menor quantidade de citoplasma, transferido para o novo citoplasma por transferência nuclear (técnica de clonagem). Um carioplasto pode ser apenas o núcleo ou uma célula inteira que é fundida com o citoplasto.

Cariótipo.  Conjunto de todos os cromossomos presentes num indivíduo ou numa célula, que pode ser visualizado durante a metáfase mitótica.

Caroteno.   Um pigmento amarelo ou laranja.

Carposporângio.  Em algas vermelhas, a célula que contém o carpósporo (o único protoplasto diplóide).

Carreador de elétrons.   Molécula como o citocromo C, que transfere um elétron de uma molécula doadora para uma moléeula aceptora.

Cartilagem.  Forma de tecido conjuntivo, composto por células (condrócitos) dispersos em uma matriz rica em colágeno tipo II e sulfato de condroitina.

Caso.  Pessoa ou animal infectado ou doente apresentando  características clínicas, laboratoriais e/ou  epidemiológicas específicas.

Caso autóctone.  Caso contraído pelo enfermo na zona de  sua residência.

Caso confirmado.  Pessoa de quem foi isolada e  identificada o agente etiológico ou de quem foram obtidas  outras evidências epidemiológicas e/ou laboratoriais da  presença do agente etiológico, como por exemplo, a  conversão sorológica em amostras de sangue colhidas nas  fases aguda e de convalescência. Esse indivíduo pode ou  não apresentar a síndrome indicativa da doença causada  pelo agente. A confirmação do caso está sempre  condicionada à observação dos critérios estabelecidos  pela definição de caso, que, por sua vez, está  relacionada ao objetivo do programa de controle da doença  e/ou do sistema de vigilância.

Caso-controle, estudos de.  Tipo de estudo epidemiológico  no qual se busca aferir uma associação entre um  determinado fator de risco e a ocorrência de uma  determinada doença, em grupos selecionados a partir da  presença ou ausência da doença em questão.

Caso esporádico. Caso que, segundo informações  disponíveis, não se apresenta epidemiologicamente  relacionado a outros já conhecidos.

Caso importado.  Caso contraído fora da zona onde se fez o  diagnóstico. O emprego dessa expressão dá a idéia de que  é possível situar, com certeza, a origem da infecção numa  zona conhecida.

Caso índice.  Primeiro entre vários casos de natureza  similar e epidemiologicamente relacionados. O caso índice  é muitas vezes identificado como fonte de contaminação ou  infecção.

Caso induzido.  Caso de uma determinada doença que pode  ser atribuído a uma transfusão de sangue ou a outra forma  de inoculação parenteral, porém não à transmissão  natural. A inoculação pode ser acidental ou deliberada e,  neste caso, pode ter objetivos terapêuticos ou de  pesquisa.

Caso introduzido.  Na terminologia comum, esse nome é dado  aos casos sintomáticos diretos, quando se pode provar que  os mesmos constituem o primeiro elo da transmissão local  após um caso importado conhecido.

Caso presuntivo.  Pessoa com síndrome clínica compatível  com a doença, porém sem confirmação laboratorial do  agente etiológico. A classificação como caso presuntivo  está condicionada à definição de caso.

Caso secundário.  Caso novo de uma doença transmissível,  surgido a partir do contato com um caso-índice.

Caso suspeito.  Pessoa cuja história clínica, sintomas e  possível exposição a uma fonte de infecção sugerem que  possa estar ou vir a desenvolver alguma doença infecciosa.

Casulo.  Revestimento protetor que recobre ovos, larva ou a pupa.

Catabolismo.  Metabolismo destrutivo; a decomposição de substâncias mais complexas no protoplasma; Termo geral utilizado para as reações catalisadas por enzimas em uma célula, na qual moléculas complexas são degradadas a moléculas mais simples com liberação de energia. Os produtos intermediários destas reações são algumas vezes chamados de catabólitos.

Catalisador.  Substância que acelera uma reação química sem sofrer alterações. Enzimas são proteínas catalíticas.

Categoria taxonômica.  Termo que se refere ao nível de hierarquização taxonômica, ou as categorias taxonômicas, como as categorias. Por exemplo, espécie, gênero, família.

Cátion.  Um íon com carga positiva.

Causa eficiente.  Termo da filosofia aristotélica que se refere às razões mecânicas de um evento.

Causa final.  Termo da filosofia aristotélica para designar uma meta que será alcançada por um evento ou processo.

Cavidade revestida.   Invaginação da membrana plasmática associada com uma camada protéica na sua superfície citoplasmática, com forma de fio. Esta invaginação solta-se da membrana, formando uma vesícula revestida, no processo de endocitose.

CDC2.  Proteína que se combina com a ciclina para produzir a enzima da cinese.

Cadeia Alimentar. Parte da teia alimentar de uma comunidade, desde as plantas fotossintetizantes até os predadores superiores e os decompositores.

cDNA. Veja DNA complementar

Ceco.  Uma bolsa ou extensão saculiforme no trato digestivo, fechada na extremidade externa.

Cefálico.  Pertencente à ou em direção da cabeça.

Cefalotórax.  Região do corpo formada pela união da cabeça como o tórax.

Celoma.  Espaço entre a parede do corpo e os órgãos internos, que ocorre em muitos grupos animais metazoos. Tal espaço está limitado por um peritônio.

Célula.  Unidade fundamental da vida, que apresenta uma membrana, a qual abriga o citoplasma e suas organelas, cujas funções como a produção de energia, formação de proteínas e lipídeos, reprodução e, armazenamento e secreção de compostos orgânicos, estão todas inter-relacionadas.

Célula aneuplóide.  Uma célula com um número de cromossomos que difere do número cromossômico normal da espécie, por pequeno número de cromossomos.

Célula chromuffin.  Célula que armazena adrenalina em vesículas secretoras, secretando-a em situações de estresse, quando estimulada pelo sistema nervoso.

Célula da massa interna (células IMC).  Camada interna do trofoblasto em um embrião de mamífero em estágio inicial, da qual o embrião propriamente dito se forma, e que mais tarde formará parte da placenta. Esta camada é  rodeada por citotrofoblasto (células TE), que constituem o primeiro contato com a parede do útero.

Célula de Schwann.   Célula da glia responsável pela formação da bainha de mielina no sistema nervoso periférico.

Célula de Sertoli.  Célula acessória dos testículos de mamíferos que envolve e nutre os espermatozóides.

Célula endócrina.  Célula animal especializada que secreta um hormônio para o sangue; normalmente parte de uma glândula, como a tireóide ou glândula pituitária.

Célula-flama.  Célula responsável pela excreção em grupos animais como os platelmintos. Tais estruturas estão localizadas entre as várias células do corpo dos platelmintos e coletam o excesso de água e outros excretas. As células-flama apresentam um conjunto de cílios na sua cavidade central, que movimentam o líquido ao seu redor direcionando-o para os dutos e em seguida para os canais que se abrem na superfície do corpo.

Célula folicular.  Uma das células no ovário que envolve o oócito, auxiliando na formação do mesmo.

Células germinativas.  Células presentes nos órgãos reprodutores (testículos e ovários) e que darão origem às células reprodutoras (gametas).

Células gliais. Células auxiliares do sistema nervoso central, incluindo oligodendrócitos e astrócitos no sistema nervoso central de vertebrados, e células de Schwann no sistema nervoso periférico.

Célula HeLa.  Linhagem de células cancerosas originárias de uma mulher chamada Helen Lane, na década de 1950. Hoje estas células são cultivadas em laboratórios de todo o mundo.

Célula nervosa.   Veja neurônio.

Célula nutridora.  Célula que é conectada por pontes citoplasmáticas a um oócito e fornece macromoléculas para o oócito em crescimento.

Célula pilosa.  Célula epitelial sensorial especializada nos ouvidos, com feixes de grandes microvilosidades (estereocílios) que se projetam da sua superfície apical. Vibrações sonoras balançam os estereocílios, induzindo uma alteração elétrica na célula pilosa, a qual vai então atuar como um detector sonoro.

Célula sangüínea branca (leucócito).   Célula sangüínea nucleada, desprovida de hemoglobina; inclui linfócitos, neutrófilos, eosinófilos, basófilos e monócitos.

Célula sangüínea vermelha.   Veja eritrócito.

Células satélites.   Células imaturas que localizam-se nas adjacências das fibras musculares

Célula somática.   Qualquer célula de plantas ou animais que não é uma célula germinativa ou sua precursora. (Do grego soma, corpo.).

Célula T citotóxica.   Tipo de linfócito T responsável pela destruição de células infectadas.

Célula totipotente. É aquela capaz de se diferenciar, produzindo todos os tipos de células do corpo.

Célula-tronco.  Célula que parece ser relativamente indiferenciada, mas que continua a produzir células-filhas diferenciadas. Algumas são pluripotentes, e outras são totipotentes.

Celulose.  Polissacarídeo mais abundante encontrado nas paredes celulares das células vegetais. É um polímero linear da D-glucose, cujo peso molecular mínimo varia entre 50 mil a 2,5 milhões. Tal molécula encontra-se organizada em feixes de cadeias paralelas formando fibrilas. A celulose é impermeável a água, mas tem por esta uma grande afinidade.

Cenocítico.  Termo usado para descrever um organismo, ou parte dele, que é multinucleado. Os núcleos não são separados por paredes ou membranas.
Centríolo.  Disposição cilíndrica e curta de microtúbulos, muito semelhante estruturalmente ao corpo basal. Um par de centríolos é geralmente encontrado no centro de um centrossomo em células animais.

Centrômero.  Região de constrição encontrada nos cromossomos, pela qual as cromátides estão ligadas entre si, sendo também a região na qual as fibras do fuso se ligam durante a divisão mitótica ou meiótica.

Centro organizador de microtúbulos (MTOC).   Região em uma célula, como centrossomo ou corpo basal, do qual os microtúbulos se originam.

Centrômero.  Região constrita do cromossomo durante a mitose, que mantém as cromátides irmãs unidas; também é o sítio no DNA onde o cinetocoro é formado e então apreende microtúbulos do fuso mitótico.

Centrossomo (centro celular).   Organela de localização central de células animais que é o centro primário de organização de microtúbulos, e atua como pólo do fuso durante a mitose. Na maioria das células animais o centrossomo contém um par de centríolos.

Cepa.  População de uma mesma espécie descendente de um  único antepassado ou que tenha espécie descendente de um  único antepassado ou que tenha a mesma origem, conservada  mediante uma série de passagens por hospedeiros ou  subculturas adequadas. As cepas de comportamento  semelhante chamam-se "homólogas" e de comportamento  diferente "heterólogas". Antigamente empregava-se o  termo "cepa" de maneira imprecisa, para aludir a um grupo  de organismos estreitamente relacionados entre si, e que  perpetuavam suas características em gerações sucessivas.  Ver também CULTURA ISOLADA.

Cercaria.  Forma do Schistossoma mansoni, infectante para o  homem (hospedeiro definitivo).

Cerda.  Estrutura delgada e dura encontrada na superfície do corpo de muitos invertebrados. Nos oligoquetas (minhocas) a cerda é um filamento quitinoso, que serve para fixar o animal ao solo quando este se encontra em movimento ou em repouso no seu abrigo. Nas aves dá-se o nome de cerda a uma pena modificada (estrutura filiforme) encontrada no bico de curiangos e tiranídeos.

Cerebelo.  Estrutura que se desenvolve da parte anterior do rombencéfalo, e cuja função está relacionada com a coordenação e regulação das atividades motoras, bem como, com a manutenção da postura.

Cervical.  Região da espinha dorsal que corresponde ao pescoço.

Césio 137.  Trata-se de um elemento químico que se  caracteriza como um pó azul brilhante, altamente  radiativo, que provoca queimaduras, vômitos e diarréia  até a morte. Cientificamente, o césio 137 é um  radioisótopo usado no tratamento do câncer e em processos  industriais como fonte de calibração de instrumentos e de  medição de radiatividade. O organismo humano necessita de  110 dias para eliminá-lo. Atualmente é substituído pelo  cobalto. O césio 137 tornou-se famoso no Brasil a partir  do ocorrido em Goiânia-GO, em setembro de 1987: um homem  acha um cilindro de ferro e chumbo e o vende a um ferro  velho, onde é quebrado. Dentro está uma cápsula de césio,  a qual é imediatamente liberada. Em decorrência, 22  pessoas morrem e mais uma centena fica aleijada. O lixo  altamente tóxico desse acidente foi colocado em barris  lacrados a céu aberto no estado de Goiás.

Cetona.  Molécula orgânica contendo um grupo carbonila ligado a dois grupos alquila.

Chaperone (chaperone molecular).  Proteína que auxilia o enovelamento de outras proteínas, evitando vias incorretas que produziriam estados inativos ou agregados.

Chlamydomonas.   Alga verde unicelular com dois flagelos.

Chordata.  Filo animal caracterizado pela presença de notocorda, tubo dorsal oco, fendas faríngeas, e uma cauda pós-anal muscular, pelo menos durante o desenvolvimento embrionário, podendo persistir em alguns grupos durante toda a vida do animal; inclui os vertebrados, urocordados e cefalocordados.

Chorume.  Resíduo líquido proveniente de resíduos sólidos  (lixo), particularmente quando dispostos no solo, como  por exemplo, nos aterros sanitários. Resulta principalmente de água de chuva que se infiltra e da decomposição biológica da parte orgânica dos resíduos sólidos. É altamente poluidor.

Chuva ácida.  Precipitação de água sob a forma de chuva, neve ou vapor, tornada ácida por resíduos gasosos  proveniente, principalmente, da queima de carvão e  derivados de petróleo ou de gases de núcleos industriais  poluidores. As precipitações ácidas podem causar  desequilíbrio ambiental quando penetram nos lagos, rios e  florestas e são capazes de destruir a vida aquática.

Cianofíceas.  Antigamente chamadas de algas verdes-azuis, são na verdade seres procariontes próximos às bactérias. No início da história da vida, tais seres eram dominantes e ainda hoje são considerados importantes ecologicamente.

Ciclina.  Proteína que tem sua concentração periodicamente elevada ou reduzida de acordo com o ciclo celular em eucariotos. As ciclinas ativam proteinoquinases essenciais (denominadas proteinoquinases dependentes de ciclina) e, portanto auxiliam no controle da progressão de um estágio do ciclo celular para o próximo.

Ciclo celular.  É o ciclo de vida de uma célula, divisão celular (mitose ou meiose) e o período de interfase (atividade biossintética).

Ciclo de Calvin (ciclo de Calvin-Benson).   Principal via metabólica na qual CO2 é fixado durante a fotossíntese.

Ciclo de Krebs.   Veja ciclo do ácido cítrico.

Ciclo de vida.  É a duração completa da vida de um organismo desde a sua concepção até o momento que se reproduz.                     

Ciclo do ácido cítrico (TCA, ou ciclo dos ácidos tricarboxílicos; ciclo de Krebs).  Via central do metabolismo encontrada em todos os organismos aeróbicos. Oxida grupos acetila derivados de moléculas provenientes dos alimentos à CO2 e H2O. Nas células eucarióticas, as reações do ciclo Krebs ocorrem na mitocôndria.

Ciclo do nitrogênio.  Circulação natural do nitrogênio entre moléculas orgânicas nos organismos vivos e moléculas inorgânicas no solo.

Ciclo vital.  Compreende o nascimento, o crescimento, a  maturidade, a velhice e a morte dos organismos.

Cílios.  Estruturas microscópicas em forma de cabelo e que estão presas à superfície livre das células. Geralmente aparecem em grande número e estão arranjados em fileiras e capazes de vibrar.

Cinesina.   Um tipo de proteína motora que utiliza a energia da hidrólise do ATP para deslocar- se pelo microtúbulo.

Cinetócoro.  Estrutura protéica complexa formada no cromossomo durante a mitose, que conectam os microtúbulos, com os quais desempenham parte ativa na movimentação do cromossomo em direção ao pólo. O cinetocoro forma-se na região do cromossomo chamada de centrômero.

Cinto de adesão (zônula aderente).  Junção aderente em forma de cinto que circunda a extremidade superior de uma célula epitelial ligando-a a célula adjacente. Um feixe contrátil de filamentos de actina estende-se ao longo da superfície citoplasmática do cinto de adesão.

Circulação colateral.  Circulação que se instala em órgãos  ou parte dele através de anastomose (comunicação) dos  vasos, quando o suprimento sangüíneo original está  obstruído ou abolido.

Cirro.  Estrutura ou apêndice pequeno, delgado e geralmente flexível.

Cis.  Cisteína um tipo de aminoácido.

Cisterna.   Compartimento achatado, ligado à membrana, encontrado no retículo endoplasmático ou complexo de Golgi.

Cis-trans, teste.  Teste para se determinar se dois pontos mutacionais estão localizados na mesma unidade funcional do gene ou em unidades funcionais diferentes.

Cisto.  Estrutura membranosa que pode envolver e proteger um protozoário ou outro organismo pequeno durante condições desfavoráveis ou durante a reprodução.

Cístron.  O próprio gene, ou seja, uma região do DNA que codifica um polipeptídeo.

Citidina.  É um nucleotídeo que contém citosina como base.

Citocina.  Proteína ou peptídeo de sinalização extracelular que atua como um mediador local na comunicação célula-célula.

Citocinese.  Divisão do citoplasma de células animais ou vegetais em dois, que é diferente da divisão do seu núcleo (chamada de mitose).

Citocromos.  Classe de proteínas, que ocorrem nas membranas mitocondriais, e que tem como principal função a fosforilação oxidativa do ADP para formar ATP.

Citoesqueleto.   Sistema de filamentos protéicos no citoplasma de uma célula eucariótica que dá a forma celular e a capacidade de movimento direcionado. Seus componentes mais abundantes são filamentos de actina, microtúbulos e filamentos intermediários.

Citogenética.  O estudo da genética pelo prisma citológico, o qual enfoca, principalmente, os estudos microscópicos dos cromossomos.

Citoplasma.  À parte da célula situada entre o núcleo e a membrana celular, e que contém todas as organelas e demais estruturas celulares.

Citoqueratina.   Membro de uma família de proteínas de filamentos intermediários, característica de células epiteliais.

Citoquinina.  Membro de uma família de pequenas moléculas que regulam o crescimento e o desenvolvimento de células vegetais.

Citosina.  Base pirimídica que se pareia com a adenina (A), quando da formação da dupla hélice de DNA.

Citossol.  Conteúdo do compartimento principal do citoplasma, excluindo organelas ligadas à membrana, como o retículo endoplasmático e a mitocôndria. Originalmente definido como a fração celular restante após a remoção de componentes do citoesqueleto, da membrana e outras organelas, por centrifugação em baixa rotação.

Clado.  É o conjunto de espécies descendentes de uma espécie ancestral comum.

Cladogênese. Processos que levam a divisão de um ramo filético em dois ou mais ramos descendentes, isolados geograficamente. Ramificação de linhagens durante a filogenia.

Clatrina.  Proteína que se arranja em uma câmera poliédrica no lado citoplasmático de uma membrana, de modo a formar uma cavidade revestida de clatrina, as quais após extrusão, formam vesículas recobertas por clatrina.

Cleistogamia.  Auto-polinização dentro de uma flor que não se abre.

Cleistogâmica.   Flor que se autopoliniza, sem estar aberta inteiramente.

Clímax.  Complexo de formações vegetais mais ou menos estáveis durante longo tempo, em condições de evolução  natural. Diz-se que está em equilíbrio quando as alterações que apresenta não implicam em rupturas  importantes no esquema de distribuição de energia e  materiais entre seus componentes vivos. Pode ser também a última comunidade biológica em que termina a sucessão  ecológica, isto é, a comunidade estável, que não sofre  mais mudanças direcionais.

Clina.  Mudança gradual na freqüência alélica ou em um caráter ao longo de um transecto geográfico. Uma clina pode abranger toda a distribuição geográfica de uma espécie, como ocorre com o tamanho corporal do veado-de-cauda-branca, cujo tamanho aumenta gradualmente com a latitude. De outra maneira, nas zonas de contato entre duas subespécies pode se formar uma clina abrupta entre duas formas amplamente distribuídas, chamada muitas vezes de clina em degrau, em inglês, step cline.

Clivagem.  (1) Divisão física de uma célula em duas. (2) Tipo de divisão celular especializada, vista nos estágios iniciais do desenvolvimento de muitos embriões, na qual uma grande célula é subdividida em várias células menores sem crescimento.

Cloaca.  Nos vertebrados é uma câmara terminal, na qual desemboca o reto e os dutos urogenitais; está presente na fase embrionária de todos os vertebrados, persistindo nas formas adultas de certos grupos de peixes, nos anfíbios, nos répteis e nas aves. Entre os mamíferos, apenas os monotremados possuem cloaca. Nos insetos a cloaca é a porção terminal do trato digestivo.

Clonagem.  Processo artificial ou natural (gêmeos idênticos) que leva a formação de clones, ou indivíduos geneticamente idênticos.

Clonagem de DNA.  Técnica usada principalmente para a amplificação, ou seja, clonagem, do DNA recombinante (fragmentos distintos de DNA recombinados num genoma menor). Nesta técnica o segmento de DNA recombinante a ser clonado é inserido num pequeno plasmídio, que é introduzido numa bactéria (hospedeiros). Assim a maquinaria reprodutiva desta última será usada para amplificar aquele trecho de DNA recombinante selecionado, gerando clones do mesmo.

Clone.  População de células ou organismos formados por divisões repetidas (assexuadas) a partir de uma mesma célula ou organismo. Também utilizada como verbo: "clonar um gene", significando produzir muitas cópias de um determinado gene através da repetição de ciclos de replicação.

Clorofila.  Pigmento existente nos vegetais, de estrutura  química semelhante à hemoglobina do sangue dos mamíferos,  solúvel em solventes orgânicos.Capta a energia solar para realização da fotossíntese.

Cloroplasto.  Organela das células vegetais que abriga a clorofila. Portanto é a organela responsável pela fotossíntese.

Clorose Variegada dos Citrus (CVC).   Doença causada pela bactéria Xylella fastidiosa que ataca especialmente os vasos lenhosos (xilema) da planta, impedindo o fluxo normal da seiva deixando as folhas amareladas (clorose), causando grande perda de frutos e, finalmente, a morte das laranjeiras infectadas sendo transmitida pelo nseto popularmente conhecido como cigarrinha, no ato de sugar a seiva.

Coanas.  Narinas internas, ou seja, abertura entre as fossas nasais e a faringe.

Cobertura morta.   Camada natural de resíduos de plantas  espalhadas sobre a  superfície do solo, para reter a  umidade, protegê-lo da insolação e do impacto das chuvas.

Cobertura vacinal.  Indicador que expressa a proporção da  população-alvo que foi vacinada, medindo a capacidade de  alcance das metas estabelecidas conforme a estratégia de  vacinação. Para se obter a cobertura vacinal, são necessárias as seguintes informações: população-alvo,  número de vacinados por idade, doses e área geográfica. A cobertura pode ser avaliada pelo método administrativo,  analisando as informações obtidas no sistema de registro  dos serviços de saúde e pelo método estatístico, que  consiste em inquéritos ou levantamentos de campo,  realizados através de entrevistas em uma adequada amostra  de domicílios.

Código Florestal.   Código instituído pela Lei nº 4.771,  de 15 de setembro de 1965 em cujo artigo 1º está previsto  que as florestas existentes no território nacional e as  demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade às  terras que revestem, são bens de interesse comum a todos  os habitantes do país.

Código genético.  No processo de tradução a informação contida nos pares de nucleotídeos de DNA é traduzida na cadeia de polipeptídeos (proteínas), de maneira indireta, pelo RNA. Assim a seqüência de nucleotídeos deve corresponder à seqüência de aminoácidos. Logo surge a analogia com um código, ou seja, determinado aminoácido deve estar codificado em determinada seqüência de nucleotídeos do RNAm, o qual foi copiado do DNA. Por analogia, se os pares de nucleotídeos no DNA são as letras num código, a combinação destas letras pode formar palavras que representam os diferentes aminoácidos.

Código genético degenerado.  Refere-se a uma das características do código genético em que o mesmo aminoácido pode ser determinado por mais de um códon.

Codominância.  Quando um heterozigoto mostra os efeitos fenotípicos de ambos os alelos igualmente. Um caso típico de codominância diz respeito aos grupos sangüíneos M, N e MN, os quais são determinados, respectivamente, pelos genótipos LM LM, LN LN e LM LN e que são caracterizados pela presença de um antígeno imunológico na superfície dos glóbulos vermelhos. Neste caso de codominância as pessoas com genótipo LM LN, apresentam ambos os antígenos.

Códon.  É o trecho do DNA, que contém três pares de nucleotídeos e que codifica um único aminoácido.

Códon âmbar.  O códon UAG, um códon "sem sentido".

Coeficiente / taxa.  Relação entre número de eventos  reais e os que poderiam acontecer, multiplicando-se o  resultado dessa relação pela base referencial do  denominador, que é potência de 10. Muito utilizado em saúde pública para indicar a relação (quociente) entre  dois valores numéricos, no sentido de estimar a  probabilidade da ocorrência ou não de determinado evento.

Coeficiente de incidência.  Constitui medida de risco de  doença ou agravo, fundamentalmente nos estudos da  etiologia de doenças agudas e crônicas. É a razão entre o número de casos novos de uma doença que ocorre em uma  coletividade, em um intervalo de tempo determinado, e a  população exposta ao risco de adquirir referida doença no  mesmo período multiplicando-se por potência de 10, que é  a base referencial da população.   CI =n° de casos novos de uma doença, ocorrentes em determinada comunidade, em certo período de tempo X 10n /  n° de pessoas expostas ao risco de adquirir a doença no  referido período.

Coeficiente de mortalidade.  Relação entre a freqüência  absoluta de óbitos e o número dos expostos ao risco de  morrer. Pode ser geral, quando inclui todos os óbitos e toda a população da área em estudo, e pode ser específico  por idade, sexo, ocupação, causa de morte, etc.    CMG = n° total de óbitos em determinada, área e período X  10n / n° total da população da mesma área, estimada na  metade do período

Coeficiente de prevalência.  Coeficiente que mede a força  com que subsiste a doença na coletividade. Expressa-se com a relação entre o número de casos conhecidos de uma  dada doença e a população, multiplicando-se o resultado  pela base referencial da população, que é potência de 10,  usualmente 1 000, 10 000 ou 100 000.   CP = n° de casos de uma dada doença X 10n / população

Coeficiente respiratório.  Relação das trocas gasosas do metabolismo, obtido pela divisão do gás carbônico produzido pelo oxigênio consumido. O dos carboidratos é igual a 1, o das proteínas igual a 0,82 e o das gorduras cerca de 0,70.

Coeficiente de seleção.  A diferença entre os valores adaptativos relativos de um genótipo mais adaptado e um menos adaptado.

Co-evolução.  É a interação da evolução de duas ou mais formas. Assim as adaptações que surgem nas formas estudadas são conseqüências dos processos evolutivos que interagiram no decorrer da história evolutiva das mesmas. Ex: muitas espécies de plantas floríferas e seus insetos polinizadores co-evoluíram, a ponto de cada espécie de planta ter a sua própria espécie de inseto polinizador.

Colonização.  Propagação de um microorganismo na  superfície ou no organismo de um hospedeiro, sem causar  agressão celular. Um hospedeiro colonizador pode atuar como fonte de infecção.

Coluna.   Órgão que se projeta do centro da flor da orquídea e que é o resultado da fusão dos órgãos, masculino (estame) e feminino (pistilo), é a parte característica para a identificação das orquídeas.

Comensalismo.  Relação ecológica entre espécies em que uma se beneficia da outra, que não é afetada pela interação. Por exemplo: muitas plantas se beneficiam de certos mamíferos, que, passivamente, fazem a dispersão de suas sementes, transportando-as em seus pêlos; corujas e outras aves se beneficiam do pica-pau, utilizando os buracos deixados por estes.

Complementação.  Fenótipo selvagem que surge pela combinação de duas mutações diferentes numa forma diplóide.

Compostagem.   Técnica de elaborar mistura fermentada de  restos de seres vivos, muita rica em húmus e  microorganismos, que serva para, uma vez aplicada ao  solo, melhorar a sua fertilidade.

Comunidade.  Grupo de organismos de uma ou mais espécies que vivem juntos e interagem entre si e com o ambiente físico.

Concêntrica.   Momento no qual o músculo atua contra a gravidade.

Condrocrânio.  O crânio cartilaginoso de ciclóstomos e elasmobrânquios; que aparece também durante o desenvolvimento embrionário dos vertebrados superiores.

Congênere.  Na terminologia química, qualquer substância  de um grupo químico, cujos componentes sejam derivados da  mesma substância-mãe, por exemplo, as 4-aminoquinaleínas  são congêneres uma das outras.

Conjugação.  A união de duas células bacterianas, sendo que o material genético é transferido da célula doadora para a célula receptora. Nos protozoários (Paramecium) a conjugação é um tipo de reprodução em que ocorre a troca de material genético.

Conjunto Gênico.  Todos os genes de uma população sexuada.

Conservação da natureza.   Uso ecológico dos recursos  naturais, com o fim de assegurar uma produção contínua  dos recursos renováveis e impedir o esbanjamento dos  recursos não renováveis, para manter o volume e a  qualidade em níveis adequados, de modo a atender às  necessidades de toda a população e das gerações futuras.

Conservação do solo.   Conjunto de métodos de manejo do  solo que, em função de sua capacidade de uso, estabelece  a utilização adequada do solo, a recuperação de suas  áreas degradadas e mesmo a sua preservação.

Consolidação dos dados.  Consiste no agrupamento e  distribuição dos dados segundo: número de casos; período  de ocorrência por município, localidade, bairro e rua;  faixa etária; semana epidemiológica; zona urbana/rural;  antecedência vacinal; cobertura vacinal; hospitalização;  complicações; coletas para amostras, etc.

Contágio.  Sinônimo de transmissão direta.

Contaminação.  Ato ou momento em que uma pessoa ou um  objeto se converte em veículo mecânico de disseminação de  um determinado agente patogênico.

Contato.  Pessoa ou animal que teve contato com pessoa ou  animal infectado, ou com ambiente contaminado, criando a  oportunidade de adquirir o agente etiológico.

Contato eficiente.  Contato entre um suscetível e uma  fonte primária de infecção, em que o agente etiológico é  realmente transferido dessa para o primeiro.

Controle.  Quando aplicado a doenças transmissíveis e  alguns não transmissíveis, significa operações ou  programas desenvolvidos com o objetivo de reduzir sua  incidência e/ou prevalência em níveis muito baixos. 

Convergência.  Também denominada de evolução convergente. Quando um determinado caráter evolui mais de uma vez, ou seja, quando tal caráter se encontra em duas espécies, mas não em todos os seus ancestrais e nem no ancestral comum mais recente, dizemos que se trata de uma homoplasia. Um caso de homoplasia é a evolução convergente, onde espécies diferentes foram sujeitas a pressão de seleção similar, resultando em características similares.

Coorte.  Grupo de indivíduos de uma população que têm a mesma idade.

Coproscopia.  Diagnóstico realizado através do exame  parasitológico de fezes.

Cópula.  União sexual.

Cordão nervoso.  Cordão compacto formado por neurônios, normalmente apresentando gânglios e que faz parte do sistema nervoso central.

Cordão umbilical.  Estrutura longa em forma de cordão formada por vasos sangüíneos e tecido conjuntivo, cuja função é unir o embrião ou feto de um mamífero à mãe, durante o desenvolvimento intra-uterino.

Coriácea.   De consistência e aspecto de couro.

Córion.  A membrana dupla externa que circunda o embrião dos répteis, aves e mamíferos; nos mamíferos une-se o alantóide para formar a placenta; a membrana externa de um ovo de inseto; a porção dérmica da pele abaixo da epiderme.

Córnea.  Camada externa e transparente, do olho. Corte e reunião. É a reação que elimina os íntrons e une os éxons no RNA, após este se formar a partir da transcrição do DNA.

Coroa.  A parte central da roseta de folhas de uma orquídea monopodial, como Phalaenopsis, da qual novos brotos se elevam.

Corola. Invólucro floral, por dentro do cálice, geralmente a parte mais vistosa das flores, de cores variadas, formada por um ou mais segmentos livres ou concrescidos, as pétalas.

Cor-pulmonale.  Comprometimento cardíaco que decorre do  efeito de hipertensão pulmonar sobre o ventrículo direito.

Corpos cetônicos.   Co-produtos do fracionamento incompleto da gordura, devido principalmente à deficiência no metabolismo de carboidratos.

Corte.  Grupo de indivíduos que têm um atributo em comum.  Designa também um tipo de estudo epidemiológico, no qual se busca aferir a incidência de um determinado evento  entre grupos expostos e não expostos ao fator de risco  estudado.

Córtex.  Camada externa ou de revestimento de uma estrutura.

Cortisol.   Hormônio liberado pelas glândulas supra-renais em situações de estresse, como jejum e atividade físicas intensas. Sua função é promover o catabolismo de proteínas e gorduras para manter a glicemia.

Co-transporte (transporte acoplado). Processo de transporte através da membrana no qual a transferência de uma molécula depende da transferência simultânea ou subseqüente de uma segunda molécula.

Código genético.  Conjunto de regras que especificam a correspondência entre os tripletes de nucleotídeos (códons) no DNA ou RNA e os aminoácidos em proteínas.

Códon.  Seqüência de três nucleotídeos, em uma molécula de DNA ou RNA mensageiro, que representa a instrução para a incorporação de um aminoácido específico em uma cadeia polipeptídica crescente.

Coenzima.  Pequena molécula fortemente associada com uma enzima que participa na reação catalisada pela enzima, freqüentemente pela formação de uma ligação covalente temporária ao substrato. Exemplos incluem a biotina, NAD+ e coenzima A.

Coenzima A. Pequena molécula utilizada na transferência enzimática de grupos acil em uma célula. (Veja também acetil-CoA).

Cofator.   Coenzima ou íon inorgânico que é necessária para atividade de uma enzima.

Coiled coil.   Conformação de proteínas encontrada, por exemplo, no colágeno e na laminina, na qual um segmento de alfa-hélice sofre, posteriormente, uma torção helicoidal adicional. É uma estrutura protéica muito estável.

Colágeno.  Proteína fibrosa, rica em glicina e prolina, é o principal componente da matriz extracelular e do tecido conjuntivo. Existe sob várias formas: tipo I, a mais comum, encontrada na pele, tendões e ossos; tipo II, encontrado nas cartilagens; e tipo IV, presente na lâmina basal.

Colesterol.  Molécula lipídica com uma estrutura característica de quatro anéis esteróides, componente importante das membranas plasmáticas de células animais.

Combinatório.  Descreve qualquer processo governado por uma combinação específica de fatores (ao invés de apenas um fator) com diferentes combinações produzindo diferentes efeitos.

Complemento.  Sistema de proteínas séricas ativado por complexos antígeno-anticorpo ou por microrganismos. Auxilia na eliminação de microrganismos patogênicos tanto diretamente, causando sua lise, como promovendo sua fagocitose.

Complexo.  Arranjo de moléculas que são mantidas unidas por ligações não covalentes. Os complexos protéicos executam a maioria das funções celulares.

Complexo da nitrogenase.  Complexo de enzimas em bactérias fixadoras de nitrogênio que catalisam a redução de N2 atmosférico a amônia.

Complexo Golgiense.   Organela ligada à membrana em células eucarióticas, onde as proteínas e os lipídios produzidos no retículo endoplasmático são modificados e organizados.

Complexo sinaptonemático.  Estrutura que mantém os cromossomos emparelhados unidos durante a prófase I da meiose, e este evento promove a recombinação genética.

Composto enclausurado.  Molécula orgânica desenhada para adotar uma forma ativa somente quando irradiada com luz de comprimento de onde específico. Um exemplo é ATP enclausurado.

Concentração crítica.  Concentração de uma proteína não "montada", como actina ou tubulina. que está em equilíbrio com a forma montada da proteína.

Cone de crescimento.  Ponta migradora móvel de um axônio ou dendrito de uma célula nervosa em crescimento.

Conformação.   Localização especial dos átomos de uma molécula, por exemplo, a forma precisa de uma proteína ou outra macromolécula nas três dimensões.

Connexon.   Poro cheio de água localizado na membrana plasmática, consistindo de um anel formado por seis subunidades protéicas. É parte de uma junção tipo fenda os connexons de duas células adjacentes unem-se formando um canal contínuo entre as células.

Constante de associação (Ka).   Medida da associação de um complexo. Para o equilíbrio da ligação A + B =AB, a constante de associação é dada por [AB]/[A][B], e é maior quanto mais forte a ligação entre A e B. (Veja também constante de dissociação.)

Constante de dissociação (Kd).  Medida da tendência de dissociação de um complexo. Para o equilíbrio de ligação A + B =AB, a constante de dissociação é dada por [A][B]/[AB], e é menor quanto mais forte for a ligação entre A e B. (Veja também constante de associação.)

Constante de equilíbrio (K).  Razão das constantes dos dois sentidos de uma reação, e igual a constante de associação.

Constitutivo.   Produzido em quantidades constantes; oposto a regulado. Secreção constitutiva, por exemplo, ocorre continuamente, sem a necessidade de um estímulo externo.

Contato focal (place de adesão).   Pequena região na superfície de um fibroblasto ou outra célula, que está ancorada à matriz extracelular. Esta ligação é mediada por proteínas transmembrana como as integrinas, as quais são ligadas através de outras proteínas, a filamentos de actina no citoplasma.

Cooperatividade.   Fenômeno no qual a ligação de uma molécula ligante à molécula-alvo, promove a ligação de sucessivas moléculas ligantes. É vista na formação de grandes complexos. e em enzimas e receptores compostos de várias subunidades alostéricas, onde há uma modulação da resposta ao ligante.

Corante fluorescente.  Molécula que absorve luz em determinado comprimento de onde e responde emitindo luz em outro comprimento de onde; a luz emitida possui comprimento de onde maior (e portanto, menor energia) do que a luz absorvida.

Corpo basal.  Disposição cilíndrica e pequena de microtúbulos e proteínas associadas encontradas na base de cílios ou flagelos de células eucarióticas. Servem como sítio para nucleação do crescimento do axonema. Possuam estrutura muito semelhante ao centríolo.

Corpo celular.   Principal parte de uma célula nervosa pois contém o núcleo. As outras partes são axônios e dendritos.

Córtex celular.   Camada especializada de citoplasma na face interna da membrana plasmática. Em células animais este é uma camada rica em actina responsável pelos movimentos na superfície celular.

Cosmídeo.   Vetor de clonagem utilizado para transportar grandes segmentos de DNA tanto para dentro como para fora das células; é derivado do bacteriófago lambda.

Crescimento alométrico.  Crescimento diferencial de uma característica em relação à outra. Em outras palavras é o crescimento de uma característica a uma taxa diferente daquela de outra característica, a qual ela está sendo comparada. Por exemplo: nos humanos, durante o desenvolvimento ontogenético, a cabeça cresce mais lentamente, e as pernas, mais rapidamente, quando comparadas com o corpo como um todo.

Criopreservação. Armazenamento de organismos e amostras de tecidos em temperaturas extremamente baixas.  Tal armazenamento se faz normalmente em nitrogênio líquido.

Crista.  (1) Uma das invaginações da membrana mitocondrial interna; (2) Uma estrutura sensitiva localizada na parte interna do ouvido.

Crista neural.   Grupo de células embrionárias derivadas do revestimento do tubo neural que migra para diferentes locais, e origina os vários tipos de células adultas, incluindo as células nervosas nos gânglios periféricos, células chrormaffin, melanócitos e células de Schwann.

Cristalografia de raio X. Técnica para a determinação do arranjo tridimensional de átomos em uma molécula, é baseada no padrão de difração de raios X passando através do cristal desta molécula.

Cromátide.  No início da divisão celular, os cromossomos começam a se condensar, tornando-se mais visíveis, assim cada cromossomo assume o aspecto de um filamento duplo; cada um desses filamentos recebe o nome de cromátide. As duas cromátides, na verdade, são as cópias do cromossomo que já havia sido duplicado na fase S.

Cromatina.   O DNA mais as proteínas cromossômicas e RNA cromossômico formam a cromatina, substância fortemente corável.

Cromatóforos.   Células que contém elementos granulares responsáveis pela cor em muitos animais. Tais células localizam-se na derme de muitos vertebrados inferiores, como peixes, anfíbios e répteis. São células de forma estrelada com movimento amebóide. Os três tipos principais de cromatóforos são os melanóforos (marron-escuro), lipóforos (do vermelho ao amarelo) e gaunóforos (iridócitos). Este último não apresenta pigmento, mas sim cristais de guanina, que por reflexão podem alterar a cor dos demais. A mudança de cor se deve principalmente as alterações na distribuição dos grânulos coloridos dentro da célula.

Cromatografia.  Técnica bioquímica na qual uma mistura de substâncias pode ser separada pela carga, tamanho, ou alguma outra propriedade de seus componentes, através da sua partição entre uma fase móvel e uma fase estacionária.

Cromômeros.  Pequenos grânulos de cromatina visíveis em um cromossomo na prófase da mitose e da meiose. Tais grânulos apresentam o aspecto de um colar de contas.

Cromossomo.  Estrutura composta por uma molécula muito longa de DNA e proteínas associadas que carregam parte (ou toda) da informação hereditária de um organismo. É especialmente evidente em células animais e vegetais durante a mitose ou meiose, onde cada cromossomo é condensado, formando um tipo de carretel, compacto e facilmente visualizado.

Cromossomo acrométrico.  Um cromossomo que tem o centrômero situado bem próximo a uma das pontas.

Cromossomo dicêntrico.  Um cromossomo com dois centrômeros.

Cromossomos B. Pequenos cromossomos vegetais de número variável entre os indivíduos de uma espécie, sem papel fenotípico conhecido.

Cromossomos homólogos.  Um par de cromossomos com estrutura e valor relativamente similares, um de cada um dos pais.

Cromossomos arlequim.  São as cromátides-irmãs que se coram de maneira diferente, uma escura e a outra clara.

Cromossomos sexuais.  São os cromossomos X e Y, os quais estão relacionados com a determinação do sexo. Assim nos humanos o par de cromossomos sexuais XX determina o sexo feminino, e o par XY determina o sexo masculino.

Crono-espécie.  Um segmento de uma linhagem evolutiva preservada no registro dos fósseis, que difere suficientemente de elementos anteriores ou posteriores da linhagem.

Crossing-over.  A troca de partes correspondentes entre cromossomos homólogos por quebra e reunião. Mais precisamente é a troca de partes entre cromátides não-irmãs, fenômeno típico da meiose.

Cruzamento aleatório.  Cruzamento entre indivíduos no qual a escolha do genitor não é influenciada pelos genótipos.

Cruzamento animal.  Termo relacionado à aplicação prática da genética para desenvolver linhagens de animais domésticos adequados às finalidades humanas.

Cruzamento diíbrido.  Cruzamento entre dois indivíduos idênticos heterozigotos em dois lóci — por exemplo, AaBb X AaBb.

Cruzamento preferencial.  Cruzamento não aleatório com base no fenótipo; termo mais usado para cruzamento preferencial positivo, a propensão para cruzar com outros de fenótipo semelhante.

C-terminal.   Veja carboxiterminal.

Cultivar.  Uma planta especifica, particular, única, que possui características individuais, deve ser designada com aspas simples em seu nome. Ex.: Cattleya labiata var. ametistina ‘Canoinha’.

Cultura. Tecido ou células que se multiplicam por divisão assexuada, cultivados para experimentação.

Cultura isolada.  Amostra de parasitas não necessariamente homogêneos, sob a perspectiva genética, obtidos de um  hospedeiro natural e conservados em laboratório mediante  passagens por outros hospedeiros ou mediante a cultura in  vitro. Dá-se preferência a esse termo em lugar de "cepa", de uso freqüente, mas um tanto impreciso. Ver também CLONE, LINHAGEM E CEPA.

Cura radical.  Eliminação completa de parasitas que se encontram no organismo, de tal maneira que fique excluída  qualquer possibilidade de recidivas.

Cutícula.  Revestimento externo, não celular, de um organismo.

D Topo

Dalton.  Unidade de massa molecular. Aproximadamente igual à massa do átomo de hidrogênio (1,66 x 10-24 g).

Dano ambiental.   Qualquer alteração provocada por  intervenção antrópica.

Decapentaplegic (dpp).  Gene envolvido no desenvolvimento de Drosophila, codifica um fator de crescimento da família do TGF-U.

DDT.   Iniciais do nome químico "dicloro-difenil - tricloroetano", inseticida orgânico de síntese, empregado  em forma de pó, em fervura ou em aerossol, contra  insetos. O DDT se bioacumula na cadeia alimentar, sendo considerado uma substância potencialmente cancerígena.

Decídua.  Diz-se da planta cujas folhas caem em certa época do ano ou após amadurecimento, com novas brotações após um período de repouso.

Decompositores.  Organismos que transformam a matéria  orgânica morta em matéria inorgânica simples, passível de  ser reutilizada pelo mundo vivo. Compreendem a maioria dos fungos e das bactérias. O mesmo que saprófitas.   

Deformed (Dfd).   Em Drosophila, fator de transcrição com motivo de homeodomínio.

Degenerado.  Não um julgamento moral, mas um adjetivo que descreve múltiplos estados que produzem a mesma coisa; por exemplo, as diferentes combinações dos tripletes dos nucleotídeos (códons) que codificam para o mesmo aminoácido.

Deleção.  Remoção de um segmento de um cromossomo.

Deme.  Termo que se refere a uma população local, normalmente pequena e panmítica.

Dendrito.  Processo de uma célula nervosa que conduz os impulsos nervosos para o corpo celular.

Denitrificante. Bactéria fixadora de nitrogênio que, a partir de diversos compostos orgânicos, devovlem o nitrogênio para o ar.

Densidade larvária.  Quantidade de larvas para determinado  denominador (recipiente, concha, área, imóvel).

Denominações internacionais comuns (DIC). Nomes comuns de medicamentos aceitos pela Organização Mundial de Saúde e  incluídos na lista oficial rubricada por esse organismo.

Dependente da densidade.  Diz-se dos fatores influenciados pela densidade de uma população.

Depressão de endocruzamento ou endogâmica.  Diminuição do valor do fenótipo médio quando ocorre endocruzamento em uma população.

Deriva continental.  Os movimentos das massas continentais decorrentes de processos tectônicos.

Deriva genética.  Processo que leva a mudanças aleatórias na freqüência de dois ou mais alelos ou genótipos em uma população, favorecendo a fixação de uma característica, independente da pressão da seleção. Assim a freqüência de determinado alelo, numa população, poderá oscilar aleatoriamente durante as sucessivas gerações, não respondendo às pressões seletivas do ambiente. Posteriormente este alelo poderá ser fixado naquela população, em detrimento de outros, alterando a estrutura genética da mesma. Este processo leva a perda de variação genética dentro das populações e na divergência genética entre elas, tudo de maneira aleatória.

Derme.  A parte mais interna da pele, abaixo da epiderme, em um vertebrado, e que é derivada do mesoderma.

Desarmonia.  Nos estudos de biodiversidade a desarmonia se refere à representação excessiva de um ou mais grupos de organismos e a sub-representação ou ausência de outros, conseqüente de acidentes de dispersão.

Descanso hibernal.   Pausa ou descanso vegetativo da planta.

Desenvolvimento.  Alterações sucessivas que ocorrem em um organismo, como ovos fertilizados produzindo uma planta ou um animal adulto.

Desenvolvimento sustentado.  Modelo de desenvolvimento  que leva em consideração, além dos fatores econômicos,  aqueles de caráter social e ecológico, assim como as  disponibilidades dos recursos vivos e inanimados, as  vantagens e os inconvenientes, a curo, médio e longo  prazos, de outros tipos de ação. Tese defendida a partir do teórico indiano Anil Agarwal, pela qual não pode haver  desenvolvimento que não seja harmônico com o meio  ambiente. Assim, o desenvolvimento sustentado que no Brasil tem sido defendido mais intensamente, é um tipo de  desenvolvimento que satisfaz as necessidades econômicas  do presente sem comprometer a capacidade das gerações  futuras.

Desenvolvimento sustentável.  Uso da terra e da água para sustentar a produção sem a deterioração ambiental.

Desertificação.  Opõe-se a biologização, indicando  redução de processos vitais nos ambientes. Tem sido usado para especificar a expansão de áreas desérticas em países  de clima quente e seco. Há fortes evidências de que resultam, em muitos casos, das formas antibiologizantes  desenvolvidas pelas atividades humanas. Implica, portanto, na redução das condições agrícolas do planeta. Milhares de hectares de terras produtivas são transformadas em  zonas irrecuperáveis anualmente no mundo. Para tanto, contribuem o desmatamento, o uso de tecnologias agropecuárias inadequadas e as queimadas.

Desinfecção.  Destruição de agentes infecciosos que se  encontram fora do corpo, por meio de exposição direta a  agentes químicos ou físicos.

Desinfecção concorrente.  É a aplicação de medidas  desinfetantes o mais rápido possível, após a expulsão de  material infeccioso do organismo de uma pessoa infectada,  ou depois que a mesma tenha se contaminado com referido  material. Reduz ao mínimo o contato de outros indivíduos com esse material ou objetos.

Desinfecção terminal.  Desinfecção feita no local em que  esteve um caso clínico ou portador, ocorrendo, portanto,  depois que a fonte primária de infecção deixou de existir  (por morte ou por ter se curado) ou depois que ela  abandonou o local. A desinfecção terminal, aplicada raramente, é indicada no caso de doenças transmitidas por contato indireto.

Desinfestação.  Destruição de metazoários, especialmente  artrópodes e roedores, com finalidades profiláticas.

Deslocamento de caracteres.  Referente ao processo pelo qual duas espécies evoluem de maneira a se distanciarem uma da outra, adquirindo diferenças cada vez maiores, como resultado da competição ou do risco de uma redução da sobrevivência e da fertilidade provocada pela hibridação.

Desmossomo.  Junção especializada célula-célula, normalmente formada entre duas células epiteliais, caracterizada por densas places protéicas nas quais filamentos intermediários das duas células adjacentes são inseridos.

Desnaturação.  Termo que se refere ao rompimento da estrutura de uma molécula complexa, sem a destruição das ligações de suas cadeias principais. Desnaturação de proteínas, vitaminas, da molécula de DNA e etc.

Desoxirribonuclease.  Ver DNase.

Desvio meiótico.  Quando existe a preponderância de um alelo (> 50 porcento) entre os gametas produzidos por um heterozigoto, diz-se que há desvio meiótico; o que resulta em seleção gênica.

Desvio padrão.  Valor que corresponde à raiz quadrada da variância.

Detergente.  Tipo de molécula pequena e anfipática que tende a coalescer em meio aquoso, com suas caudas hidrofóbicas voltadas para o seu interior e suas cabeças hidrofílicas expostas; muito utilizados para; solubilizar proteínas de membrana.

Determinação. Designação de uma célula embrionária para seguir uma determinada via especializada de desenvolvimento; reflete uma alteração do caráter interno da célula.

Determinante antigênico (epítopo).   Região específica de uma molécula antigênica que se liga a um anticorpo ou a um receptor de célula T.

Determinismo.  Teoria relacionada a um processo cujo resultado é pré-determinado por causas conhecidas e por leis naturais, portanto previsíveis. Comparar com estocástico.

Diacilglicerol.   Lipídio produzido pela clivagem dos fosfolipídios do inositol em resposta a sinais extracelulares. É composto por duas cadeias de ácidos graxos ligadas ao glicerol, e atua como uma molécula sinalizadora para auxiliar a ativação da proteinoquinase C.

Diafragma.  Músculo que se situa entre as cavidades torácica e abdominal nos mamíferos.

Diapausa. É uma hibernação em que o inseto fica em estado de metabolismo muito baixo. Muito comum em borboletas, mariposas e besouros. Pode ocorrer na fase larval (lagartas por exemplo), na fase de pupa (crisálidas de borboletas, por exemplo) ou mesmo nos adultos. É uma adaptação para ambientes em que há uma estação fria e com baixa oferta de alimento.

Dictyostelium discoideum.   Limo (fungo) amplamente utilizado no estudo de locomoção celular. quimiotaxia e diferenciação.

Diferenciação.  Nome dado ao processo de diferenciação de células mais especializadas em estrutura, função e localização, a partir de outras mais simples. Tal processo ocorre durante o desenvolvimento ou regeneração de órgãos e tecidos de um organismo.

Difusão.  Fluxo contínuo de moléculas na direção de concentrações mais baixas, devido a movimentos térmicos aleatórios.

Digestão.  O processo em que o alimento é transportado e tratado para ser absorvido e assimilado pelo organismo.

Digitígrado.  Que anda sobre os artelhos.

Dimorfismo.  Duas formas distintas de uma espécie. Por exemplo, dimorfismo sexual (diferenças morfológicas entre macho e fêmea de uma mesma espécie).

Dineína.  Membrana de uma grande família de proteínas motoras, que executam movimentos dependentes de ATP ao longo dos microtúbulos. No axonema ciliar, a dineína forma os braços laterais que promovem o deslizamento dos pares de microtúbulos adjacentes entre si.

Dióico.  Organismos cujos órgãos sexuais masculinos e femininos encontram-se em dois indivíduos separados; oposto de monóico.

Diploblástico.  Derivado de dois folhetos embrionários, ectoderma e endoderma.

Diplóide.  Diz-se de célula que apresenta dois conjuntos de cromossomos, ou indivíduo que tem dois conjuntos cromossômicos em cada uma de suas células.

Disco embrionário.  Massas celulares do interior de um grupo de células que se organizam em duas camadas (endoderma e ectoderma) e que darão origem a todos os constituintes do embrião. O estágio germinativo do animal.

Disco Z (linha Z).   Região em forma de disco de um sarcômero muscular, ao qual as extremidades mais dos filamentos de actina estão ligados. Visualizados em micrografia como uma linha transversal escura.

Disponibilidade biológica.  Velocidade e grau de absorção  de um medicamento, a partir de um preparado farmacêutico,  determinados por sua curva de concentração/tempo na  circulação geral ou por sua excreção na urina.

Dissacarídeo.   Molécula de carboidrato que consiste de duas unidades monossacarídicas ligadas covalentemente.

Disseminação por fonte comum.  Disseminação do agente de  uma doença a partir da exposição de um determinado número  de pessoas, num certo espaço de tempo, a um veículo que é  comum. Exemplo: água, alimentos, ar, seringas contaminadas.

Distância genética.  Medida relacionada ao grau de diferença genética entre populações, baseada em diferenças na freqüência de alelos.

Dissimilação. A desintegração química do protoplasma, usualmente por oxidação, com desprendimento de energia; catabolismo.

Divisão.  Reprodução assexual por divisão em 2 ou mais partes, usualmente equivalentes.

Divisão celular.   Separação de uma célula em duas células-filhas. Em células eucarióticas, a divisão celular consiste da divisão do núcleo (mitose) imediatamente seguida pela divisão do citoplasma (citocinese).

Divisão reducional.  A divisão das células germinativas em maturação, pela qual o número somático ou diplóide de cromossomos é reduzido para o número haplóide. Meiose

DNA (ácido desoxirribonucléico).  Cadeia dupla de nucleotídeos ligados (tendo desoxirribose como açúcar); substância fundamental da qual os genes são compostos; Polinucleotídeo formado a partir de unidades de desoxirribonucleotídeos ligados covalentemente, atuam como os carreadores da informação genética.

DNA complementar (cDNA).   Molécula de DNA produzida a partir de um RNA mensageiro e portanto sem os íntrons que estão presentes no DNA genômico. É usado para determinar a seqüência de aminoácidos de uma proteína através do seqüenciamento do DNA ou para produzir grandes quantidades da proteína após a clonagem e expressão do seu cDNA.

DNA genômico.   DNA constituindo o genoma de uma célula ou organismo. Normalmente utilizado em contraposição a cDNA (DNA preparado pela transcrição reversa a partir de um RNA mensageiro).

DNA recombinante.   Qualquer molécula de DNA formada pela ligação de segmentos de DNA de origens diferentes. DNAs recombinantes são amplamente utilizados na clonagem de genes, na modificação genética de organismos e em biologia molecular de um modo geral.

DNA-polimerase.  Tipo de enzima que pode sintetizar novos filamentos de DNA a partir de um molde de DNA.

DNase (desoxirribonuclease).  Tipo de enzima que degrada a molécula de DNA em nucleotídeos.

DNA satélite.  Regiões de DNA altamente repetitivo de um cromossomo eucariótico, geralmente identificado pela sua composição não usual de nucleotídeos. Um DNA satélite não é transcrito e não possui função conhecida.

DNA supertorcido.  Região do DNA na qual a dupla hélice é adicionalmente enrolada sobre si mesma.

Doador de elétrons.   Molécula que prontamente fornece um elétron, tornando-se oxidada neste processo.

Doença transmissível.  Doença causada por um agente  infeccioso específico, ou pela toxina por ele produzida,  por meio da transmissão desse agente, ou de seu produto,  tóxico a partir de uma pessoa ou animal infectado, ou  ainda, de um reservatório para um hospedeiro suscetível,  seja direta ou indiretamente intermediado por vetor ou  ambiente.

Doenças quarentenárias.  Doenças de grande transmissibilidade, em geral graves, que requerem  notificação internacional imediata à Organização Mundial  de Saúde, isolamento rigoroso de casos clínicos e  quarentena dos comunicantes, além de outras medidas de  profilaxia, com o intuito de evitar a sua introdução em  regiões até então indenes. Entre as doenças quarentenárias, encontram-se a cólera, febre amarela e  tifo exantemático.

Dominância.  Diz-se da dominância de um alelo, quando este produz o mesmo fenótipo, tanto na forma homozigota, quanto na forma heterozigota. Diz-se da dominância de uma espécie, quando esta é numericamente (ou de algum outro modo) predominante em uma comunidade.

Dominância Cis.  É a capacidade de um gene de afetar os genes próximos no mesmo cromossomo.

Dominante.  Refere-se ao membro de um par de alelos que é expresso no fenótipo do organismo, enquanto o outro alelo não o é, apesar dos dois alelos estarem presentes. Também se refere ao fenótipo expresso pelo alelo dominante. Oposto a recessivo.

Domínio.  Porção de uma proteína que possui uma estrutura terciária particular. Em grandes proteínas, cada domínio está conectado a outros domínios através de pequenas regiões flexíveis de polipeptídeos.

domínio Kringle.   Domínio comum a certas proteínas, composto por cerca de 85 aminoácidos contendo três pontes de dissulfeto características. É encontrado em proteínas de coagulação sangüínea e proteínas fibrinolíticas.

Domínio tipo imunoglobulina (Ig-like).  Domínio característico da proteína, com cerca de 100 aminoácidos. que é encontrado em moléculas de anticorpo e em muitas outras proteínas que formam a superfamília das imunoglobulinas (Ig).

Dorsal.   Relativo as costas de um animal; também a parte superior de uma folha, asa, etc.

Dose de reforço.  Quantidade de antígeno que se administra  com o fim de manter ou reavivar a resistência conferida  pela imunização.

Dormência.  Um período de entorpecimento e repouso durante o qual não ocorre crescimento vegetativo, comumente após um período de crescimento ou a perda de folhas; normalmente requer temperaturas mais baixas e menos água.

Downstream.   Aplicado a seqüências na fita de DNA ou RNA, localizadas na região 3'da seqüência em questão.

Drenagem.  Material usado no fundo do vaso a fim de permitir que o "substrato" tenha escoamento perfeito da água.

Drosophila melanogaster.   Espécie de mosca pequena, comumente chamada mosca-da-fruta, muito usada em estudos genéticos de desenvolvimento.

Dubiofósseis.  Estruturas que talvez tenham origem orgânica, mas que ainda precisam ser comprovadas antes de serem consideradas fósseis.

Ducto.  Tubo pelo qual um líquido ou outro produto do metabolismo é conduzido, como a secreção de uma glândula; abre-se geralmente na superfície ou dentro de um compartimento maior.

Ducto deferente.  O ducto espermático, dos ductos eferentes até a cloaca ou até o ducto ejaculatório.

Ductos eferentes.  Ductos curtos que carregam esperma dos testículos até o ducto deferente.

Duodeno.   Primeira parte do intestino delgado

Dupla hélice.  Estrutura do DNA proposta por Watson e Crick, onde dois filamentos de DNA estão unidos por pontes de hidrogênio entre os pares de bases, formando uma estrutura dupla e helicoidal.

 

E Topo

Ecdisona.   Hormônio encontrado em insetos relacionado à ecdise (troca de exoesqueleto).

Ecodesenvolvimento.  Visão moderna do desenvolvimento  consorciado com o manejo dos ecossistemas, procurando  utilizar os conhecimentos já existentes na região, no  âmbito cultural, biológico, ambiental, social e político,  evitando-se assim a agressão ao meio ambiente.

Ecologia.   O estudo das relações entre os organismos e seus ambientes.

Ecologia de restauração.  Referente ao estudo e regeneração de comunidades de plantas e animais, visando ampliar ou recuperar ecossistemas ameaçados.

Ecológicos, estudos em epidemiologia. Tipo de estudo no  qual a unidade de análise não é o indivíduo, trabalhando  em geral com o levantamento de hipóteses a partir de  associações de dados agregados.

Economia ecológica.  Referente a um novo campo interdisciplinar voltado à proteção do meio ambiente e à obtenção da produção econômica sustentável.

Ecossistema.  Os organismos que vivem em determinado ambiente e a parte física que os afeta. Por exemplo: a caatinga, a floresta equatorial.

Ecótipo.  Um fenótipo de uma espécie, encontrado como variante local, e que está associado a certas condições ecológicas.

Ecótonos.  Região de sobreposição entre dois biomas.

Ecótopo.   Determinado tipo de habitat dentro de uma área  geográfica ampla.

Ecoturismo.  Também conhecido como turismo ecológico é a  atividade de lazer em que o homem busca, por necessidade  e por direito, a revitalização da capacidade interativa e  do prazer lúdico nas relações com a natureza. É o segmento da atividade turística que desenvolve o turismo  de lazer, esportivo e educacional em áreas naturais  utilizando, de forma sustentável, o patrimônio natural e  cultural, incentivando sua conservação, promovendo a  formação de uma consciência ambientalista através da  interpretação do ambiente e garantindo o bem-estar das  populações envolvidas.

Ectoderme.  Camada germinativa externa de células de um embrião inicial.

Ectoparasito.  Parasita que vive no exterior de seu hospedeiro.

Educação ambiental.    Conjunto de ações educativas  voltadas para a compreensão da dinâmica dos ecossistemas,  considerando efeitos da relação do homem com o meio, a  determinação social e a variação/evolução histórica dessa  relação. Visa preparar o indivíduo para integrar-se criticamente ao meio, questionando a sociedade junto à  sua tecnologia, seus valores e até o seu cotidiano de  consumo, de maneira a ampliar a sua visão de mundo numa  perspectiva de integração do homem com a natureza.

Efeito aditivo.  Efeito de um alelo sobre o fenótipo, que é independente do efeito de outros alelos com os quais ele está combinado.

Efeito cumulativo.   Fenômeno que ocorre com inseticidas e  compostos  radioativos que se concentram nos organismos terminais da  cadeia alimentar, como o homem.

Efeito estufa.   Fenômeno que ocorre quando gases, como o  dióxido ce carbono entre outros, atuando como as paredes  devido de uma estufa, aprisionam o calor na atmosfera da  Terra, impedindo sua passagem de volta para a  estratosfera. O efeito estufa funciona em escala planetária e o fenômeno pode ser observado, como exemplo,  em um carro exposto ao sol e com as janelas fechadas. Os raios solares atravessam o vidro do carro provocando o  aquecimento de seu interior, que acaba "guardado" dentro  do veículo, porque os vidros retêm os raios  infravermelhos. No caso específico da atmosfera terrestre, gases como o CFC, o metano e o gás carbônico  funcionam como se fossem os vidros de um carro. A luz do sol passa por eles, aquece a superfície do planeta, mas  parte do calor que deveria ser devolvida à atmosfera fica  presa, acarretando o aumento térmico do ambiente.  Acontecendo em todo o planeta, seria capaz de promover o degelo parcial das calotas polares, com a conseqüente  elevação do nível dos mares e a inundação dos litorais.

Efeito de posição.  Efeito do gene na expressão fenotípica, resultante da variação da posição daquele gene no cromossomo.

Efeito do fundador.  O efeito na composição genética de uma população originada a partir de uns poucos indivíduos que colonizaram uma ilha ou um pequeno habitat. Desta maneira todos os genes desta nova população serão derivados daqueles colonizadores, bem como, de mutações e imigrantes subseqüentes.

Efeitos deletérios dos medicamentos.  Incluem todos os  efeitos não desejados que se apresentam nos seres  humanos, como resultado da administração de um  medicamento. Em geral, pode-se classificar esses efeitos em: a) efeitos tóxicos: introduzidos por doses  excessivas, quer seja por única dose grande ou pela  acumulação de várias doses do medicamento; b) efeitos  colaterais: terapeuticamente inconvenientes, mas  conseqüência inevitável da medicação (por exemplo,  náuseas e vômitos, depois de ingerir cloroquina em jejum,  ou queda de pressão, depois de uma injeção endovenosa de  quinina); c) efeitos secundários: surgem indiretamente  como resultado da ação de um medicamento (por exemplo, a  monilíase em pacientes submetidos a um tratamento  prolongado com a tetraciclina); d) intolerância:  diminuição do limite de sensibilidade à ação fisiológica  normal de um medicamento (por exemplo, enjôos, surdez,  visão embaraçada que alguns pacientes sofrem ao receberem  uma dose normal de quinina); e) idiossincrasia: reação  qualitativamente anormal de um medicamento (por exemplo,  a hemólise que ocorre em alguns pacientes depois da  administração de primaquina); f) hipersensibilidade por  reação alérgica: resposta imunológica anormal depois da  sensibilização provocada por um medicamento (por exemplo,  a alergia à penicilina).

Efetor.   Uma estrutura que transforma impulsos motores em ação motora.

Eferente.  Uma estrutura que conduz para longe de um ponto de referência, como uma artéria eferente.

Eixo.  Uma linha de referência ou linha sobre a qual as partes estão arranjadas simetricamente.

Elemento de transposição.  Segmento de DNA capaz de mover-se de uma posição a outra no genoma.

Eletroforese.  Técnica utilizada para separação dos componentes de uma mistura de moléculas (proteínas, DNAs ou RNAs) num campo elétrico dentro de um gel.

Eletrofusão.  Processo utilizado na clonagem artificial por transferência nuclear, no qual membranas de diferentes células são fundidas mediante uma corrente elétrica.

Eliminação.  é a redução a zero da incidência de uma  doença/agravo, porém com manutenção indefinidamente no  tempo, das medidas de controle.

Elisa. Enzima imunoensaio. É uma análise colorimétrica imunoenzimática.embriogênese : Desenvolvimento de um embrião a partir de um ovo fertilizado, ou zigoto.

Embrião.  Animal em formação nos estágios de desenvolvimento antes da eclosão ou nascimento.

Embriogênese.  O processo do desenvolvimento do embrião.

Endemia.  é a presença contínua de uma enfermidade ou de  um agente infeccioso em uma zona geográfica determinada;  pode também expressar a prevalência usual de uma doença  particular numa zona geográfica. O termo hiperendemia significa a transmissão intensa e persistente atingindo  todas as faixas etárias e holoendemia, um nível elevado  de infecção que começa a partir de uma idade precoce e  afeta a maior parte da população jovem como, por exemplo,  a malária em algumas regiões do globo.

Endêmico.  Referente a uma espécie que é restrita a uma região ou localidade específica.

End-labelling.   Adição de um grupo marcado (radioativo) em uma das extremidades, 5'ou 3', de uma fita de DNA.

Endocitose. Incorporação de material para dentro da célula, através de uma invaginação da membrana plasmática seguida de internalização em uma vesícula ligada à membrana. (Veja também pinocitose e fagocitose.).

Endócrino.  Referente a glândula que secreta um hormônio na corrente sangüínea.

Endocruzamento.  Cruzar animais ou plantas aparentados.

Endoderma.  A camada u grupo de células que reveste o intestino primitivo, ou gastrocelo, num embrião precoce, começando no estágio de gástrula.

Endoesqueleto.  Estrutura de sustentação interna.

Endogamia.  Acasalamento entre parentes.

Endógeno.  Que cresce de dentro.

Endoparasita.  Parasita que vive dentro de seu hospedeiro.

Endosperma.  Tecido triplóide em uma semente, formado pela fusão de dois núcleos femininos haplóides e um núcleo masculino haplóide.

Endossomo.   Organela ligada à membrana, em células animais, que transportam materiais recém ingeridos por endocitose, e transferem muitos deles para degradação nos lipossomos.

Endóstilo.  Sulco ciliado ventral situado na faringe dos tunicados, anfioxos e larvas de lampreias, cuja função é capturar alimentos. Tal estrutura é homóloga à tireóide dos vertebrados.

Endotélio.   Camada simples de células altamente achatadas (células endoteliais) que formam o revestimento de todos os vasos sangüíneos. Regula as trocas entre a corrente sangüínea e tecidos adjacentes, e é normalmente envolvido por uma lâmina basal.

Endotoxina.  Toxina encontrada no interior da célula  bacteriana, mas não em filtrados livres de células de  bactéria. As endotoxinas são liberadas pelas bactérias quando sua célula se rompe.

Energia de ativação.  Energia extra que átomos ou moléculas devem possuir além do estado normal de energia, para sofrerem uma reação química específica.

Energia de ligação.  Força da ligação química entre dois átomos, medida pela energia necessária para quebrá-la, em quilocalorias ou quilojoules.

Energia livre (G).  Energia que pode ser retirada de um sistema e ser empregada em reações. Levam em consideração alterações na energia e na entropia.

Engrailed (en).  Um gene homeobox de Drosophila, membro da classe dos genes de segmentação. Atua na especificação do padrão das unidades embrionárias repetidas (parassegmentos) bem como nos segmentos adultos, e sua expressão define o compartimento posterior de cada segmento. O produto gênico é um fator de transcrição cujos genes-alvo incluem genes homeóticos.

Entrecruzamento (crossing-over).   Processo pelo qual dois cromossomos homólogos fragmentam-se em sítios correspondentes e religam-se alternando os fragmentos, de modo a produzir dois cromossomos recombinantes.

Entropia.  Quantidade termodinâmica que mede o grau de desordem de um sistema; quanto maior a entropia, maior a desordem.

Envelope nuclear.  Membrana dupla que envolve o núcleo. Consiste de uma membrana externa e uma intema perfuradas por poros nucleares.

Enzimas.  Proteínas globulares que catalisam reações químicas específicas, sendo essenciais a todos os processos biológicos. As enzimas catalisam (aceleram) as reações químicas que ocorrem nas células, sem, contudo sofrer qualquer alteração ou dano.

Enzima de restrição (endonuclease de restrição).  Uma entre uma enorme variedade de nucleases que podem clivar uma molécula de DNA em qualquer sítio onde uma pequena seqüência de nucleotídeos ocorre. Amplamente utilizadas em tecnologia de DNA recombinante.

Enzima proteolítica.   Veja protease.

Enzootia.  Presença constante ou prevalência usual da  doença ou agente infeccioso na população animal de uma  dada área geográfica.

Éon.  A principal divisão do tempo geológico. A mais recente dessas divisões é o chamado éon fanerozóico, que abrange os últimos 550 milhões de anos.

Epidemia.  É a manifestação, em uma coletividade ou  região, de um corpo de casos de alguma enfermidade que  excede claramente a incidência prevista. O número de casos que indica a existência de uma epidemia varia com o  agente infeccioso, o tamanho e as características da  população exposta, sua experiência prévia ou falta de  exposição à enfermidade e o local e a época do ano em que  ocorre. Por decorrência, a epidemia guarda relação com a freqüência comum da enfermidade na mesma região, na  população especificada e na mesma estação do ano. O aparecimento de um único caso de doença transmissível que  durante um lapso de tempo prolongado não havia afetado  uma população, ou que invade pela primeira vez uma  região, requer notificação imediata e uma completa  investigação de campo; dois casos dessa doença associados  no tempo ou no espaço podem ser evidência suficiente de  uma epidemia.

Epidemia por fonte comum (Epidemia Maciça ou Epidemia por Veículo Comum).  Epidemia em que aparecem muitos casos  clínicos dentro de um intervalo igual ao período de  incubação clínica da doença, o que sugere a exposição  simultânea (ou quase simultânea) de muitas pessoas ao  agente etiológico. O exemplo típico é o das epidemias de origem hídrica.

Epidemia progressiva (Epidemia por Fonte Propagada). Epidemia na qual as infecções são transmitidas de pessoa a pessoa ou de animal, de modo que os casos identificados  não podem ser atribuídos a agentes transmitidos a partir  de uma única fonte.

Epiderme.  Camada de células que reveste uma superfície externa; é o revestimento superficial do corpo. Tem origem ectodérmica.

Epidídimo.  Estrutura contendo os túbulos eferentes do testículo dos mamíferos.

Epífise.  Ossificações acessórias, que se desenvolvem em ambas as extremidades de um osso longo e em processos salientes destinados a inserção de músculos. Ocorre principalmente em mamíferos e em certos répteis.

Epifilo.  Tipo de epífita planta que cresce nas folhas de outras plantas.

Epífita.  Uma planta que é especializada em crescer em outros tipos de plantas sem prejudicá-la, podendo beneficiá-la. Por exemplo: a maioria das espécies de orquídeas e bromeliáceas.

Epigastralgia.  Dor na região do epigástrio (abdome), que  corresponde à localização do estômago.

Epigenético.  Referente às interações entre os processos de desenvolvimento acima do nível primário da ação gênica.

Dpimerização.   Reação que altera o arranjo especial ao redor de um átomo, como em uma molécula de açúcar.

Epinefrina.   Veja adrenalina

Epissomo.  Elemento genético da bactéria que pode replicar-se livremente no citoplasma ou ser inserido no cromossomo bacteriano e replicar-se com ele.

Epistasia.  Os genes exprimem seus efeitos no fenótipo por meio de reações químicas. Estes efeitos dependem do ambiente químico e físico em que ocorrem estas reações. Tal ambiente pode ser influenciado também por outros genes em locos diferentes. A epistasia é, então, este efeito sinergético de dois ou mais locos gênicos, o fenótipo ou a adaptabilidade, de modo que este efeito é diferente daquele resultante da soma dos locos quando tomados separadamente.

Epitélio.  Camada celular cooperativa, formada a partir de uma ou mais camadas de células cobrindo uma superfície externa ou superfície revestida.

Epítopo.  Veja determinante antigênico

Epizootia.  Ocorrência de casos de natureza similar em  população animal de uma área geográfica particular, que  se apresenta claramente em excesso, em relação à  incidência esperada.

Época.  Divisão do tempo geológico abaixo do período. Nós vivemos na época recente (holoceno) pertencente ao período quaternário da era cenozóica, do éon fanerozóico.

Equação área-espécie.  A relação entre a área de uma ilha ou outra região geográfica separada e o número de espécies que lá vivem. É aproximada pela equação S=CAZ, onde A é a área, S é o número de espécies e C e z são constantes que dependem do lugar e do grupo de organismos (como aves e árvores). Também chamada de equação espécies-áreas.

Equação de Nernst.  Expressão quantitativa que relaciona a proporção de equilíbrio das concentrações de um íon de cada lado de uma membrana permeável à diferença de voltagem através da membrana.

Equação logística.  Equação especifica que descreve o crescimento ideal de uma população sujeita a um fator limitante dependente da densidade.

Equilíbrio.  Uma condição de estase, como o tamanho de uma população ou composição genética. Também o valor (do tamanho populacional, freqüência gênica) no qual a estase ocorre. Veja também Estabilidade, Equilíbrio instável.

Equilíbrio de ligação e desequilíbrio de ligação.  Se dois alelos em dois ou mais locos estão associados em freqüência maior ou menor que o previsto por suas freqüências individuais, eles estão em desequilíbrio de ligação; se não, eles estão em equilíbrio de ligação.

Equitante.  Diz-se das folhas conduplicadas quando as mais velhas envolvem as mais novas da mesma gema ou do mesmo broto (a palavra vem do latim equitare, cavalgar, montar sobre), como no conhecido Oncidium equitans, agora renominado como Tolumnia, ou na Maxillaria equitans (ex Marsupiaria matogrossensis).

Equivalência terapêutica.  Característica de diferentes  produtos farmacêuticos que, quando administrados em um  mesmo regime, apresentam resultados com o mesmo grau de  eficácia e/ou toxicidade.

Era.  Uma importante divisão do tempo geológico, abaixo do éon. Por exemplo, a era paleozóica, mesozóica e cenozóica compõe o éon fanerozóico.

Eritrócito (célula vermelha do sangue).  Pequena célula sangüínea em animais vertebrados, contendo hemoglobina, que transporte oxigênio e dióxido de carbono para os tecidos e destes para o sangue.

Erosão.   Processo pelo qual a camada superficial do solo  ou partes do solo é retiradas pelo impacto de gotas de  chuva, ventos e ondas e são transportadas e depositadas  em outro lugar. Inicia-se como erosão laminar e pode até atingir o grau de voçoroca.

Erradicação.  Cessação de toda a transmissão da infecção  pela extinção artificial da espécie do agente em questão.  A erradicação pressupõe a ausência completa de risco de reintrodução da doença, de forma a permitir a suspensão  de toda e qualquer medida de prevenção ou controle. A erradicação regional ou eliminação é a cessação da  transmissão de determinada infecção em ampla região  geográfica ou jurisdição política.

Escapo floral.  Inflorescência.

Escherichia coli ( E. coli).   Bactéria em forma de bastonete, normalmente encontrada no cólon de homens e outros mamíferos, e que é amplamente utilizada em pesquisa biomédica.

Esfagno.   Musgo de água e que é um ótimo substrato para as plantas novas se desenvolverem, pois ele mantém umidade por mais tempo e geralmente não produz fungos.

Esmalte.  O revestimento denso e esbranquiçado dos dentes dos vertebrados, a substância mais dura produzida pelos animais.

Esôfago.  A parte do trato digestivo situado entre a faringe e o estômago.

Espata.   Bráctea protetora que envolve total ou parcialmente, o escapo floral, quando ainda em formação, protegendo-o até que o mesmo esteja em condições de irromper de seu interior. Também conhecida como bainha

Espátula.  Órgão que encobre e protege os botões florais no início do crescimento.

Especializado.  Não primitivo; adaptado em estrutura ou função para um determinado fim ou modo de vida.

Espécie.  É um conceito muito complexo com significados diversos. No sentido de espécie biológica definida por Mayr, e que é o conceito mais amplamente aceito, espécies são grupos de populações naturais intercruzantes que estão reprodutivamente isoladas de outros grupos. No sentido de espécie evolutiva dada por G.G. Simpson, uma espécie é uma linhagem (uma seqüência ancestral-descendente de populações) evoluindo separadamente das outras, com seu próprio papel e tendências evolutivas únicas. De acordo com o conceito tipológico, a espécie é uma entidade que difere das outras por características diagnósticas permanentes devido à essência própria de cada uma. É um conceito Aristotélico. Temos também o conceito nominalista de espécie, segundo o qual as espécies são apenas construções mentais que não tem realidade na natureza.

Espécie-chave.  Uma espécie que afeta a sobrevivência e abundância de diversas espécies de determinada comunidade. Sua exclusão ou inclusão resulta numa mudança relativamente significativa na composição daquela comunidade, podendo afetar até a estrutura física do ambiente. Por exemplo: a lontra marinha (Enhydra lutris), considerada uma das espécies-chave mais poderosas foi dizimada de algumas regiões costeiras entre o Alaska e o sul da Califórnia. Assim a população de ouriços-do-mar aumentou incrivelmente, e acabou com a "floresta" de algas castanhas que se ancoravam no fundo do mar daquela região. Desta maneira, também, a biodiversidade da região diminuiu de maneira abrupta. Posteriormente, com forte apoio popular, as lontras marinhas foram reintegradas àqueles locais e proliferaram, recuperando o habitat e a biodiversidade original.

Espécies crípticas.  Espécies que são indistinguíveis quanto ao seu aspecto, ou seja, que são difíceis ou impossíveis de serem distinguidas por caracteres morfológicos, todavia, mantém o status de espécie biológica.

Espécie fugitiva.  Espécie que ocupa temporariamente ambientes ou hábitats, não permanecendo por muitas gerações em um mesmo local.

Espécie pioneira.  Espécie vegetal que inicia a ocupação  de áreas desabitadas de plantas em razão da ação do homem  ou de forças naturais.

Especificidade.  É a capacidade do procedimento de diagnose em diagnosticar corretamente a ausência de  doença, quando a mesma está ausente. Verdadeiros negativos.                                

Especificidade de um sistema de vigilância epidemiológica.  É a capacidade que tem o sistema de  excluir os não-casos. Quando as taxas de diagnósticos falso-positivos são altas, ocorre uma baixa  especificidade.

Espécime.  Indivíduo representativo de uma classe, de um gênero, de uma espécie, etc; pode indicar também a espécie que tipifica um gênero.

Espermácio.  Nas algas vermelhas, o gameta masculino não-móvel e diminuto produzido pelo espermatângio.

Espermatóforo.  Nos animais o espermatóforo é um pacote de espermatozóides eliminado pelo macho e transferido para a fêmea.

Espermatozóide.  Célula sexual masculina madura e funcional ou gameta masculino.

Espiráculo.  A primeira fenda branquial modificada dos peixes cartilaginosos.

Esporo. Uma célula dentro de um envoltório resistente, capaz de desenvolver-se independentemente em um novo indivíduo. Nas plantas e fungos, os esporos sexuais são células diplóides produzidas por meiose. Em fungos, os esporos assexuais são células somáticas destinadas a agir como gametas ou como as células iniciais de novos indivíduos haplóides.

Esplenomegalia.  Aumento do volume do baço.

Esporo.   Uma célula reprodutiva, usualmente unicelular, capaz de desenvolver-se em um indivíduo adulto sem fundir-se com outra célula.

Esporos.   Formação geralmente unicelular e uninuclear, capaz de germinar em condições determinadas, reproduzindo, vegetativa ou assexuadamente, o indivíduo que o formou; propágulo dos fungos.

Esporófito.  Nome dado à geração diplóide produtora de esporos sexuais durante o ciclo vital das plantas; é o estágio onde ocorre a meiose

Esporogonia.  Processo em que um zigoto ou oocisto forma esporos.

Esqueleto axial.  A região do esqueleto dos vertebrados situada no eixo do corpo. É formado pelo crânio, vértebras, costelas e esterno.

Esqueleto visceral.  Esqueleto que sustenta as mandíbulas, os arcos branquiais e seus derivados nos vertebrados.

Esquizogonia.  Divisão múltipla assexuada nos Protozoários.

Estação ecológica.   Áreas representativas de ecossistemas  destinadas à realização de pesquisas básicas e aplicadas  de ecologia, à produção do ambiente natural e ao  desenvolvimento da educação conservacionista. Nas áreas circundadas às estações ecológicas, num raio de 10  quilômetros, qualquer atividade que possa afetar a biota  ficará subordinada às normas editadas pelo CONAMA. Têm o objetivo de proteger amostras dos principais  ecossistemas, equipando estas unidades com infra-estrutura  que permita às instituições de pesquisas fazer estudos  comparativos ecológicos entre áreas protegidas e aquelas  que sofreram alteração antrópica.

Estado de transição.   Estrutura que se forma transitoriamente durante uma reação química, e que possui o maior valor de energia livre entre os intermediários da reação; é o passo limitante da velocidade de uma reação.

Estame.   Órgão masculino da flor, onde se encontram a antera e os sacos polínicos, que encerram os grãos de pólen.

Estatocisto.  Órgão de equilíbrio que ocorre em alguns invertebrados.

Estatólito.  Grânulo calcário num estatocisto.

Estenotópico.  Refere-se a uma espécie ou população restrita a, ou capaz de permanecer em uma faixa estreita de condições ou hábitats.

Éster.   Molécula formada pela reação de condensação de um grupo álcool com um grupo ácido. A maioria dos grupos fosfato são ésteres.

Estereocílio.   Microvilosidade, grande e rígida, encontrada formando um tipo de auto, presente na superfície apical das células pilosas presentes na orelha. Um estereocílio contém um feixe de filamentos de actina, ao invés de microtúbulos, portanto, não é um cílio verdadeiro.

Esteróide.   Molécula hidrofóbica relacionada ao colesterol. Vários hormônios importantes, como o estrogênio e a testosterona, são esteróides.

Estigma.  Abertura externa do sistema traqueal ou respiratório nos insetos; Cavidade existente na parte inferior da coluna, embaixo da antera, preenchida de uma substância gelatinosa, que recebe as políneas para a fertilização (parte feminina da flor).

Estirpe.  Nome que se refere a uma linhagem de cruzamento formada geralmente por indivíduos haplóides.

Estivar.  Passar o verão em estado de repouso ou de torpor.

Estocástico.  Diz-se, geralmente, de um processo formado por uma série de etapas, cada uma delas aleatórias quanto à direção. Comparar com Determinismo.

Estômago.   Estrutura microscópica existente na epiderme das folhas e caules, constituída basicamente de duas células que se afastam e se aproximam, permitindo uma abertura pela qual se efetuam trocas gasosas entre a planta e o meio e absorção de água ou sua exsudação.

Estomodeu.  A porção da cavidade bucal revestida pelo ectoderma.

Estroma.   (1) Tecido conjuntivo no qual o epitélio glandular e outros estão engastados; (2) Grande espaço no interior de um cloroplasto, contendo enzimas que incorporam CO2 em açúcares.

Estrutura primária.  Seqüência de unidades em um polímero linear, como a seqüência de aminoácidos de uma proteína.

Estrutura quaternária.  Relação tridimensional de cadeias polipeptídieas diferentes em um complexo protéico.

Estrutura secundária.  Padrão estrutural (enovelamento) local e regular, de uma molécula polimérica; em proteínas, alfa-hélices ou folhas-beta-pregueadas.

Estrutura terciária.   Forma complexa tridimensional de uma macromolécula especialmente uma proteína.

Estudo de impacto ambiental (EIA).   Sigla do termo  Enviromment Impact Assessment, que significa Avaliação de  Impactos Ambientais, também chamado de Estudos de  Impactos Ambientais.

Estrutura epidemiológica.  Conjunto de fatores relativos  ao agente etiológico, hospedeiro e meio ambiente, que  influi sobre a ocorrência natural de uma doença em uma  comunidade.

Etil (-CH2CH3).   Grupo químico hidrofóbico derivado do etano (CH3CH3).

Etologia.   Ciência que estuda o comportamento dos seres  vivos, visando estabelecer os efeitos e as causas, assim  como os mecanismos responsáveis por diferentes formas de  conduta.

Etnobotânica.  Se refere ao estudo da biologia das plantas conforme compreendida por outras culturas, e o uso prático das plantas feitos por essas culturas.

Etológico.  Relacionado ao comportamento.

Eucarionte.  Organismo cujas células ou célula apresentam os cromossomos organizados em um núcleo. Por exemplo: a maioria dos organismos com exceção das bactérias e outras formas que carecem de um núcleo organizado (procariontes).

Eucariotos.  Organismos vivos compostos de uma ou mais células com um núcleo distinto e citoplasma. Inclui todas as formas de vida exceto vírus e bactérias (procariotos) eucromatina: Região de um cromossomo durante a interface que se cora difusamente; cromatina "nominal", ao contrário da heterocromatina que é mais condensada.

Eucromatina.  Região cromossômica que se cora normalmente; tida como contendo os genes normalmente funcionais.

Eugenia.  Controle de casamentos humanos com base em noções de genótipos desejáveis e indesejáveis.

Euritópico.  Relativo a uma espécie ou população, capaz de persistir em uma ampla variedade de condições ou hábitats.

Eutrofização.  Fenômeno pelo qual a água é acrescida,  principalmente, por compostos nitrogenados e fosforados.  Ocorre pelo depósito de fertilizantes utilizados na agricultura ou de lixo e esgotos domésticos, além de  resíduos industriais como o vinhoto, oriundo da indústria  açucareira, na água. Isso promove o desenvolvimento de uma superpopulação de microorganismos decompositores, que  consomem o oxigênio, acarretando a morte das espécies  aeróbicas, por asfixia. A água passa a ter presença predominante de seres anaeróbicos que produzem o ácido  sulfídrico (H2 S), com odor parecido ao de ovos podres.

Evaginação.  Uma saliência de uma estrutura oca.

Even-skipped (eve).   Gene primário da regra-do-par, cujo produto atua como fator de transcrição respondendo diretamente aos genes "gap". Sua expressão define os parassegmentos de número ímpar. (Enquanto a expressão do gene Fushi-tarazu define os parassegmentos pares.).

Evolução.  Num sentido generalizado, evolução pode ser definida como a origem de indivíduos com diferentes estados de caracteres cujas proporções mudam ao longo das gerações, ou seja, descendência com modificação. Evolução orgânica ou evolução biológica é a mudança ao longo do tempo das proporções de indivíduos que diferem geneticamente em uma ou mais de suas características. Tais mudanças expressam-se através da origem e posterior alteração da freqüência de alelos ou genótipos de geração para geração dentro de populações; também pela alteração das proporções de populações geneticamente diferenciadas de urna espécie, ou, então, pelas mudanças no número de espécies com diferentes características, alterando, desse modo, a freqüência de um ou mais características em um táxon superior.

Evolução convergente.  Evolução independente de características similares em táxons não relacionados. Tal evolução ocorre a partir de características antecedentes diferentes ou por diferentes caminhos de desenvolvimento. Por exemplo, a presença de nadadeiras em diferentes grupos animais, como peixes, répteis, mamíferos e aves. A perda de membros evoluiu tanto em serpentes como em diversos grupos não aparentados de lagartos.

Evolução em mosaico.  Evolução de caracteres diferentes, em taxas diferentes, dentro de uma linhagem. Esta relacionada à presença tanto de caracteres derivados como de caracteres ancestrais dentro de uma linhagem. Por exemplo, os seres humanos possuem um único arco aórtico (caráter derivado), bem como possuem cinco dedos (caráter ancestral).

Evolução iterativa.  A evolução repetida de características fenotípicas similares em diferentes tempos durante a história de um clado. Por exemplo, alguns foraminíferos planctônicos do Cretáceo apresentavam quatro formas morfológicas: globigerina, turborotalida, hastigerina e globorotalida. Com a extinção do final do Cretáceo, todas as formas pereceram, com exceção de globigerina. Após aquele período as outras três formas desenvolveram-se novamente. A evolução iterativa é mais exceção do que regra.

Evolução paralela.  Diz-se da evolução independente, relacionada às características similares ou idênticas, em linhagens aparentadas. Por exemplo, nos mamíferos a redução da mandíbula a um único osso talvez tenha surgido repetidamente entre os répteis terápsidos.

Evolução quântica.  Evolução rápida em uma linhagem para um estado fenotípico muito diferente da condição ancestral. Aplicado freqüentemente à evolução rápida de características que definem táxons superiores.

Evolução reticulada.  Hibridização de espécies próximas.

Excêntrica.   Ação do músculo quando a sobrecarga movimenta-se a favor da gravidade.

Exclusão competitiva.  Extinção de uma espécie provocada por outra, em um habita, quando da competição.

Exconjugante.  Bactéria feminina que acabou de realizar conjugação com uma masculina e que contém um fragmento de DNA da masculina.

Exocitose.  Processo pelo qual a maioria das moléculas são secretadas de uma célula eucariótica. Estas moléculas são arranjadas em vesículas ligadas à membrana que se fundem com a membrana plasmática, liberando seus conteúdos para o exterior

Exoesqueleto.  Estrutura de sustentação externa ou de revestimento.

Exogamia forçada.  Impedimento deliberado de cruzamento entre parentes.

Exon.   Segmento de um gene eucarioto que consiste de DNA que codifica para uma seqüência de nucleotídeos no RNA mensageiro; um exon pode codificar aminoácidos de uma proteína. Geralmente adjacente a um segmento de DNA não codificante chamado de íntron; Ver íntron

Exotoxina.  Toxina produzida por uma bactéria e por ela  liberada no meio de cultura ou no hospedeiro,  conseqüentemente encontrada em filtrados livres de célula  e em culturas de bactéria intacta.

Expressão.   Produção de um fenótipo, que pode ser observado, por um gene normalmente pela síntese de uma proteína.

Expressividade.  O grau no qual um determinado genótipo se expressa no fenótipo.

Extinção.  Fim de uma linhagem de organismos (espécies, ou níveis taxonômicos acima deste). Pode ser uma extinção local, quando uma ou mais populações de uma espécie desaparecem, enquanto outras sobrevivem em outro lugar. Pode ser uma extinção global ou total, quando todas as populações daquela espécie desaparecem, ou seja, a própria espécie. Por exemplo: pelo estudo do folheto de Burguess Shale, no Canadá, podemos constatar a grande extinção que ocorreu naquela região a cerca de 530 milhões de anos atrás, onde quase toda uma diversidade faunística, desde espécies até filos inteiros, desapareceu completamente.

Extrativismo.   Ato de extrair madeira ou outros produtos  das florestas ou minerais.

Extremidade mais.   A extremidade de um microtúbulo ou filamento de actina, na qual a adição de monômeros ocorre prontamente; é a extremidade de "crescimento rápido" de um microtúbulo ou filamento de actina. A extremidade mais de um filamento de actina é também conhecida como extremidade pontiaguda.

Extremidade menos.   A extremidade de um microtúbulo ou filamento de actina na qual ocorre a adição dos monômeros ocorre menos prontamente; a extremidade de crescimento lento de um microtúbulo ou filamento de actina. A extremidade menos de um filamento de actina também é conhecida por extremidade pontiaguda.

 

F Topo

Fago.  Veja bacteriófago

Fagócito. Termo genérico usado para uma célula fagocítica profissional - isto é, uma célula como um macrófago ou neutrófilo que são especializados na incorporação de partículas e microrganismos por fagocitose.

Fagocitose. Processo pelo qual material particulado é endocitado ("ingerido") pela célula. Proeminente em células carnívoras, como a Amoeba proteus, e em macrófagos e neutrófilos em vertebrados. (Do grego phagein, comer.).

Fagotipagem. Caracterização de uma bactéria pela identificação de sua suscetibilidade a determinados  bacteriófagos. É uma técnica de caracterização de uma cepa.

Família. Na classificação dos organismos é considerado um grupo de espécies de ascendência comum. Este grupo é superior ao gênero e inferior à ordem. Mais propriamente é um grupo de gêneros.

Família gênica. Refere-se a dois ou mais locos com seqüências similares de nucleotídeos e que derivam de uma seqüência ancestral comum.

Faringe. Região do trato digestivo situado entre a cavidade bucal e o esôfago. A faringe normalmente é uma estrutura muscular. Em alguns invertebrados ela pode desenvolver dentes. Em muitos vertebrados aquáticos a faringe corresponde à região branquial.

Farmacotécnica. Ramo da ciência que estuda a absorção, distribuição, metabolismo e excreção dos medicamentos.

Fase de leitura (quadro de leitura). A fase na qual os nucleotídeos são lidos em grupos de três, para codificar uma proteína; uma molécula de mRNA pode ser lida em qualquer uma das três fases de leitura.

Fase G0 (fase G- “zero"). Estado de recessão do ciclo de divisão celular de eucariotos, pela entrada em uma fase quiescente de G 1; normalmente vista em célula diferenciadas.

Fase G1. Fase de espera ("gap") 1 do ciclo de divisão celular em eucariotos, situada entre o final da citocinese e o início da síntese de DNA.

Fase G2.  Fase de espera ("gap") 2 do ciclo de divisão celular em eucariotos, situada entre o final da síntese de DNA e o início da mitose.

Fase M. Período do ciclo celular de eucariotos, no qual ocorre a divisão do núcleo e do citoplasma.

Fase S. Período do ciclo de uma célula eucariótica, onde há síntese de DNA.

Fator. Refere-se a um agente ou a uma causa. Em genética pode se referir a uma causa germinativa específica de um caráter hereditário. Muitas vezes referente ao próprio gene (fator genético).

Fator de alongamento. Proteína necessária para a adição de aminoácidos a cadeias de polipeptídeos crescentes nos ribossomos.

Fator de crescimento. Molécula de polipeptídeo extracelular envolvido em sinalização, que estimula uma célula a crescer ou proliferar. Exemplos são o fator de crescimento epidérmico (EGF) e o fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF). A maioria dos fatores de crescimento possuam outras funções além da indução do crescimento ou proliferação celular.

Fator de iniciação. Proteína que promove a associação adequada dos ribossomos com mRNA e é necessária para a iniciação da síntese protéica.

Fator de transcrição. Termo indistintamente aplicado a qualquer proteína necessária para iniciar ou regular a transcrição em eucariotos. Inclui tanto as proteínas reguladoras de genes como os fatores gerais de transcrição.

Fator ecológico.  Refere-se aos fatores que determinam as  condições ecológicas no ecossistema.  Fator limitante - aquele que estabelece os limites do desenvolvimento de uma população dentro do ecossistema,  pela ausência, redução ou excesso desse fator ambiental.

Fator geral de transcrição.  Qualquer uma das proteínas cuja interação ao redor da caixa TATA é necessária para a iniciação da transcrição da maioria dos genes eucarióticos.

Fator limitante.  Aquele que estabelece os limites do desenvolvimento de uma população dentro do ecossistema, pela ausência, redução ou excesso desse fator ambiental.

Fator promotor da fase M. Veja MPF

Fauce.  Extremidade do tubo do labelo.

Fauna. Referente ao conjunto de todos os animais que vivem numa determinada região ou num determinado período de tempo.

FCC .  "First Class Classification", o mais alto prêmio para qualidade de flor dada pela AOS, para plantas avaliadas entre 89,5 e 100 pontos. Este prêmio surgiu na RHS, que o mantém até hoje.

Febre hemoglobinúrica. Síndrome caracterizada por hemólise intravascular aguda e hemoglobinúrica, muitas  vezes acompanhada de insuficiência renal. A febre é uma das características do processo que está relacionado à  infecção por Plasmodium falciparum.

Fecundação. União de dois gametas (óvulo e espermatozóide) para formar um zigoto e iniciar o desenvolvimento de um embrião.

Fecundação cruzada.  União do óvulo de um indivíduo com um espermatozóide de outro. Oposto de autofecundação.

Fecundidade.  Referente ao número de descendentes produzidos.

Fenética.  Relativo à semelhança fenotípica, como em uma classificação fenética.

Fenocópia. Quando o ambiente externo afeta a expressão do fenótipo, às vezes da mesma maneira que a alteração dos genes o faz, tem-se a formação de fenocópias. Por exemplo, mutantes de Drosophila podem apresentar um padrão alterado na formação das veias das asas; um padrão similar (fenocópia) pode ser produzido por um choque de temperatura durante períodos críticos do desenvolvimento desta mosca.

Fenômeno de interferência. Estado de resistência temporária a infecções por vírus. Esta resistência é induzida por uma infecção viral existente e é atribuída  em parte ao interferon.

Fenótipo. Referente às propriedades morfológicas, fisiológicas, bioquímicas, comportamentais e outras de um organismo. O fenótipo se desenvolve pela interação entre os efeitos do gene e os efeitos ambientais.

Fertilização. Fusão de um gameta masculino e um feminino (ambos haplóides) que formam um zigoto diplóide, o qual se desenvolve em um novo indivíduo.

Feto.  Refere-se ao embrião nos estágios mais adiantados.

Fibras brancas, fibras tipo II. Fibra predominantemente glicolítica, hipertrofia com mais facilidade.

Fibras vermelhas, fibras tipo I. Fibra predominantemente oxidativa, hipertrofia com dificuldade.

Fibrila.  Uma pequena fibra.

Fibroblasto. Tipo celular comum encontrado nos tecidos conjuntivos. O fibroblasto secreta uma matriz extracelular rica em colágeno e outras macromoléculas de matriz extracelular. Migra e prolifera prontamente em tecido danificado e em cultura.

Fibrose hepática.  Crescimento do tecido conjuntivo em  nível hepático, que pode estar relacionado à ação de  agentes químicos e biológicos.

Ficologia.  Estudo das algas.

Filamento. Conjunto de células dispostas linearmente; nas cianofíceas, um ou mais tricomas envoltos em uma bainha de mucilagem.

Filamento de actina (microfilamento).  Proteína filamentosa helicoidal formada pela polimerização das moléculas globulares de actina. É o principal componente do citoesqueleto de todas as células eucarióticas e de parte do maquinário de contração do músculo esquelético.

Filamento intermediário. Proteína filamentosa fibrosa (com cerca de 10 nm de diâmetro) que forma redes com forma de corda em células animais. Um dos três tipos mais importantes de filamentos do citoesqueleto.

Filo.  Nível de classificação abaixo do reino. Por exemplo: Filo Mollusca, Filo Pterophyta.

Filogenia.  Pode ser entendida como a história evolutiva de um grupo. De outra maneira, a filogenia pode se referir a qualquer dendograma que expressa uma hipótese sobre as relações filogenéticas. Por exemplo: um cladograma ou uma árvore filogenética de um grupo de organismos, ou mesmo a genealogia de genes derivados de um gene ancestral comum

Fimbriado.  Em forma de franja, principalmente com relação a segmentos finamente recortados.

Fingerprint.  De um DNA é o padrão polimórfico dos fragmentos, obtido após a digestão do DNA com enzimas de restrição, este padrão é particular para cada genoma. De uma proteína, é o padrão, normalmente resolvido por eletroforese, obtido após tratamento com uma enzima como a tripsina.

Fita líder.   Uma das duas fitas de DNA recém sintetizada, encontrada na forquilha de replicação. A fita líder é formada por síntese contínua na direção 5'- 3 .

Fita retardada. Uma das duas fitas de DNA recém formadas encontradas na forquilha de replicação. A fita retardada é sintetizada em fragmentos descontínuos de comprimentos diferentes que são, posteriormente ligados covalentemente.

Fitonose.  Infecção transmissível ao homem, cujo agente  tem vegetais como reservatórios.

Fitoplâncton.  Conjunto de plantas flutuantes, como  algas, de um ecossistema aquático.

Fixação de carbono.  Processo no qual plantas verdes incorporam átomos de carbono a partir do dióxido de carbono atmosférico em açúcares. É o segundo estágio da fotossíntese.

Fixação de nitrogênio. Processo bioquímico executado por bactérias específicas, que reduz nitrogênio atmosférico (N2) a amônia e, portanto, em vários metabólitos contendo nitrogênio; incorporação do nitrogênio atmosférico em compostos nitrogenados.

Fixador. Reagente químico como o formaldeído ou tetróxido de ósmio, utilizado para manter células para microscopia. Amostras tratadas com estes reagentes são chamados "fixados", e o processo é chamado de fixação.

Flagelo. Protusão longa, tipo um chicote, cujas ondulações conduzem uma célula através de um meio líquido. Flagelos eucariotos são versões longas dos cílios; flagelos de bactérias são completamente diferentes, menores e com estrutura mais simples.

Flor.  Órgão da planta adaptado à reprodução sexuada em que o pólen proveniente da parte masculina, o estame, que é transferido para o ovário da parte feminina, o pistilo ou estigma, para que se dê a fecundação e surjam então as sementes.

Flora.  Totalidade das espécies vegetais que compreende a  vegetação de uma determinada região, sem qualquer  expressão de importância individual.

Floresta Nacional, Estadual ou Municipal. Área extensa, geralmente bem florestada e que contém consideráveis  superfícies de madeira comercializável em combinação com  o recurso água, condições para sobrevivência de animais  silvestres e onde haja oportunidade para recreação ao ar  livre e educação ambiental. Os objetivos de manejo são os de reproduzir, sob o conceito de uso múltiplo, um  rendimento de madeira e água, proteger os valores de  recreação e estéticos, proporcionar oportunidades para  educação ambiental e recreação ao ar livre e, sempre que  possível, o manejo da fauna. Partes desta categoria de unidades de conservação podem ter sofrido alterações pelo  homem, mas geralmente as florestas nacionais não possuem  qualquer característica única ou excepcional, nem  tampouco destinam-se somente para um fim.

Floresta Pluvial Tropical. Uma floresta com duzentos centímetros de precipitação anual distribuídos eqüitativamente ao longo do ano para manter árvores perenes, tipicamente espalhadas em diversos estratos (ou camadas) irregulares suficientemente densos para capturar mais de 90% da luz solar antes de chegar ao chão.

Fluoresceína.  Corante fluorescente que emite fluorescência verde quando iluminado com luz azul ou luz ultravioleta.

Fluxo gênico.  Refere-se ao processo em que genes de uma população são incorporados ao conjunto gênico de outra população.

Foco artificial. Doença transmissível que se instala em condições propiciadas pela atividade antrópica.

Foco natural.  Um pequeno território, compreendendo uma ou  várias paisagens, onde a circulação do agente causal  estabeleceu-se numa biogecenose por um tempo  indefinidamente longo, sem sua importação de outra  região. O foco natural é uma entidade natural, seus limites podem ser demarcados em um mapa. 

Folha "Terete".  Folhas 'terete' são folhas cilíndricas e engrossadas, com aparência tipo uma cebolinha, para colocar em termos práticos. São umas adaptações comuns ao xerofitismo (adaptação a áreas secas). Em plantas como Brassavola e Leptotes ainda há um sulco na folha, equivalente ao sulco central em Cattleyas, Laelias etc... Outras espécies, como por exemplo Papilionanthe teres (ex Vanda teres), muito cultivada no Brasil são completamente cilíndricas, sem qualquer evidencia de sulco. (Cássio Van Den Berg).

Folhetos germinativos. As três camadas fundamentais de células (ectoderme, endoderme e mesoderma) que surgem no início do desenvolvimento embrionário de um animal. A partir destes tecidos fundamentais surgem os demais tecidos e os órgãos do organismo adulto.

Folículo.  Pequena estrutura sacular Um pequeno saco ou revestimento celular.

Fômites.  Objetivos de uso pessoal do caso clínico ou  portador, que podem estar contaminados e transmitir  agentes infecciosos e cujo controle é feito por meio da  desinfecção.

Fonte de infecção.  Pessoa, animal, objeto ou substância a  partir da qual o agente é transmitido para o hospedeiro.

Fonte notificadora. São os serviços de saúde e outros segmentos formais e informais da sociedade que notificam  as autoridades sanitárias, pelo menos, a ocorrência das  doenças de notificação compulsória.                            

Fonte primária de infecção (Reservatório).  Homem ou  animal e, raramente, o solo ou vegetais, responsável pela  sobrevivência de uma determinada espécie de agente  etiológico na natureza. No caso dos parasitas heteroxenos, o hospedeiro mais evoluído (que geralmente é  também o hospedeiro definitivo) é denominado fonte  primária de infecção, é o hospedeiro menos evoluído (em  geral hospedeiro intermediário) é chamado de vetor  biológico.

Fonte secundária de infecção.  Ser animado ou inanimado  que transporta um determinado agente etiológico, não  sendo o principal responsável pela sobrevivência desse  como espécie. Esta expressão é substituída com vantagem pelo termo “veículo".

Footprinting.  Técnica para a determinação da posição e natureza de seqüências de DNA ligadas por proteínas específicas. Seguido por marcação terminal (end labelling) de uma das fitas de DNA, este substrato é misturado in vitro com a proteína ligadora do DNA em estudo. Se a proteína ligar-se fortemente a uma região do DNA, este região é protegida do ataque por ação química ou enzimática.

Forame.  Abertura ou perfuração através de um osso por onde passam os nervos.

Forma-relíquia.  Ver Fóssil-vivo.

Forquilha de replicação.  Região em forma de Y durante a replicação de uma molécula de DNA, na qual as duas fitas filhas são formadas e separadas.

Fosfatase.  Veja fosfoproteino-fosfatase

Fosfatidilinositol.   Um fosfolipídio do inositol.

Fosfoinositídeo.   Veja fosfolipídio do inositol.

Fosfolipídio. A principal categoria de moléculas lipídicas utilizadas na construção de membranas biológicas. Normalmente composta de dois ácidos graxos ligados por um fosfato de glicerol a um grupo polar, um dentre uma variedade de tipos.

Fosfolipídios do inositol (fosfoinositídios). Membro de uma família de lipídios contendo derivados do inositol fosforilados. Apesar de componentes menores da membrana plasmática, eles são importantes na transdução de sinais de células eucarióticas.

Fosfoproteino-fosfatase.  Enzima que remove um grupo de fosfato de uma proteína por hidrólise.

Fosforilação.  Reação na qual um grupo fosfato é covalentemente acoplado a uma outra molécula.

Fosforilação oxidativa.  Processo que ocorre na bactéria e na mitocôndria no qual a formação de ATP é obtida pela transferência de elétrons de moléculas oriundas de alimentos a oxigênio molecular. Envolve a produção intermediária de um gradiente de pH através da membrana e acoplamento quimiosmótico.

Fóssil.  Qualquer resto ou vestígio de vida, anterior há onze mil anos atrás, ou seja, anterior ao período recente, chamado de Holoceno, período estimado a partir da última glaciação até os dias de hoje.

Fóssil-vivo. Termo que se refere a espécies viventes muito antigas, encontradas nos registros fossilíferos, mas que pouca ou nenhuma mudança sofreram, durante o tempo geológico. Assim, muitas espécies vegetais ou animais, além daquelas mais famosas como o celacanto (Latimeria chalumae), e a Ginkgo biloba, se enquadram nesta definição; inclusive a espécie humana, cujos restos e vestígios podem ser encontrados no registro fossilífero.

Fotofosforilação. Produção de ATP (adenosina-trifosfato) na presença de luz, durante a fotossíntese.

Fóton.   A partícula elementar da luz.

Fotossíntese. Processo bioquímico que permite aos vegetais sintetizar substâncias orgânicas complexas e de  alto conteúdo energético, a partir de substâncias  minerais simples e de baixo conteúdo energético. Para isso, se utilizam energias solares que captam nas  moléculas de clorofila. Neste processo, a planta consome gás carbônico (CO2) e água, liberando oxigênio (O2) para  a atmosfera. É o processo pelo qual as plantas utilizam a luz solar como fonte de energia para formar substâncias  nutritivas.

Fragmentos de Okazaki.  Pequenos segmentos de DNA produzidos na fita retardada durante a replicação do DNA, descobertos por R. Okazaki. Estes são rapidamente unidos pela ação da enzima DNA ligase, formando uma fita contínua de DNA.

Freeze-etch.  Crio-decapação

Frente. Diz-se dos primeiros pseudobulbos das plantas simpodiais no sentido inverso ao do crescimento.

Freqüência (Ocorrência). É um termo genérico utilizado em epidemiologia para descrever a freqüência de uma doença  ou de outro atributo ou evento identificado na população,  sem fazer distinção entre incidência ou prevalência.

Freqüência absoluta. É o resultado da contagem direta de uma série de eventos da mesma natureza.

Freqüência alélica ou freqüência gênica.  A proporção de cópias de um gene em uma população para a qual um alelo contribui, isto é, a probabilidade de encontrar esse alelo quando um gene é tomado aleatoriamente na população.

Freqüência relativa.  Chama-se freqüência relativa de  determinado atributo a relação entre o número de  indivíduos que apresentam esse atributo e total de  indivíduos considerados.

Frontal.  Relativo à fronte. Termo que se refere também ao plano ou secção paralela ao eixo principal do corpo e que está em ângulo reto com o plano sagital.

Fumigação.  Aplicação de substâncias gasosas capazes de  destruir a vida animal, especialmente insetos e roedores.

Fusão celular. Processo no qual as membranas plasmáticas de duas células são degradadas no ponto de contato entre elas, permitindo a combinação dos dois citoplasmas.

Fushi-tarazu (ftz).  Gene envolvido no desenvolvimento de Drosophila, codifica um fator de transcrição com motivo de homeodomínio, cuja expressão define os parassegmentos de números pares.

Fusiforme.  Com a forma de fusos, como alguns pseudobulbos.

Fuso mitótico.  Disposição de microtúbulos e moléculas associadas que são formadas entre os pólos opostos de uma célula eucariótica durante a mitose, e atuam no afastamento dos cromossomos replicados.

 

G Topo

GAG (glicosaminoglicana). Polissacarídeo longo, linear e altamente carregado, composto pela repetição de um par de açúcares, dos quais um é sempre um açúcar aminado. Especialmente encontrado ligado covalentemente a um núcleo protéico na matriz extracelular, as proteoglicanas. Exemplos incluem o sulfato de condroitina, ácido hialurônico e heparina. 

Gameta.  Célula haplóide especializada, espermatozóide ou óvulo, que serve para a reprodução sexual.

Gametângio.  Célula ou órgão dentro do qual os gametas são formados.

Gametófaro.  Refere-se ao indivíduo que é portador das  formas sexuadas do parasita (gametas).

Gametófito.  A fase haplóide, produtora de gametas.

Gametogênese.  O processo de formação de gametas, a partir das células germinativas.

Gânglio.  Conjunto de corpos celulares nervosos que atuam estão como um centro de influência nervosa; Conjunto de células nervosas e células gliais associadas, localizado fora do sistema nervoso central.

Gangliosídeo. Qualquer glicolipídio contendo uma ou duas moléculas de ácido siálico na sua estrutura. Encontrado na membrana plasmática de células eucarióticas, especialmente encontrados abundantes nas células nervosas.

Garganta.  A parte mais interna de um labelo tubular de orquídea.

Gastrocele.  Termo que se refere à cavidade digestiva primitiva de um embrião, formado por gastrulação.

Gastroderme.  Revestimento da cavidade digestiva nos celenterados.

Gastrovascular.  Referente a uma estrutura que atua tanto na digestão como na circulação.

Gástrula.  Estágio do desenvolvimento embrionário que se segue à blástula. A gástrula forma-se com a invaginação da blástula e corresponde a um embrião jovem com dois folhetos embrionários, em que parte do folheto mais externo corresponde à pele do indivíduo adulto e parte do mais interno corresponde ao tubo digestivo.

Gene.  Conceito muito complexo que se refere à unidade da hereditariedade, transmitida de uma geração para outra através dos gametas. O gene corresponde a determinado segmento de DNA que codifica proteínas. Todavia o gene não atua sozinho na determinação das características individuais, mas ele interage com outros genes e com o ambiente.

Gene cdc (gene do ciclo de divisão celular).  Gene que controle um estágio ou um conjunto de estágios específicos no ciclo celular. Originalmente identificado em leveduras.

Gene Epistático. Gene que inibe a ação de outro gene.

Gene estrutural.  Região de DNA que codifica para uma proteína ou para uma molécula de RNA, que forma parte de uma estrutura ou possui uma função enzimática; diferente de regiões do DNA que regulam a expressão gênica.

Gene Hipostático. Gene que tem ação inibida pela ação do gene epistático.

Gene modificador.  Um gene que é reconhecido por sua alteração na expressão do fenótipo de genes em um ou mais locos.

Gene src. Nome do primeiro oncogene retroviral descoberto (v-src) e seu proto-oncogene precursor (c-src). O produto destes genes é uma proteinoquinase associada à membrana, que fosforila tirosinas de várias proteínas-alvo. (De sarcoma, o tipo de câncer causado pelo vírus src: pronuncia-se "sarc".).

Gene-housekeeping.  Gene que desempenha uma função necessária a todos os tipos de células de um organismo, apesar da função especializada de cada célula.

Genes de segmentação "gap" (genes gap). Classe de genes de segmentação em Drosophila caracterizados por fenótipos mutantes que apresentam perda de grupos de segmentos consecutivos. Genes "gap" atuam na subdivisão do embrião no estágio de blastoderma em regiões maiores contendo vários segmentos primordiais.

Gênero. Nível de classificação abaixo de família, onde espécies similares compartilham uma ascendência comum. Por exemplo: Panthera compreende o tigre (Panthera teares), o leão (Panthera leo) a onça (Panthera onça) e o leopardo (Panthera pardus)

Genoma.  Conjunto de genes presentes em todos os cromossomos de um indivíduo.

Genótipo.  Termo que se refere ao conjunto de genes de um organismo. Normalmente este termo se refere à composição genética de um indivíduo em um loco especifico ou conjunto de locos.

Giant (gt).  Fator de transcrição do desenvolvimento de Drosophila com motivo de zíper de leucina.

Giga.  Prefixo correspondente a 10-9. (Do grego gigas, gigante.)

Ginandromorfo.  Termo que se refere a um indivíduo de uma espécie dióica que apresenta uma parte de seu corpo com constituição feminina e outra com constituição masculina.

Gineceu  A parte feminina da flor; conjunto de pistilo, que por sua vez é formado de ovário, estilete e estigma.

Ginostêmio.  Órgão central, em forma de coluna, das flores das orquídeas, constituído pela junção do estame e do pistilo.

Glândula.  Órgão de secreção ou de excreção.

Glicemia.   Nível sangüíneo de glicose.

Glicerol.  Radical carbônico que compõe os triglicérides (depósitos de gorduras); Pequena molécula orgânica que é o composto-mãe de várias moléculas pequenas na célula inclusive dos fosfolipídios.

Glicocálice (invólucro celular).   Camada rica em carboidratos, que forma o revestimento externo de uma célula eucariótica. Composto de oligossacarídeos ligados a glicoproteínas e glicolipídios inerentes à membrana plasmática, e também por glicoproteínas e proteoglicanas que foram secretados e reabsorvidos pela superfície celular.

Glicogênio. Hidrato de carbono (polissacarídeo) armazenado nos músculos e no fígado; Polissacarídeo composto exclusivamente por unidades de glicose. usados para armazenar energia nas células animais. Grandes grânulos de glicogênio são especialmente abundantes nas células dos músculos e fígado.

Glicolipídio.  Molécula lipídica na membrana, com uma cadeia curta de carboidrato ligada à sua cauda hidrofóbica.

Glicólise.  Via metabólica universal no citossol, na qual açúcares são parcialmente degradados com produção de ATP. - (Literalmente. "divisão do açúcar".)

Gliconeogênese.  Formação de glicose a partir de esqueletos de carbono provenientes de outros compostos

Glicoproteína. Qualquer proteína contendo uma ou mais cadeias de oligossacarídeo ligadas covalentemente. glicosaminoglicana - veja GAGglicose : Açúcar de seis carbonos com papel fundamental no metabolismo das células vivas. Armazenada na forma polimérica como glicogênio nas células animais, e como amido nas células vegetais. 

Glutaraldeído. Pequena molécula reativa com dois grupos aldeído, geralmente utilizada como fixador de ligações cruzadas.

Glomérulo.  Pequeno novelo arredondado de vasos. Por exemplo: o nó de capilares que aparece no corpúsculo renal.

Glote.  Nome da abertura situada entre a faringe e a traquéia.

Glu.  Glutamato (aminoácido).

Gli.  Glicina (aminoácido).

Gônada. Nome do órgão reprodutor masculino ou feminino (ovário e testículo) no qual são produzidos os gametas (óvulos e espermatozóides).

Gooseberry (gsb-d e gsb-b).  Em Drosophila, fator de transcrição com motivo de homeodomínio.

Gotículas de Flügge.  Secreções oronasais de mais de 100  micra de diâmetro, que transmitem agentes infecciosos de  maneira direta mediata.

Gradiente de diversidade latitudinal.  Termo que se refere à tendência, generalizada, mas não universal, de se encontrar uma maior diversidade, entre plantas e animais, quando se avança dos pólos às regiões equatoriais.

Gradiente eletroquímico.  Força geradora que causa o movimento de um íon através da membrana devido à influência combinada da diferença da sua concentração nos dois lados da membrana e a diferença de carga elétrica na membrana.

Grado.  Um nível de organização fenotípica atingido por urna ou mais espécies durante a evolução.

Grana. Discos de membrana empilhados (tilacóides) presentes nos cloroplastos, que contém clorofila e são o sítio das reações de captação de luz na fotossíntese.

Granulócito.  Categoria de células sangüíneas brancas, distinguidas por grânulos citoplasmáticos proeminentes. Inclui neutrófilos, basófilos e eosinófilos.

Gray crescent.  Banda de pigmentação pálida, que aparece no ovo de algumas espécies de anfíbios, oposta ao sítio de entrada do espermatozóide após a fertilização. Causada pela rotação do córtex do ovo e grânulos pigmentados associados. Marca o futuro sítio dorsal.

Grupo (grupo funcional).   Conjunto de átomos ligados covalentemente, como um grupo hidroxila (-OH), ou um grupo amino (-NH2), cujo comportamento químico está tem caracterizado.

Grupo acil.   Grupo funcional derivado do ácido carboxílico.

Grupo alquil.  Termo geral para o grupo de átomos de carbono e hidrogênio covalentemente ligados, como os grupos metil (-CH3) ou etil (-CH2CH3); estes grupos podem ser formados pela remoção de um átomo de hidrogênio de um alcano.

Grupo amino.   Grupo funcional fracamente básico, derivado da amônia (NH3) no qual um ou mais átomos de hidrogênio foram substituídos por outro átomo. Em solução aquosa, o grupo amino pode receber um próton e carregar uma carga positiva.

Grupo carbonila.   Par de átomos no qual um átomo de carbono está ligado a um átomo de oxigênio através de uma ligação dupla (C=O).

Grupo carboxila.  Átomo de carbono ligado a um átomo de oxigênio através de ligação dupla e também a um grupo hidroxila. Moléculas contendo um grupo carboxila são ácidos fracos (ácidos carboxílicos).

Grupo-externo.  Termo que se refere a toda espécie ou grupo de espécies que filogeneticamente não pertença ao grupo, supostamente monofilético, que esteja sob análise filogenética. É o grupo com o qual o grupo que está sendo analisado vai ser comparado, quando da construção de uma hipótese filogenética. Podemos dizer também que o grupo-externo é aquele que divergiu de um grupo de outros táxons antes que estes últimos divergissem uns dos outros.

GTP (5'-trifosfato de guanosina).  Principal nucleosídeo trifosfato utilizado na síntese de RNA e em algumas reações de transferência de energia. Possui uma função especial na montagem dos microtúbulos, síntese de proteínas e sinalização celular.

Guanina.  Uma base purínica que se pareia com citosina.

Guanosina.  O nucleotídeo que tem guanina como sua base.

Guilda.  Um grupo de espécies encontradas no mesmo lugar que partilham o mesmo alimento. Por exemplo: os insetos de um campo de Rhode Island que se alimentam do pólen da vara-de-ouro; os falcões de uma floresta pluvial boliviana que se alimentam de aves canoras.

H Topo

Habitat.   Ambiente que oferece um conjunto de condições  favoráveis para o desenvolvimento, a sobrevivência e a  reprodução de determinados organismos. Os ecossistemas,  ou parte deles, nos quais vive um determinado organismo,  é seu hábitat. O habitat constitui a totalidade do  ambiente do organismo. Cada espécie necessita de  determinado tipo de habitat porque tem um determinado  nicho ecológico; Local ou região com características singulares onde normalmente uma planta vegeta, podendo ser encontradas desde, lodaçais e prados úmidos (Cypripedium reginae, Calopogon), florestas sombrias (Goodyera), dunas (Epipactis dunensis), rochas ou litófitas (Cattleya enlogata), magues (Epidendrum boothianum), subsolo (Rhizanthella gardneri), árvores (Laelia gouldiana), prados e revaldos (Orchis mascula).

Habitat insular.  Termo referente a um trecho de um habitat separado de outros trechos do mesmo habitat, como uma clareira separada de uma floresta, ou um lago separado por terra seca. Os hábitats insulares estão sujeitos aos mesmos processos ecológicos e evolutivos que as ilhas "verdadeiras".

Hairy (h). Gene primário da regra-do-par do desenvolvimento de Drosophila, responde diretamente aos genes gap.

Haplóide.  Referente a uma célula ou organismo que possui um único complemento cromossômico; Que possui apenas um conjunto de cromossomos, como em um espermatozóide ou uma bactéria, oposta a diplóide (que contém dois conjuntos de cromossomos).

Haste floral.  Longo ramo desprovido de folhas que parte da base da planta e é guarnecido de flores.

HCC .  “Highly Commended Certificate”, Certificado de Altamente Recomendável, o menor dos três prêmios para qualidade de flor dados pela AOS, para plantas avaliadas entre 74,5 e 79,4 pontos.

Hemácias.  Glóbulos vermelhos; células do sistema sangüíneo responsáveis pelo transporte de oxigênio para os tecidos.

Hemal.  Relativo ao sangue ou ao sistema vascular sangüíneo.

Hematêmese.  Vômito no sangue.

Heme. Molécula orgânica cíclica contendo um átomo de ferro que transporte oxigênio na hemoglobina e transporte um elétron nos citocromos.

Hemidesmossomo. Junção celular especializada entre uma célula epitelial e a lâmina basal subjacente.

Hemocelo.  Referente a uma pequena cavidade do corpo, a qual funciona como parte de um sistema vascular sangüíneo.

Hemodinâmica.  Uma das características mais importantes do sistema circulatório a ser lembrada é que se trata de um sistema de "circuito fechado". O fluxo sangüíneo através do sistema circulatório é resultante das diferenças de pressão entre as duas extremidades do sistema. Para compreender a regulação do fluxo sangüíneo aos tecidos, é necessário observar as inter-relações entre a pressão o fluxo e a resistência. O estudo desses fatores e dos princípios físicos do fluxo sangüíneo é denominado Hemodinâmica.

Hemoglobina. Proteína do sistema sangüíneo, presente nos glóbulos vermelhos. Tal proteína contém ferro, que se combina com o oxigênio, transportando-o para todos os tecidos do organismo.

Hemopoiese (hematopoiese).   Produção de células sangüíneas, especialmente na medula óssea.

Hepático.  Relativo ao fígado.

Hepatomegalia.  Aumento de volume do fígado.

Herança citoplasmática. Termo que se refere à herança genética encontrada em organelas citoplasmáticas como a mitocôndria.

Herbário.  Coleção de espécimes de plantas que passaram por um processo de prensagem e secagem, ordenadas de acordo com um determinado sistema de classificação e disponíveis para referências e outros fins científicos.

Hereditariedade. Termo que se refere à transmissão de caracteres físicos e outros, dos pais para os descendentes. Muitas vezes diz-se da hereditariedade como a tendência que a prole tem de assemelhar-se aos pais.

Hereditariedade ampla.  Proporção de variância fenotípica total em nível populacional, contribuída pela variância genética.

Herdabilidade.  A proporção da variância entre indivíduos em um caráter, que é atribuível a diferenças no genótipo. Hermafrodita. Termo que se refere a um organismo que apresenta tanto aparelho reprodutor masculino como feminino.

Heterocarion.  Célula com dois ou mais núcleos produzidos pela fusão de duas ou mais células diferentes.

Heterocariótipo.  Referente a um genoma ou indivíduo que é heterozigoto com relação a um rearranjo cromossômico, por exemplo, uma inversão.

Heterocisto.  Célula fixadora de nitrogênio, aparentemente vazia, com parede espessa, em geral maior que as demais células dos filamentos de certas cianofíceas.

Heterocromatina.  Região do cromossomo que aparece fortemente corada, quando preparada. Supõe-se que está região seja em grande parte geneticamente inativa.

Heterocromatina constitutiva.  Termo que se refere às regiões específicas de heterocromatina que estão sempre presentes em cada cromossomo de um par de homólogos.

Heterocromatina facultativa. Segmentos de cromossomos ou o próprio cromossomo de uma determinada espécie que às vezes aparece como heterocromatina e outras vezes como eucromatina.

Heterocronia. Mudança evolutiva no tempo de desenvolvimento de caracteres de determinado organismo.

Heterodímero.  Complexo protéico composto por duas cadeias polipeptídicas diferentes.

Heterose. Termo referente à superioridade em uma ou mais características (p.ex., tamanho, produção) de organismo híbrido em comparação com o correspondente não híbrido, como resultado das diferenças na constituição das uniões dos gamelas parentais. Também denominado de vigor híbrido.

Heterotrófico. Um organismo que não sintetiza os compostos que ele necessita para obter energia.

Heterozigoto. Um indivíduo resultante da união de 2 células germinativas que contem genes diferentes para um determinado caráter.

Hialino.  Referente a Vítreo ou semitransparente.

Hibernar.  Passar o inverno em estado de inatividade ou de torpor.

Hibridização.  Processo pelo qual duas fitas complementares de ácidos nucléicos formam uma dupla hélice, após um período de anelamento; uma técnica poderosa para a detecção de seqüências de nucleotídeos específicas.

Hibridização in situ. Localizar determinado gene pela adição de marcadores radioativas específicos para aquele gene. Assim pode-se rastrear o local da radioatividade no cromossomo após hibridização.

Híbrido.  Refere-se ao indivíduo resultante do cruzamento entre formas diferentes (populações geneticamente diferenciadas ou espécies diferentes); resultado do cruzamento entre espécies, sub-espécies ou outros híbridos, dando origem a uma nova planta que apresenta a junção das características dos pais que a geraram.

Híbrido intergenérico.  Híbrido entre plantas ou híbridos de dois ou mais gêneros.

Híbrido natural.  Híbrido encontrado naturalmente.

Hibridoma.  Linhagem celular utilizada na produção de anticorpos monoclonais; obtidos pela fusão de linfócitos B secretores de anticorpos com células de um tumor linfóide.

Hidrocarboneto.  Composto formado apenas por átomos de hidrogênio e carbono.

Hidrofílico. Molécula polar, ou parte polar de uma molécula, que forma pontes de hidrogênio suficientes com a água e dissolvem rapidamente. (Literalmente, "amantes da água").

Hidrofóbico (lipômico). Molécula não-polar, ou parte não-polar de uma molécula, que não pode formar interações favoráveis com as moléculas de água e, portanto, não são dissolvidas em água. (Literalmente, "aversão à água".)

Hidrólise (adjetivo hidrolítico).  Clivagem de uma ligação covalente com concomitante adição de água, o -H sendo adicionado a um dos produtos de clivagem, e o -OH adicionado ao outro.

Hidrosfera.  Parte da biosfera representada por toda  massa de água (oceanos, lagos, rios, vapor d’água, água  de solo, etc.).

Hidroxila (-OH).  Grupo químico consistindo de um átomo de hidrogênio ligado a um oxigênio, como em um álcool.

Hifa.  Estrutura filamentar que forma o tecido principal em muitas espécies de fungos.

Hipermorfose. Tipo de heterocronia onde, durante a evolução, a duração do desenvolvimento ontogenético foi estendida. Isto resulta em características exageradas na forma descendente, quando comparadas com a forma ancestral.

Hiperplasia. Aumento volumétrico de um tecido através do aumento numérico de seus componentes.

Hipertônico. Descreve qualquer meio com uma concentração suficientemente alta de solutos capaz de causar a saída de água de uma célula por osmose. (Do grego huper, acima.)

Hipertrofia.  Termo que se refere a um aumento anormal de uma parte ou de um órgão.

Hipotônico. Descreve qualquer meio com uma concentração suficientemente baixa de solutos capaz de causar a entrada de água em uma célula por osmose. (Do grego hupo, abaixo)

His. Histidina (um aminoácido).

Histamina. Pequena molécula derivada do aminoácido histidina, liberada pelos mastócitos e basófilos em reações alérgicas. Causa irritação, dilatação dos vasos sanguíneos e contração do músculo liso.

Histona. Membro de um grupo de pequenas proteínas presentes em grandes quantidades, ricas em arginina e lisina, que são associadas ao DNA de células eucarióticas.

Histocompatibilidade. Termo que se refere à aceitação ou rejeição de um enxerto de tecido determinado por antígenos. Também pode se referir aos genes que codificam os antígenos de histocompatibilidade.

História natural da doença. Descrição que inclui as  características das funções de infecção, distribuição da  doença segundo os atributos das pessoas, tempo e espaço,  distribuição e características ecológicas do(s)  reservatório(s) do agente; mecanismos de transmissão e  efeitos da doença sobre o homem.

Holoblástica.  Tipo de clivagem na qual a célula-ovo inteira se divide.

Holometabólico.  Animais que apresentam metamorfose  completa (ex: ovo, larva, pupa, adulto).

Homeobox. Pequena seqüência conservada (180 pares de bases de comprimento), que codificam um famoso motivo de ligação com DNA, pela sua presença em genes envolvidos na coordenação do desenvolvimento de uma grande variedade de organismos.

Homeodomínio. Motivo de ligação com DNA composto por 60 aminoácidos codificados por um homeobox.

Homeostase. Termo que se refere à manutenção de um estado de equilíbrio devido a alguma capacidade de auto-regulação.

Homeotermos ou endotermos. São animais que mantém  constantemente sua temperatura corporal,  independentemente da temperatura externa, despendendo uma  grande quantidade de energia na realização do seu  controle.

Homologia. Semelhança, em estrutura, de um órgão ou molécula, refletindo uma origem evolucionária comum. Especificamente, tal similaridade em seqüências de proteína ou ácido nucléico. Distinta de analogia - uma semelhança que não reflete uma origem evolucionária comum.

Homólogos.  Os membros de um complemento cromossômico que possui os mesmos genes. De igual origem em estrutura e desenvolvimento embrionário.

Homoplasia.  Característica similar ou idêntica compartilhada por duas ou mais espécies que não foi derivada por ambas espécies de seu ancestral comum; inclui convergência, evolução paralela, e reversão evolutiva.

Homozigoto.  Referente a um indivíduo que tem o mesmo alelo em cada uma de suas cópias de um loco gênico.

HPLC.  Método de separaração de substâncias por cromatografia líquida de alta pressão.

Hormogônio.   Um fragmento de um filamento de cianofícea que se destaca e cresce, formando um novo filamento.

Hormônio.  Regulador químico ou coordenador secretado por células ou glândulas sem ducto e carregadas pelo fluxo sangüíneo.

Hospedeiro.  Organismo simples ou complexo, incluindo o  homem, que é capaz de ser infectado por um agente  específico.

Hospedeiro definitivo.  É o que apresenta o parasita em  fase de maturidade ou em fase de atividade sexual.

Hospedeiro intermediário.  É o que apresenta o parasita em  fase larvária ou assexuada.

Húmus.  Fração orgânica coloidal (de natureza  gelatinosa), estável, existente no solo, que resulta da  decomposição de restos vegetais e animais.

Hunchback (hb).  Membro da classe de genes "gap" de segmentação em Drosophila. É regulado pela proteína bicóide e específica para região da cabeça e segmento torácico.

 

I Topo

Ictiofauna.  É a fauna de peixes de uma região.

Imortalização.  Produção de uma linhagem celular com capacidade ilimitada de divisões celulares. Pode ser o resultado de uma transformação química ou viral ou uma fusão com células de uma linhagem tumoral.

Impacto ambiental.  Qualquer alteração das propriedades  físico-químicas e biológicas do meio ambiente, causada  por qualquer forma de matéria ou energia resultante das  atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam a  saúde, a segurança e o bem-estar da população, as  atividades sociais e econômicas, a biota, as condições  estéticas e sanitárias do meio ambiente, enfim, a  qualidade dos recursos ambientais.

Impacto ecológico.  Refere-se ao efeito total que produz  uma variação ambiental, seja natural ou provocada pelo  homem, sobre a ecologia de uma região, como, por exemplo,  a construção de uma represa.

Imunidade.  Resistência usualmente associada à presença de  anticorpos que têm o efeito de inibir microorganismos  específicos ou suas toxinas responsáveis por doenças  infecciosas particulares.

Imunidade ativa. Imunidade adquirida naturalmente pela  infecção, com ou sem manifestações clínicas, ou  artificialmente pela inoculação de frações ou produtos de  agentes infecciosos ou do próprio agente morto,  modificado ou de uma forma variante.

Imunidade de rebanho.  Resistência de um grupo ou  população à introdução e disseminação de um agente  infeccioso. Essa resistência é baseada na elevada  proporção de indivíduos imunes entre os membros desse  grupo ou população e na uniforme distribuição desses  indivíduos imunes.

Imunidade passiva.  Imunidade adquirida naturalmente da  mãe ou artificialmente pela inoculação de anticorpos  protetores específicos (soro imune de convalescentes ou  imunoglobulina sérica). A imunidade passiva é pouco  duradoura.

Imunoglobulina (Ig).  Solução estéril de globulinas que contêm  aqueles anticorpos normalmente presentes no sangue do  adulto; Uma molécula de anticorpo. Vertebrados superiores possuem cinco classes de imunoglobulinas - IgA, IgD, IgE, IgG, e IgM - cada uma com uma função diferente na resposta imune.

Imunidade celular (imunidade mediada por célula). Resposta imunológica mediada pelos linfócitos T.

Imunoprofilaxia.  Prevenção da doença através da imunidade  conferida pela administração de vacinas ou soros a uma  pessoa ou animal.

Incidência.  Número de casos novos de uma doença ocorridos  em uma população particular durante um período específico  de tempo.

Indicadores ecológicos.  Refere-se a certas espécies  que, devido a suas exigências ambientais bem definidas e  à sua presença em determinada área ou lugar, podem se  tornar indício ou sinal de que existem as condições  ecológicas para elas necessárias.

Índice de Breteau.  Número de recipientes habitados por  formas imaturas de mosquitos em relação ao número de  casas examinadas para o encontro de criadouros.

Índice mitótico.  Percentagem de células em uma população que estão sofrendo mitose em um dado instante.

Indução (embrionária).  Alteração da pré-determinação de um tecido causada pela interação com outro tecido.

Infecção.  Penetração, alojamento e, em geral,  multiplicação de um agente etiológico animado no  organismo de um hospedeiro, produzindo-lhe danos, com ou  sem aparecimento de sintomas clinicamente reconhecíveis.  Em essência, a infecção é uma competição vital entre um  agente etiológico animado (parasita "sensu latu") e um  hospedeiro; é, portanto, uma luta pela sobrevivência  entre dois seres vivos, que visam a manutenção de sua  espécie.

Infecção aparente (Doença). Infecção que se desenvolve  acompanhada de sinais e sintomas clínicos.

Infecção hospitalar.  Infecção que se desenvolve em um  paciente hospitalizado, ou atendido em outro serviço de  assistência, que não padecia nem estava incubando a  doença no momento da hospitalização. Pode manifestar-se,  também, como efeito residual de uma infecção adquirida  durante hospitalização anterior, ou ainda manifestar-se  somente após a alta hospitalar. Abrange igualmente as  infecções adquiridas no ambiente hospitalar, acometendo  visitantes ou sua própria equipe.

Infecção inaparente.  Infecção que cursa na ausência de  sinais e sintomas clínicos perceptíveis.

Infectante. Aquele que pode causar uma infecção; aplica- se, geralmente, ao parasita (por exemplo, o gametócito, o  esporozoíto).

Infectividade. Capacidade do agente etiológico se alojar  e multiplicar-se no corpo do hospedeiro.

Infestação. Entende-se por infestação de pessoas ou  animais o alojamento, desenvolvimento e reprodução de  artrópodes na superfície do corpo ou nas roupas. Os  objetos ou locais infestados são os que albergam ou  servem de alojamento a animais, especialmente artrópodes  e roedores.

Inflamação.  Resposta normal do tecido à agressão celular  por material estranho caracteriza-se pela dilatação de  capilares e mobilização de defesas celulares (leucócitos  e fagócitos).

Inflorescência.  Cacho ou espiga agrupando flores.

Informação posicional.  Informação fornecida ou possuída pelas células de acordo com suas posições em um organismo multicelular. Um registro inferno da informação posicional de uma célula é chamado de seu valor posicional.

Inquérito epidemiológico. levantamento epidemiológico  feito por meio de coleta ocasional de dados, quase sempre  por amostragem, e que fornece dados sobre a prevalência  de casos clínicos ou portadores, em uma determinada  comunidade.

Inquilinismo.  Associação interespecífica harmônica em  que os indivíduos de uma espécie alojam-se em outra,  obtendo proteção e suporte.

Inositol.  Molécula cíclica com seis grupos hidroxila que forma o grupo hidrofílico da cabeça de fosfolipídios do inositol.

Insaturado.  Descreve uma molécula que contém uma ou mais ligações duplas ou triplas entre átomos de carbono, como o isopreno e o benzeno.

Instinto.  Um tipo de ação provocada por um certo estímulo e freqüentemente de natureza complexa e hereditária.

Insulina.  Hormônio polipeptídico, que é secretado por células no pâncreas, e auxiliam na regulação do metabolismo de glicose em animais.

Integrina.  Membro de uma grande família de proteínas transmembrana envolvidas na adesão de células à matriz extracelular

Interação.  É o efeito conjugado de duas variáveis independentes ("causas") sobre uma variável dependente, no qual o efeito difere da soma dos dois efeitos causais tomados separadamente: sinergismo. Genótipo x interação ambiental é, conseqüentemente, variação no fenótipo surgida da diferença no efeito do ambiente na expressão de diferentes genótipos.

Interação farmacológica.  Alteração do efeito  farmacológico de um medicamento administrado  simultaneamente com outro.

Interação gênica.  A colaboração de vários genes diferentes na produção do caráter fenotípico.

Intercelular.  Entre células.

Interface.   Período longo do ciclo celular, entre uma mitose e outra. Inclui as fases G'. S e G2.

Interferon.  Proteína de baixo peso molecular produzida  por células infectadas por vírus. O interferon tem a  propriedade de bloquear as células sadias da infecção  viral, suprimindo a multiplicação viral nas células já  infectadas; o interferon é ativo contra um amplo espectro  de vírus.

Interleucina.  Fator decrescimento da família das citocinas. Os soropositivos (Aids) apresentam um déficit de interleucina 2 circulante

Intracelular.  Dentro de uma célula ou de células.

Íntron.  Região não codificante de um gene eucarioto que é transcrito na molécula de RNA, mas é removido no processamento ou "splicing" quando o mRNA é produzido.; Estudos em eucariontes tem mostrado que os segmentos de DNA codificadores de determinada proteína são interrompidos por seqüências intercalares denominadas de íntrons, as quais aparentemente nada codificam, porém em alguns casos a remoção de um único íntron pode interferir.

Invaginação. Nome que se dá a qualquer reentrância ou dobra para dentro, como no pólo vegetativo de uma blástula para formar uma gástrula. Irritabilidade. A capacidade de resposta a um estímulo.

Invasibilidade.  Capacidade de um microorganismo de entrar  no corpo e de se disseminar através dos tecidos. Essa  disseminação no microorganismo pode ou não resultar em  infecção ou doença.

Inversão.  Mutação cromossômica em que um determinado segmento é removido, rotado em 180o e reinserido no mesmo local.                                               

Investigação epidemiológica de campo (classicamente  conhecida por Investigação Epidemiológica). Estudos  efetuados a partir de casos clínicos ou de portadores  para a identificação das fontes de infecção e dos modos  de transmissão do agente. Pode ser realizada em face de  casos esporádicos ou surtos.

In vitro.  Termo usado por bioquímicos para descrever um processo que ocorre em um extrato preparado sem células. Também utilizado por biologistas celulares, referindo-se a células crescendo em cultura (in vitro), diferente de no organismo (in vitro). (Do latim "no vidro".)

In vivo.  Em um organismo ou célula intacta. (Do latim "em vida".)

Ionóforo.  Pequena molécula hidrofóbica que se dissolve na camada bilipídica e aumenta a sua permeabilidade a íons inorgânicos específicos.

IP3 (trifosfato de inositol).  Pequena molécula hidrossolúvel produzida pela clivagem do fosfolipídio do inositol, PIP2, em resposta a sinais extracelulares; causando a liberação de Ca2+ do retículo endoplasmático.

Isoformas.  Múltiplas formas da mesma proteína que possuem alguma diferença na sua seqüência de aminoácidos. Podem ser produzidas por genes diferentes ou por splicing alternativo de transcritos (mRNA) oriundos do mesmo gene.

Isogamia. Tipo de reprodução sexuada na qual os gametas são iguais em tamanho.

Isolamento.  Segregação de um caso clínico do convívio das  outras pessoas durante o período de transmissibilidade, a  fim de evitar que os suscetíveis sejam infectados. Em  certos casos, o isolamento pode ser domiciliar ou  hospitalar, em geral, é preferível esse último, por ser  mais eficiente.

Isomeria.  Fenômeno presente nos compostos químicos de  idêntica fórmula molecular, mas de estrutura molecular  diferente. As substâncias que compartilham essas  características chamam-se isômeros. Nos derivados do  núcleo benzênico, a isomeria geométrica e a isomeria  ótica dependem da distribuição espacial das quatro  ligações do átomo de carbono.

Isômeros.  Moléculas que são formadas pelos mesmos átomos, com as mesmas ligações químicas, porém possuem conformação tridimensional distinta.

Isopreno.  Pequeno hidrocarboneto insaturado contendo cinco átomos de carbono. É o composto que origina os isoprenóides.

Isoprenóide (poli-isoprenóide).  Membro de uma grande família de moléculas lipídicas com um esqueleto de carbono baseado em múltiplas unidades de isopreno (com cinco carbonos). Exemplos incluem o ácido retinóico e o colesterol.

Isótopo.   Uma das várias formas de um átomo que possuem a mesma matéria química. mas diferem no peso atômico. Podem ser estáveis ou radioativos.

Isótopo radioativo.  Forma de um átomo com um núcleo instável que emite radiação à medida que decai.

Isozima (izoenzima). Um tipo de enzima produzida por locos diferentes, não alélicos no genoma individual de um organismo.

 

J Topo

Janela imunológica. Intervalo entre o início da infecção  e a possibilidade de detecção de anticorpos, através de  técnicas laboratoriais.

Joule.  Unidade padrão de energia no sistema baseado em metroquilograma. Um joule é a energia liberada em um segundo, por uma fonte de um watt de potência. Aproximadamente igual a 0,24 calorias.

Junção aderente.  Junção celular na qual a face citoplasmática da membrana plasmática este ligada aos filamentos de actina. Exemplos incluem os cintos de adesão que unem células epiteliais adjacentes e os contatos focais na superfície inferior de fibroblastos cultivados

Junção celular.  Região especializada de conexão entre duas células ou entre uma célula e a matriz extracelular.

Junção tipo compacta  Junção célula a célula, que sela células epiteliais adjacentes, evitando que a maior parte das moléculas dissolvidas passem de um lado para outro da camada epitelial.

Junção tipo fenda.  Junção comunicante célula-célula, que permite a passagem de íons e pequenas moléculas do citoplasma de uma célula para o citoplasma de outra célula.

Junk DNA.  O chamado DNA-lixo. É o DNA que aparentemente nada codifica, mas que pode ter alguma função.

 

K Topo

Kelp.   Nome genérico para qualquer representante de maior porte das algas pardas, pertencente à ordem Laminariales.

Keiki.   São plântulas que emergem nas hastes florais ou mesmo na base de determinados gêneros, como Phalaenopsis e Dendrobium, inicialmente com folhas e raízes, que, com determinado tamanho, podem ser retiradas e replantadas, constituindo uma nova planta. A palavra tem origem no Havaí e se pronuncia “quêiqui”.

Krüppel (Kr).  Um dos genes de segmentação em Drosophila cujo fenótipo mutante apresenta segmento torácico e abdominal anterior defectivos. O produto Krüppel é um fator de transcrição contendo um "zinc finger" e atua em combinação com outros genes "gap" na regulação dos padrões de expressão dos pares-regras e genes homeóticos.

 

L Topo

Labelo.  A terceira pétala de uma flor de orquídea, maior e mais vistosa, modificada pela evolução num labelo (com a forma de lábio) quase sempre um atrativo lugar de aterrissagem para polinizadores.

Lamela.  Uma fina camada semelhante a uma lâmina.

Lâmina.  Proteína da matriz extracelular encontrada na lâmina basal.

Lâmina basal.  Fina camada de matriz extracelular que separa o epitélio, e muitos outros tipos celulares como células musculares e células adiposes, do tecido conjuntivo. Algumas vezes chamadas de membrana basal.

Lâmina nuclear.  Camada fibrosa na superfície interna da membrana nuclear interna, composta por uma rede de filamentos intermediários formada a partir da lâminas nucleares.

Laminarina.  Polímero de glicose, substância de reserva das algas pardas.

Lâminas.  Proteínas de filamentos intermediários que formam a matriz fibrosa (lâmina nuclear) na superfície interna do envelope nuclear.

Lanceolada.  Folha larga no meio, atenuando-se para as extremidades, em forma de lança.

Larva.  O estágio jovem de um animal que surge após o desenvolvimento embrionário. Em insetos a larva antecede a fase de pupa, a qual antecede a fase adulta. A larva de insetos não apresenta vestígios de asas, que vão se desenvolver internamente num estágio posterior, e tem uma estrutura completamente diferente daquela do adulto. Nesta fase o animal alimenta-se ativamente.

Latência.  Período, na evolução clínica de uma doença  parasitária, no qual os sintomas desaparecem apesar de  estar no hospedeiro.

Lecitina.  Proteína que se liga fortemente a um açúcar específico. Lecitinas presentes em grande quantidade, derivadas de sementes de plantas são geralmente utilizadas como reagentes de afinidade para purificação de glicoproteínas ou para sua detecção na superfície de células

Leu.  Leucina (um aminoácido).

Leucemia.  Tipo de câncer que pode levar a proliferação anormal de linfócitos B ou T ou de outras células sangüíneas.

Leucócito.  Glóbulo branco do sangue; ver célula branca.

Levedura. Termo comum para designar várias famílias de fungos unicelulares. Inclui espécies usadas na fabricação da cerveja e de pães, e também espécies patogênicas (isto é, espécies que causam doenças).

Ligado ao sexo.  Geralmente se refere a um gene presente em um dos cromossomos sexuais. Tal gene ligado ao sexo pode ser expresso fenotipicamente em ambos os sexos.

Ligação.  Ocorrência de dois Locos no mesmo cromossomo. Esses locos são funcionalmente ligados somente se eles estiverem tão próximos a ponto de não segregarem de maneira independente durante a meiose.

Ligação covalente.  Ligação química estável entre dois átomos, produzida pelo compartilhamento de um ou mais pares de elétrons.

Ligação de alta energia.  Ligação covalente cuja hidrólise libera uma quantidade anormalmente grande de energia livre nas condições existentes na célula. Um grupo ligado a uma molécula através de tal ligação é prontamente transferido de uma molécula para outra. Exemplos incluem as ligações fosfodiéster no ATP e a ligação tioéster na acetil-CoA.

Ligação fosfodiéster.  Ligação química covalente formada quando dois grupos hidroxila são unidos em ligação éster ao mesmo grupo fosfato, como em nucleotídeos adjacentes no RNA ou DNA.

Ligação iônica.  Ligação entre dois átomos, um com carga positiva e outro com carga negativa. Um dos tipos de ligação não covalente.

Ligação não covalente. Ligação química na qual, ao contrário da ligação covalente, não há compartilhamento de elétrons. Ligações não covalentes são relativamente fracas, mas podem ser somadas, produzindo uma interação forte e altamente específica entre moléculas.

Ligação peptídica.  Ligação química entre o grupo carbonila de um aminoácido e o amino grupo de um segundo aminoácido - uma forma especial de ligação amídica .

Ligação polar.  Ligação covalente, na qual os elétrons são atraídos mais fortemente a um dos dois átomos, criando uma distribuição polarizada da carga elétrica.

Ligação tioéster.  Ligação de alta energia formada pela reação de condensação entre um grupo ácido (acil) e um grupo tiol (-SH); visto, por exemplo, na acetil-CoA e em vários complexos enzima-substrato.

Ligante.  Qualquer molécula que se liga a um sítio específico em uma proteína ou outra molécula. (Do latim ligare, ligar.)

Ligase.  Enzima que liga duas moléculas em um processo dependente de energia. A DNA ligase, por exemplo, une duas moléculas de DNA através de uma ligação fosfodiéster.

Linear.  Folha estreita com bordas paralelas.

Linfa.  Líquido sangüíneo que não apresenta glóbulos vermelhos, portanto é incolor. A linfa é encontrada entre os tecidos e nos capilares ou vasos linfáticos.

Linfócito.  Um tipo de glóbulo branco que apresenta um núcleo grande, indiviso e não-granular. Os linfócitos ocorrem nos vasos sangüíneos e linfáticos.

Linfócitos B. (B de bolsa de Fabricius) classe de leucócitos que secretam os anticorpos.

Linfócitos T. Classe de leucócitos, assim denominados porque dependem do Timo. Tais linfócitos subdividem-se em vários grupos, entre os quais os linfócitos T4 e T8; inclui as células T citotóxicas e as células T helper.

Linfócitos T4.  Linfócitos auxiliares cuja função é estimular as células do sistema imunológico.

Linfócitos T8.  Os linfócitos T8 foram classificados em dois subgrupos: os linfócitos citotóxicos, que reconhecem as células portadoras de antígenos estranhos e as matam; e os linfócitos supressores, que modulam a multiplicação dos clones linfocitários CD4 e CD8 em reação a um antígeno, para evitar uma disparada do sistema imunológico.

Linfoma. Tumor maligno que afeta os tecidos linfóides, isto é, os órgãos constitutivos do sistema imunológico (gânglios linfáticos, folículos fechados do intestino, baço e timo).

Linhagem celular. População de células de origem animal ou vegetal capaz de dividirse indefinidamente em cultura.

Linhagem Germinativa. As células germinativas que dão origem aos gametas, se desenvolvem separadamente das células somáticas (do corpo). Desta maneira modificações feitas nas células do corpo não afetam as células germinativas e não são transmitidas para as gerações seguintes. Contudo as modificações feitas nas células germinativas são transmitidas, e se manifestam tanto nas células do corpo como nas células germinativas da geração seguinte. Portanto os genes são transmitidos das células germinativas de uma geração para as células germinativas da geração seguinte. É esta sucessão que damos o nome de linhagem germinativa.

Linkage. Ver Ligação.

Lípase. Enzima que catalisa a clivagem dos ácidos graxos da molécula de glicerol em um triglicerídeo.

Lipídio. Molécula orgânica, insolúvel em água, que se dissolve prontamente em solventes orgânicos apolares. Uma classe. os fosfolipídios, formam a base estrutural das membranas biológicas.

Lipofílico.  Veja hidrofóbico

Lipólise. "Quebra" de gordura.

Lipolítico. Que “quebra” gordura, ajuda no catabolismo dos lipídeos.

Lipossomo. Vesícula artificial composta por uma camada dupla de fosfolipídios, formada por uma suspensão aquosa de moléculas de fosfolipídios.

Líquen. Um organismo composto formado um fungo que abriga ou uma cianofícea ou algas unicelulares. A simbiose dos dois tipos de organismos é mutuamente benéfica.

Lise. Rompimento da membrana plasmática de uma célula, levando a liberação do citoplasma e a morte da célula.

Lisogenia. Estado de uma bactéria no qual ela transporte o DNA de um vírus inativo, integrado ao seu genoma. O vírus pode, posteriormente, ser ativado, replicar-se e lisar a célula.

Lisossomo. Organela ligada à membrana, presente em células eucarióticas, contendo enzimas digestivas, as quais são tipicamente mais ativas no pH ácido, encontrado na luz dos lisossomos.

Litófita.  Planta que vegeta sobre as pedras.

Lixiviação. Arraste vertical, pela infiltração da água,  de partículas da superfície do solo para camadas mais  profundas.

Lixo nuclear. Rejeito de reações nucleares, que pode  emitir radiações em doses nocivas por centenas de anos.

Lixo tóxico. É composto por resíduos venenosos, como  solventes, tintas, baterias de carros, baterias de  celular, pesticidas, pilhas, produtos para desentupir  pias e vasos sanitários, dentre outros. 

Lobo, Lóbulos. Recorte pouco profundo e arredondado.

Lobos laterais.  Os dois lobos de cada lado do lobo central de um labelo trilobado.

Loco. A posição de um gene num cromossomo. De maneira geral, o gene propriamente dito, em todos seus estados alélicos.

Locomoção amebóide. Forma distinta de rastejamento celular tipicamente pela Amoeba proteus. Associado com a emissão de pseudópodos e fluxo citoplasmático.

Locomoção celular. Movimento ativo de uma célula de um lugar para outro, particularmente a migração de uma célula sobre uma superfície.

Lócus. Em genética, refere-se a posição de um gene em um cromossomo. Alelos diferentes do mesmo gene ocupam o mesmo locus. (Do latim locus. = lugar.)

Lofóforo. Uma saliência com tentáculos ao redor da boca em alguns invertebrados.

Lúmen. Cavidade envolvida por uma camada epitelial (em um tecido) ou por uma membrana (em uma célula).

Luminescência. Emissão de luz como resultado de reações químicas dentro de células.

Luz. A cavidade de uma glândula, vaso, ducto ou órgão.

 

M Topo

Macroevolução. Termo que se refere à evolução de grandes mudanças fenotípicas, que podem levar a formação de novos gêneros ou mesmo táxons superiores a este.

Macrófago. Célula sangüínea branca, especializada para a incorporação de partículas através da fagocitose.

Macromolécula. Molécula, como uma proteína, ácido nucléico ou polissacarídeo, com uma massa molecular maior do que alguns milhares de dáltons. (Do grego makros, grande.)

Macronutriente. Principais fornecedores da energia obtido através da alimentação, são os carboidratos, gorduras e proteínas.

Maligno. Descreve tumores e células tumorais que são invasivos e/ou capazes de sofrerem metástase; um tumor maligno é um câncer.

Manancial. Todo corpo d’água utilizado para o  abastecimento público de água para consumo.

Mandíbula. Maxilar inferior dos vertebrados. Em muitos artrópodos a mandíbula é uma das peças bucais.

Manejo. Aplicação de programas de utilização dos  ecossistemas, naturais ou artificiais, baseada em teorias  ecológicas sólidas, de modo a manter, de melhor forma  possível, nas comunidades, fontes úteis de produtos  biológicos para o homem, e também como fonte de  conhecimento científico e de lazer.

Manitol. Um álcool, uma das moléculas de reserva de algas pardas.

MAP (proteína associada a microtúbulos). Qualquer proteína que se liga aos microtúbulos e modifica suas propriedades. Vários tipos diferentes foram identificados, incluindo proteínas estruturais, como a MAP-2, e proteínas motoras, como a dineína.

MAP-quinase (proteinoquinase ativada por mitógenos). Uma proteinoquinase que atua em um passo crucial na condução de sinais da membrana plasmática para o núcleo. Ativada por uma ampla variedade de sinais indutores de proliferação ou diferenciação.

Mapa de restrição. Representação esquemática de uma molécula de DNA, indicando os sítios de clivagem para várias enzimas de restrição.

Mapa do peptídeo. Padrão bidimensional característico (em papel ou gel), formado pela separação de uma mistura de peptídeos produzidos pela digestão parcial de uma proteína.

Marcador. Grupo químico ou átomo radioativo adicionado a uma molécula. para permitir o acompanhamento desta através de uma reação bioquímica ou para localizá-la espacialmente. Também empregado como verbo (marcar, marcação), denotando a adição de tal grupo ou átomo a uma célula ou molécula.

Massa molecular relativa. Massa de uma molécula expressa como um múltiplo da massa de um átomo de hidrogênio.

Mastócito. Célula amplamente distribuída no tecido, que libera histamina como parte de uma resposta inflamatória. Muito relacionada aos basófilos do sangue.

Matriz. Substância intercelular como nos tecidos conjuntivos, cartilaginoso, etc.

Matriz de leitura aberta. Seqüência de nucleotídeos sem códons finalizadores, descoberta por seqüenciamento.

Matriz extracelular (E CM).  Rede complexa de polissacarídeos (como as glicosaminoglicanas ou celulose) e proteínas (como o colágeno) secretados pelas células. Atuam como elementos estruturais nos tecidos e também influenciam seu desenvolvimento e fisiologia.

Maturação. Estágios finais na preparação de células germinativas para a reprodução, com segregação de cromossomos homólogos para que cada célula ou gameta contenha a metade do número usual (diplóide).

Mecanismo de isolamento. Uma diferença geneticamente determinada entre populações que restringe ou previne o fluxo gênico entre elas. O termo não inclui segregação espacial por barreiras geográficas ou topográficas extrínsecas.

Média. Usualmente a média aritmética, ou seja, a soma de n valores dividido por n.

Medusa. Organismo livre-natante. Um celenterado com corpo gelatinoso em forma de sino ou guarda-chuva, com tentáculo nas margens e apresentando a boca no centro de uma projeção da superfície côncava.

Mega. Prefixo que denota 10-6. (Do grego megas, enorme, poderoso.) meiose : Tipo especial de divisão celular, que produz os óvulos e os espermatozóides. envolvendo uma diminuição na quantidade do seu material genético. Compreende duas divisões celulares sucessivas, com apenas uma etapa de replicação de DNA. A meiose produz quatro células-filhas haplóides a partir de uma célula diplóide original. (Do grego meiosis, diminuição).

Megafauna. Fauna composta por animais acima de dez quilos.

Meio ambiente.  Tudo o que cerca o ser vivo, que o  influencia e que é indispensável à sua sustentação. Estas  condições incluem solo, clima, recursos hídricos, ar,  nutrientes e os outros organismos. O meio ambiente não é  constituído apenas do meio físico e biológico, mas também  do meio sócio-cultural e sua relação com os modelos de  desenvolvimento adotados pelo homem.

Meio de cultura.  Material onde são cultivadas as orquídeas.

Meiose. Modificações nucleares durante a maturação, que levam a divisão celular onde o número de cromossomos é reduzido a sua metade. Na maioria dos organismos superiores a meiose leva diretamente a produção de gametas

Melanócito.  Célula que produz um pigmento escuro, a melanina; responsável pela pigmentação da pele e dos cabelos.

Membrana. Uma camada fina e macia de células ou de material secretado pelas células.

Membranas embrionárias. Membranas celulares formadas como parte de um embrião durante o seu desenvolvimento e necessárias para seu metabolismo; âmnio, córion e alantóide de répteis, aves e mamíferos. Algumas delas presentes também em insetos.

Membrana.  Dupla camada de moléculas de lipídios (camada bilipídica) e proteínas associadas que envolvem todas as células, e, em células eucarióticas, também envolvem muitas organelas.

Membrana interna.  Membrana celular de eucariotos além da membrana plasmática. Exemplos incluem as membranas do retículo endoplasmático e a do complexo de Golgi.

Membrana plasmática.   Membrana que envolve uma célula viva.

Mericlone.  Uma cópia exata de uma orquídea, salvo alterações genéticas, feita em laboratório pela técnica de propagação de tecidos meristemáticos; como um cultivar, deve ter seu nome escrito entre aspas simples

Meristema.  Divisão clonal de uma planta, também chamada micropropagação ou cultura de tecido. Para utilizar este método, necessita-se de um ótimo microscópio esteroscópio para facilitar a propagação do núcleo meristemático da orquídea. A escolha da planta é fundamental para iniciar este método.

Meroblástica. Clivagem de um ovo no qual apenas parte do protoplasma se divide, deixando o vitelo indiviso. Esta clivagem é característica de ovos ricos em vitelo.

Mesênquima. A região gelatinosa entre os epitélios externo e interno, contendo células amebóides e outras, em invertebrados primitivos. Também parte do mesoderma do embrião de vertebrados que produz tecidos conjuntivos e circulatório.

Mesentério. A lâmina de tecido que suspende os órgãos na cavidade do corpo e é contínua com o peritônio que forra esta cavidade.

Mesoderma. As células ou camadas de células embrionárias entre o ectoderma e o endoderma.

Mesogléia. O preenchimento gelatinoso entre as camadas externa e interna de células de um animal diploblástico, como um celenterado.

Mesozóica. Era geológica correspondente a Idade dos Répteis ou Idade dos Dinossauros, estendendo-se de 245 milhões a 66 milhões de anos atrás.

Metabolismo. A soma dos processos construtivo e destrutivo (anabolismo e catabolismo), principalmente químicos, que ocorrem nos organismos vivos.

Metafrídio. Órgão excretor tubular, com a extremidade interna aberta drenando do celoma e a externa descarregando para o exterior, como nas minhocas. 

Metagênese. Alternância de reproduções sexuada e assexuada no ciclo vital de certos animais, como os celenterados. Denominada também de: alternância de gerações.

Metais pesados. Metais como o cobre, zinco, cádmio,  níquel e chumbo, os quais são comumente utilizados na  indústria e podem, se presentes em elevadas  concentrações, retardar ou inibir o processo biológico  aeróbico ou anaeróbico e serem tóxicos aos organismos  vivos.

Metameria. Repetição segmentar de partes homólogas (metâmeros).

Metâmero. Qualquer uma das séries de partes homólogas do corpo, como nos anelídeos, artrópodos e cordados; segmento, somito.

Metamorfose. Grande mudança de forma de um estágio de desenvolvimento para outro, como de uma larva para o adulto.

Metapopulação. Conjunto de populações parcialmente isoladas pertencentes à mesma espécie. Tais populações são capazes de trocar indivíduos entre si e recolonizar lugares nos quais a espécie tornou-se parcialmente extinta.

Metástase. Fenômeno no qual uma célula cancerosa se destaca do tumor e alcança outras regiões do corpo por meio do sistema circulatório, originando novos tumores; Distribuição de células cancerosas, do seu sítio de origem para outros sítios no corpo.

Metil (-CH3). Grupo químico hidrofóbico derivado do metano (CH-).

MHC (principal complexo de histocompatibilidade). Complexo de genes vertebrados, que codificam para uma grande família de proteínas da superfície celular, as quais se ligam a fragmentos de peptídeos de proteínas estranhas e apresentam estes fragmentos aos linfócitos T para induzir uma resposta imune.

Metazoo. Animais pluricelulares com células geralmente arranjadas em tecidos; compreendem todos os animais acima das esponjas.

Micorrizo. Fungo que vive em simbiose com vários tipos de plantas, geralmente em suas raízes e que ajuda na conversão de alimento das plantas, existe em grande quantidade na raiz das orquídeas e além da conversão, esteriliza a semente propiciando as condições necessárias a sua germinação e desenvolvimento até chegar a um tamanho em que possa se desenvolver sozinha.

Micro. Prefixo que denota 10-6.

Microbiologia. O estudo científico dos organismos microscópicos, especialmente bactérias.

Microclima. Conjunto das condições atmosféricas de um  lugar limitado em relação às do clima geral, ou  periódica, podendo ainda coincidir com mudanças de  estação.

Microeletrodo (ou micropipeta). Pedaço de tubo fino de vidro, alongado formando uma ponta ainda mais fina; usado para penetrar uma célula e estudar sua fisiologia ou para injeção de fluidos ou moléculas. microfilamento - veja filamentos de actina

Microevolução. Um termo vago para pequenas mudanças evolutivas dentro de espécies ou, seja, em nível populacional.

Micrografia. Fotografia de uma imagem vista através do microscópio. Pode ser tanto uma micrografia óptica como uma micrografia eletrônica, dependendo do tipo de microscópio utilizado.

Microinjeção.  Injeção de moléculas para o interior de uma célula usando um microeletrodo.

Mícron (um ou micrômetro). Unidade de medida normalmente empregada para células e organelas. Correspondem a 10-6 metros ou 10-4 centímetros.

Micronutriente. Substâncias não calóricas obtidas através da alimentação. Vitaminas, minerais.

Microsatélite. pequeno segmento de DNA repetido e altamente variável. Nessas regiões o DNA pode apresentar de um a seis pares de bases repetidos. Cada indivíduo de ambos os sexos apresenta um padrão peculiar de microsatélites. Este dado deu origem a identificação por mapeamento de DNA, chamada de técnica de identificação por individualidade genética; popularmente conhecida como teste de DNA.

Microtúbulo. Estrutura longa e cilíndrica, composta pela proteína tubulina. É uma das três classes principais de filamentos do citoesqueleto.

Microvilosidades. Finas projeções cilíndricas, recobertas por membrana, existentes na superfície de uma célula animal, contendo um feixe central de filamentos de actina. Presentes em número especialmente grande na superfície absortiva das células epiteliais intestinais.

Migração. Na genética de populações é um termo sinônimo de fluxo gênico entre populações; em outros contextos, movimento direcionado de organismos, que não necessariamente resulta em fluxo gênico.

Mili.  Prefixo que denota 10-3.

Mimetismo. Propriedade de alguns seres vivos de imitar o  meio ambiente em que vivem, de modo a passarem  despercebidos.

Mioblasto.  Célula mononucleada e indiferenciada, precursora da célula muscular.

Miofibrila. Longo feixe de actina, miosina e outras proteínas, altamente organizadas, presentes no citoplasma de células musculares, que se contraem por um mecanismo de deslizamento entre os filamentos.

Miômero. Segmento ou somito muscular.

Miosina. Tipo de proteína motora que utiliza ATP para executar movimentos ao longo dos filamentos de actina. Miosina II é uma proteína muito grande e forma os filamentos espessos do músculo esquelético que deslizam sobre os filamentos de actina durante a contração. Miosina I é menor, com uma maior distribuição, e não forma filamentos; normalmente está associada à membrana.

Mitocôndria. Organela ligada à membrana, com tamanho aproximado de uma bactéria, que executa a fosforilação oxidativa e produz a maior parte do ATP nas células eucarióticas.

Mitógeno. Substâncias extracelulares, como fatores de crescimento, que estimulam a proliferação celular.

Mitose. Divisão celular indireta, caracterizada pelo aparecimento de um fuso fibrilar e de um número definido de cromossomos que se fendem longitudinalmente para formar 2 lotes iguais de cromossomos-filhos; estes dirigem-se para pólos opostos do fuso para constituírem partes dos 2 novos núcleos.

Modelo de Origem-Escoamento. Hipótese que explica como a diversidade, principalmente nas florestas tropicais, aumenta quando determinados locais favorecem algumas dessas espécies fazendo com que surja um excedente de emigrantes. Esses irão dispersar por locais menos favoráveis nas localidades (áreas de escoamento).

Modificação pós-traducional. Alteração catalisada por enzimas em uma proteína, que ocorre após sua síntese. Exemplos são clivagem, glicosilação, fosforilação, metilação e fenilação.

Módulo.  Em uma proteína ou ácido nucléico, é uma unidade estrutural ou funcional que é usada em uma variedade de contextos diferentes.

Moela. Porção altamente muscular do trato digestivo.

Mole.  M gramas de uma substância, onde M é a massa molecular relativa (peso molecular); este será correspondente a 6 x 1023 moléculas da substância.

Molécula.  Grupo de átomos unidos por ligações covalentes.

Molécula apolar.  Veja molécula não-polar

Molécula de adesão celular (CAM). Proteína na superfície de uma célula animal que medeia ligação célula-célula.

Molécula não-polar (molécula apolar).  Molécula desprovida de qualquer acumulação assimétrica de cargas positivas ou negativas; tais moléculas são geralmente insolúveis em água.

Molécula polar. Molécula na qual há uma distribuição polarizada de cargas negativas e positivas, devido a uma distribuição desigual dos elétrons. Moléculas polares normalmente são solúveis na água.

Molécula saturada. Molécula contendo apenas ligações covalentes simples entre átomos de carbono.

Molécula sinalizadora. Molécula intra ou extracelular, que indica a resposta de uma célula ao comportamento de outras células ou objetos do meio.

Monitoramento ambiental. Medição repetitiva, descrita ou  contínua, ou observação sistemática da qualidade  ambiental.

Monofilético. Diz-se de um grupo de organismos, um táxon, que descendem de uma única espécie ancestral.

Mono-híbrido. Descendente de pais que diferem em 1 caráter.

Monóico. Indivíduo que apresenta tanto gônadas masculinas como femininas; hermafrodito.

Monômero. Pequeno bloco de construção molecular, que pode ser conectado a outros do mesmo tipo, formando uma molécula maior (um polímero).

Monomórficos. Diz-se de indivíduos de uma população que apresentam o mesmo genótipo para um loco.

Monopodial.  Tipo de ramificação lateral em que o eixo principal mantém-se retilíneo e uniforme, gerando ramos menores que ele; ex. Vanda, Phalaenopsis, etc.

Monossacarídeo.  Açúcar simples com a fórmula geral (CH20)", onde n = 3 a 7.

Morfoclina. Termo que diz respeito a um caráter com três ou mais estados, sendo possível ordená-los em uma série de transformação ou morfoclina. Cada estado derivado do estado vizinho anterior.

Morte genética. Diz-se de uma morte devida ao genótipo, contribuindo assim para a seleção natural.

Mosaico. Em genética, um organismo produzido por uma mistura de células com genótipos diferentes.

Motilidade. “Movimento” - As estruturas responsáveis pela motilidade celular são constituídas por pequenos apêndices, especialmente diferenciados, que variam em número e tamanho. Se, são escassos e longos recebem o nome de flagelos, ao passo que se são numerosos e curtos são denominados cílios.

Motivo. Elemento de estrutura ou padrão repetido em vários contextos; especificamente, um pequeno domínio estrutural que pode ser reconhecido em várias proteínas.

MPF (Fator promotor da fase M).  Complexo protéico contendo ciclina e uma proteinoquinase que ativa uma célula a entrar na fase M. (Originalmente chamado de fator de promoção da maturação.)

MTOC.  Veja centro organizador de microtúbulos.

Mucilagem. Substância viscosa.

Muda. Eliminação de um revestimento externo, como cutícula, escamas, penas ou pêlos.

Muda.  Planta jovem obtida da germinação da semente ou de estacaria, não apresentando ainda ramificações do caule, mas que se encontra suficientemente desenvolvida para poder ser envasada.

Músculo cardíaco.  Forma especializada de músculo estriado encontrado no coração. consistindo de células individuais de músculos cardíaco ligadas entre si por junções celulares.

Músculo estriado. Músculo composto por miofibrilas com estriações transversais. Músculos esquelético e cardíaco de vertebrados são os exemplos mais conhecidos.músculo liso : Tipo de músculo encontrado nas paredes de artérias e nos intestinos e outras vísceras, e em outros locais do corpo de vertebrados. Compostos por células mononucleadas longas e fusiformes. Chamado "liso" porque não possui as estriações causadas pelos sarcômeros nas células musculares cardíacas e esqueléticas.

Mutação. Modificação abrupta e hereditária de um caráter; também a modificação de um gene responsável pelo caráter. Um erro de replicação de uma seqüência de nucleotídeos ou qualquer alteração do genoma que não é manifestada como recombinação recíproca.

Mutação de ponto. Alteração de um único nucleotídeo no DNA, especialmente na região de DNA que codifica para proteínas.mutação homeótica : Mutação que induz células em uma região do corpo a comportarem-se como se estivessem localizadas em outra região, causando uma desordem anormal do plano do corpo.

Mutação gênica. Uma mutação de ponto que resulta de alterações dentro da estrutura de um gene.

Mutação homeótica. Uma mudança mutacional de uma estrutura que afeta outras estruturas de um organismo. Mutações que podem alterar o destino de um disco imaginário.

Mutação condicional. Uma mutação que tem o fenótipo selvagem sob algumas condições ambientais permissivas, e um fenótipo mutante sob outras condições (restritivas).

Mutação Cromossômica. Veja Aberração cromossômica,.

Mutações Germinativas. Mutações que ocorrem nas células destinadas a desenvolverem gametas.

Mutante dominante negativo. Mutação que afeta o fenótipo de modo dominante, através de uma proteína ou molécula de RNA defeituosa, que interfere com a função de um produto gênico normal na mesma célula.

Mutante sensível à temperatura (ts). Organismo ou célula contendo uma proteína (ou molécula de RNA) geneticamente alterada, que atua normalmente a uma determinada temperatura. mas é anormal a outra temperatura (geralmente mais alta).

Mutualismo. Associação benéfica, ou seja, uma relação simbiótica entre indivíduos de 2 espécies diferentes, em que cada um deles é beneficiado com a sua interação.

 

N Topo

N-terminal.  Veja amino-terminal.

Na+-K+ - ATPase.  Veja bomba de sódio

NAD+ ( nicotina adenina dinucleotídeo ). Coenzima que participa em uma reação de oxidação, aceitando um íon hidreto (H-) de uma molécula doadora. O NADH formado é um transportador de elétrons importante para a oxidação fosforilativa.

NADP+ (nicotina-adenina dinucleotídeo fosfato). Coenzima muito relacionada ao NAD+ que é amplamente utilizada em vias biossintéticas, ao invés de vias catabólicas.

Nadadeira. Uma extensão do corpo em um animal aquático, usada na locomoção ou na direção.

Nano. : Prefixo que denota 10-9.

Nanômetro. Unidade de comprimento comumente usada para medir moléculas e organelas celulares. 1nm = 10-3 mm = 10-9 m.

Nanos (nos).  Gene envolvido no desenvolvimento de Drosophila, codifica um fator posterior necessário para a segmentação abdominal.

Narinas. As aberturas das fossas nasais, na cabeça de um vertebrado.

Nécton. Representado pelos seres que se movimentam livremente e podem vencer as correntes marítimas. Exemplos: certos moluscos e crustáceos, peixes, tartarugas, golfinhos, baleias etc.

Nefrídio. Órgão excretor tubular encontrado em moluscos, anelídeos, artrópodos e outros invertebrados.

Nefrostômio. A entrada ciliada da cavidade celomática para um nefrídio ou túbulo renal.

Nematocisto. Organela com substância urticante encontrada em células especiais (cnidoblastos) dos cnidários.

Nematóide.  Verme cilíndrico que apresenta espécies capazes de parasitar plantas.

Neodarwinismo. Nova teoria evolutiva segundo a qual a evolução além de ser vista como um fenômeno resultante das alterações nas freqüências gênicas dentro das populações, deve ser entendida também como um fenômeno populacional dentro de um contexto geográfico, onde principalmente a seleção natural vai atuar, podendo gerar diversidade. Assim problemas como a multiplicação das espécies, a existência de espécies politípicas, o conceito biológico de espécie, o papel das espécies e da especiação na macroevolução, podem, agora, ser abordados segundo essa nova visão unificada.

Neotenia. Evolução heterocrônica pela qual o desenvolvimento de alguma ou todas as características somáticas é retardada em relação à maturidade sexual, resultando em indivíduos sexualmente maduros com características juvenis. Veja Pedomorfose, Progênese.

Nervo. Feixe de fibras nervosas localizadas fora do sistema nervoso central.

Neurito. Longo processo em crescimento de uma célula nervosa em cultura. Um termo genérico que não especifica se o processo é um axônio ou um dendrito.

Neuromusculares.  Referentes ao sistema muscular e nervoso (músculos e neurônios)

Neurofilamento. Tipo de filamento intermediário encontrado nas células nervosas.

Neurônio. Célula nervosa com extensões citoplasmáticas (dendrito, axônio) por onde passam os impulsos nervosos.

Neuropeptídeo. Peptídeo secretado pelos neurônios como uma molécula sinalizadora na sinapse ou em outro local.

Neurotransmissor. Pequena molécula sinalizadora, secretada por uma célula nervosa pré-sináptica em uma sinapse química para passar o sinal a uma célula pós-sináptica. Exemplos incluem acetilcolina, glutamato, GABA, glicina, e muitos neuropeptídeos.

Nidoepífitas.  Esse termo foi inventado por Hoehne ao descrever as espécies que desenvolveram uma combinação específica de raízes; a Miltonia cuneata é um ótimo exemplo. Crescem nos topos dos troncos das árvores, depois da bifurcação principal, produzem raízes finas.

Nicho ecológico. A variação de combinações de todas as variáveis ambientais sob as quais uma espécie ou população pode persistir; freqüentemente, de modo menos rigoroso, usado para descrever o "papel" de uma espécie ou os recursos de que ela se utiliza.

Nicotina adenina dinucleotídeo.  Veja NAD+

Nicotina adenina dinucleotídeo fosfato.  Veja NADP+

Nível trófico. Referente a um grupo de organismos que obtém sua energia da mesma parte da teia alimentar em uma comunidade biológica. Por exemplo: os produtores primários, que são basicamente as plantas, e os herbívoros, os animais que consomem plantas. Norma de reação. O conjunto de expressões fenotípicas de um genótipo sob diferentes condições ambientais.

Nitella. Alga verde com células multinucleadas gigantes. Usada em estudos de fisiologia vegetal e escoamento citoplasmático baseado em actina.

Nitrificante. Bactéria fixadora de nitrogênio, que convertem amônia em nitritos  e estes em nitratos.

nm. Veja nanômetro

NMR (ressonância nuclear magnética). Absorção ressonante de radiação eletromagnética, em uma freqüência específica por núcleo atômico em um campo magnético devido à troca de orientação do seu momento dipolar magnético. O espectro de NMR fornece informações sobre o ambiente químico do núcleo. NMR bidimensional é amplamente utilizado para determinar a estrutura tridimensional de pequenas proteínas.

. Um ponto de junção ou encaixe, numa inflorescência, caule ou pseudobulbo, de onde podem emergir uma haste floral, folhas ou mesmo raízes; o espaço entre dois nós consecutivos é chamado de entrenó.

Nomenclatura binominal. Expressão de dois nomes, em latim ou grego latinizado, método científico de nominar seres existentes, com o primeiro termo (com inicial maiúscula) um substantivo significando o gênero e o segundo um adjetivo (com inicial minúscula) significando a espécie. Deve ser grafado em itálico. Ex.: Homo sapiens, Canis domesticus, Cattleya labiata, Tyrannosaurus rex.

Northern blotting. Técnica na qual fragmentos de RNA, separados por eletroforese, são imobilizados em uma folha de papel (membrana); uma molécula específica é então detectada através de uma sonda de ácido nucléico marcada radioativamente.

Notocorda. Suporte axial celular elástico formado ventralmente ao tubo nervoso no embrião inicial de todos os cordados; mais tarde circundado ou substituído pelas vértebras na maioria dos vertebrados.

Nucleação. Estágio crítico no processo de produção de um polímero, no qual um pequeno grupo de monômeros agrega-se na disposição correta, iniciando assim a polimenzação rápida; mais genericamente. o passo limitante em um processo de montagem de estruturas.

Núcleo. Organela celular com um envoltório que abriga os cromossomos, o nucléolo e que controla as atividades metabólicas nas células da maioria dos organismos.

Nucléolo. Massa oval dentro do núcleo da maioria das células; envolvido na síntese de proteínas; desaparece durante a mitose.

Nucleosídeo. Composto que consiste de uma base púrica ou pirimídica, ligada a uma ribose ou desoxirribose.

Nucleossomo. Unidade estrutural, tipo uma partícula, de um cromossomo eucariótico composto por um pequeno segmento de DNA enrolado ao redor de um núcleo de histonas: é a subunidade fundamental da cromatina.

Nucleotídeo. Nucleosídeo com um ou mais grupos fosfato unidos por ligações éster à molécula de açúcar. DNA e RNA são polímeros de nucleotídeos.

Nutrição autotrófica. O processo pelo qual um organismo fabrica seu próprio alimento a partir de compostos inorgânicos, como numa planta.

 

O Topo

Oblongo.  Folha com base e ápice arredondados.

Obtuso. Folha terminando num vértice arredondado.

Ocelo. Pequeno olho simples como em muitos invertebrados.

Oftálmico. Pertinente ao olho.

Oligodendrócito. Tipo de célula da glia, no sistema nervoso central de vertebrados, que forma a bainha de mielina ao redor dos axônios.

Oligômero. Pequeno polímero, normalmente consistindo (na célula) de aminoácidos (oligopeptídeos), açúcares (oligossacarídeos), ou nucleotídeos (oligonucleotídeos). (Do grego oligos, poucos, pouco.)

Oncogene. Gene que favorece o aparecimento de tumores.

Ongs. Sigla de organizações não governamentais. São  movimentos da sociedade civil, independentes, que atuam  nas áreas de ecologia, social, cultural, dentre outras.

Onívoro. Os consumidores de um ecossistema podem  participar de várias cadeias alimentares e em diferentes  níveis tróficos, caso em que são denominados onívoros. O  homem, por exemplo, ao comer arroz, é consumidor  primário; ao comer carne é secundário; ao comer cação,  que é um peixe carnívoro, é um consumidor terciário.

Ontogênese. Desenvolvimento do indivíduo.

Ontogenia. O desenvolvimento de um organismo individual desde o zigoto fertilizado até a morte.

Oócito. Célula precursora do óvulo.

Oócito MII. Óvulo no estágio em que é removido de um ovário de mamífero na maioria dos animais, pronto para ser fertilizado. Seu desenvolvimento é temporariamente suspenso na metáfase do segundo estágio da meiose, daí ser considerado MII.

Oogamia. Reprodução sexual na qual um dos gametas é grande e imóvel e o outro gameta é menor e imóvel.

Oogênese. Formação e maturação dos oócitos no ovário.

Operador.  Pequena região do DNA de um cromossomo bacteriano que controla a transcrição de um gene adjacente.

Opérculo. A placa que cobre as brânquias de um peixe ósseo; também a placa que fecha a abertura da concha de muitos gastrópodes.

Operon. Em um cromossomo bacteriano, refere-se a um grupo de genes consecutivos que são transcritos como uma única molécula de mRNA.

Óptico. Pertinente ao olho ou ao sentido da visão.

Órbita. A cavidade onde se aloja o olho.

Orchidaceae.  Provavelmente a família com o maior número de plantas. Algumas epífitas, outras rupícolas e as terrestres, rizomatosas na sua maioria.

Organela. Estrutura especializada de um protozoo e que desempenha alguma função especial (como um órgão num metazoo).

Organismo. Uma única planta ou um único animal; que funciona como uma unidade.

Organizador.  Veja Organizador de Spemann

Organizador de Spemann. Tecido especializado, na extremidade dorsal de um blastóporo em embriões de anfíbio; uma fonte de sinais que auxiliam a coordenar a formação do eixo do corpo embrionário. (Nome derivado de H. Spemann e H. Mangold, co-descobridores).

Organizador nucleolar. Região de um cromossomo contendo um conjunto de genes codificando para RNA ribossomal, que origina o nucléolo.

Órgão. Qualquer parte de um animal que desempenha alguma função definida. Um grupo de células ou tecidos atuando como uma unidade para uma determinada finalidade.

Órgão Sensitivo. Um órgão que contém uma parte sensitiva para uma determinada espécie de estímulo.

Oskar (osk). Gene envolvido no desenvolvimento de Drosophila. cuja proteína e RNA são localizados nos grânulos polares.

Osmose. Difusão das moléculas de água através de uma membrana semipermeável que se dá no sentido da solução mais diluída (onde tem mais água) para a solução mais concentrada (onde tem menos água),

Ótico. Que diz respeito ao ouvido.

Otólito. Concreção de sais calcários no ouvido interno de vertebrados ou no órgão auditivo de alguns invertebrados.

Ovário. O órgão no qual os óvulos são formados e nutridos.

Oviduto. O tubo pelo qual os óvulos são conduzidos do ovário ao útero ou para o exterior.

Ovíparo. Que põe ovos; produzindo ovos que eclodem fora do corpo materno.

Ovipositor. Apêndice abdominal par que apresenta várias formas, modificado para pôr ovos.

Ovo. A célula germinativa (fecundada ou não) de uma fêmea.

Ovóides.  De forma oval.

Ovovivíparos. Referente aos organismos que produzem ovos que são incubados e que eclodem dentro do corpo materno, como em alguns peixes, répteis e invertebrados. 

Ovulação. Rompimento da parede ovariana e liberação do óvulo pelo ovário.

Óvulo. A célula germinativa (não-fecundada) de uma fêmea.

Oxidação (verbo oxidar). Perda da densidade de elétrons de um átomo, como ocorre durante a adição de oxigênio a uma molécula ou quando um hidrogênio é removido. Contrário de redução.

 

P Topo

P. A primeira geração paterna — genitores de um dado indivíduo da geração F1.

Padrão de difração. Padrão dado pela interferência de uma onde, entre a radiação transmitida ou distribuída, por diferentes partes de um objeto.

Pair-rule genes (genes da regra-dos-pares). Classe de genes de segmentação do desenvolvimento de Drosophila. nos quais a ocorrência de mutações produz efeitos em segmentos alternados do embrião. Estes genes são necessários na definição dos 14 parassegmentos (unidades embrionárias repetidas) codificando fatores de transcrição. Os genes primários da regra-do-par são: hairy, runr e even-skipped.

Paleontologia. Estudo dos organismos fósseis e de demais aspectos da vida antiga. 

Palpo. Uma parte ou apêndice que se projeta, freqüentemente sensitivo, na cabeça ou perto da boca em alguns invertebrados.

Paludícola. Que vive nos charcos ou lagoas.

Panícula.  Inflorescência que possui uma haste ramificada. Geralmente as flores mais baixas abrem primeiro.
Panorama adaptativo. A superfície representada em um gráfico tridimensional, com todas as combinações possíveis de freqüências alélicas para lóci diferentes plotados no plano, e a adaptabilidade média para cada combinação plotada na terceira dimensão.

Papila. Qualquer estrutura grande ou pequena semelhante a um mamilo.

Papo. Porção expandida e de paredes finas do trato digestivo, primariamente para armazenar alimento.

Parálogo. Dois ou mais locos gênicos, ou seus produtos polipeptídicos, derivados por duplicação de um loco ancestral e ocorrendo juntos em um complemento cromossômico haplóide.

Parapátrico. Populações que têm suas distribuições geográficas contíguas, mas não sobrepostas.

Parapódio. Projeções não segmentadas da parede do corpo de alguns anelídeos.

Parasito. Um organismo que vive dentro ou sobre outro, mais ou menos às expensas do último (hospedeiro); Vegetal que suga a seiva de outro vegetal, o que não acontece com as orquidáceas.

Parcimônia. Economia no uso de meios para um fim. O principio de oferecer explicações para observações pela

hipótese que requer o menor número ou as mais simples premissas para as quais não há evidência. Em sistemática, o princípio de invocar o menor número de mudanças evolutivas para inferir relações filogenéticas.

Par de bases. Dois nucleotídeos numa molécula de RNA ou DNA que estão emparelhados por pontes de hidrogênio - por exemplo, G com C e A com T ou U.

Parede celular. Matriz extracelular mecanicamente forte, depositada externamente à membrana plasmática. É especialmente importante na maioria das plantas. bactérias, algas e fungos. Não está presente na maioria das células animais.

Parênquima. Substância celular mole que preenche o espaço entre os órgãos.

Parques Nacionais, Estaduais ou Municipais. São áreas  relativamente extensas, que representam um ou mais  ecossistemas, pouco ou não alterados pela ocupação  humana, onde as espécies animais, vegetais, os sítios  geomorfológicos e os hábitats ofereçam interesses  especiais do ponto de vista científico, educativo,  recreativo e conservacionista. São superfícies  consideráveis que contém características naturais únicas  ou espetaculares, de importância nacional, estadual ou  municipal.

Partenogênese. Tipo de reprodução, na qual o ovo não recebeu contribuição paterna, ou seja, o desenvolvimento de um novo indivíduo se dá a partir de um ovo não-fecundado. Por ex: rotíferos, pulgões das plantas, zangões das abelhas, etc.

Par de bases. Dois nucleotídeos numa molécula de RNA ou DNA que estão emparelhados por pontes de hidrogênio - por exemplo, G com C e A com T ou U.

Parede celular. Matriz extracelular mecanicamente forte, depositada externamente à membrana plasmática. É especialmente importante na maioria das plantas. bactérias, algas e fungos. Não está presente na maioria das células animais.

Patch-clamp recording. Técnica eletrofisiológica. na qual uma pequena ponta de um eletrodo é selada em um fragmento de membrana celular, tornando possível registrar o fluxo de corrente através de canais iônicos individuais presentes no fragmento.

Patogênico. Agente causador ou produtor de doenças.

Patógeno (adjetivo patogênico) : Um organismo ou outro agente que causa doenças.

Patrimônio ambiental.  Conjunto de bens naturais da  humanidade.

PCR (reação de polimerização em cadeia). Técnica para a amplificação de regiões específicas de DNA, através de ciclos múltiplos de polimerização de DNA cada um seguido por um breve tratamento de calor para separar fitas complementares.

Pedicelo. Haste que suporta uma flor (e mais tarde um fruto) numa inflorescência; o mesmo que pedúnculo.

Pedomorfose. Expressão morfológica do processo de progênese, onde um organismo adulto apresenta características típicas de seu ancestral juvenil.

Pelágico. Relativo ao mar aberto, longe da costa.

Pêlo. Porção delgada e filamentosa da pele dos mamíferos e das superfícies expostas de alguns artrópodos.

Pelória.  Anomalia vegetal, comum nas orquídeas, em que uma flor zigomorfa (com um só plano de simetria, simetria bilateral) mostra tendência a se tornar actinomorfa (com várias simetrias radiadas, ou seja, que permite sejam traçados vários planos de simetria); ex. típico: Cattleya intermédia var aquini.

Pelórico.  Que apresenta pelória; peloriado.

Pênis. Órgão copulador de um macho para conduzir o esperma para o trato genital de uma fêmea.

Pentadáctilo. Com 5 dedos ou artelhos.

Peptídeo sinal. Pequena seqüência de aminoácidos que determina a localização final de uma proteína na célula. Um exemplo é a seqüência N-terminal de aproximadamente 20 aminoácidos, que direciona proteínas nascentes, secretoras ou transmembrana, ao retículo endoplasmático.

Pericárdio. A cavidade em volta do coração; também as membranas que revestem a cavidade e o coração.

Período. Divisão do tempo geológico abaixo da era. A era mesozóica (Idade dos Dinossauros) é dividida em três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo.

Peripátrico. De populações, situadas perifericamente. Especiação peripátrica, especiação por evolução dos mecanismos de isolamento em tais populações.

Peristaltismo. Contrações musculares involuntárias e rítmicas passando ao longo de um órgão oco, especialmente, do trato digestivo.

Peritônio. A fina membrana serosa (mesodérmica) que reveste a cavidade do corpo e cobre os órgãos ali contidos, em muitos animais.

Permiano. Último período da era paleozóica, estendendo-se de 290 milhões a 245 milhões de anos atrás e encerrando-se com a maior extinção de todos os tempos, a "Mãe de Todas as Extinções".

Peroxissomo. Pequena organela ligada à membrana que utilize oxigênio molecular para oxidar moléculas orgânicas. Contém algumas enzimas que produzem e outras que degradam peróxido de hidrogênio (H.O,).

Peso molecular. Numericamente. o mesmo que massa molecular relativa de uma molécula, expressa em daltons.

Pétala.  Segmento que compõe a corola, invólucro floral por dentro do cálice; podem ser livres ou concrescidas e geralmente formam a parte mais vistosa da flor, com cores as mais variadas; em orquídeas, os três segmentos que se posicionam entre as três sépalas, um deles modificado como labelo.

pH. Medida comum da acidez de uma solução: "p" refere-se à potência de 10, "H" a hidrogênio. Definido como o logarítmo negativo da concentração de íons hidrogênio em moles por litro (M). Então. pH 3 (10-3 M H+) é ácido e pH 9 (10-9 M H+) é alcalino.

Pico adaptativo. A freqüência alélica ou combinação de freqüências alélicas, em um ou mais locos no qual o valor adaptativo médio de uma população atinge um máximo (local).

Pinocitose. Tipo de endocitose onde materiais solúveis são trazidos do meio para o interior da célula e incorporados em vesículas para serem digeridos. Literalmente, "célula bebendo".

Piracema.  Movimento migratório de peixes no sentido das  nascentes dos rios, com o fim de reprodução. Ocorre em  épocas de grandes chuvas, no período da desova.

Pirâmide de biomassa. Engloba toda a biomassa de cada  nível trófico. De modo geral, à medida que se sobe na  pirâmide, a biomassa de cada nível diminui (quantidade de  matéria orgânica), ao passo que a biomassa individual  aumenta.

Pirâmide de energia.  Mostra o fluxo unidirecional de  energia e explica a estrutura das pirâmides de números e  de biomassa. A quantidade de energia disponível em cada  nível é progressivamente menor, pois apenas uma fração da  energia passa de um nível para outro.

Pirâmide alimentar. Representações gráficas dos dados  fornecidos pelas cadeias alimentares e que podem ser  divididas em três tipos: de números, de biomassa e de  energia.

Pirimidina. Uma das duas categorias de compostos que contém um anel com átomo de nitrogênio encontrados no DNA e RNA. Um exemplo é a citosina.

Place celular. Estrutura achatada ligada à membrana que se forma a partir da fusão de vesículas do citoplasma de uma célula vegetal em divisão e é o precursor da nova parede celular.

Place de adesão.  Veja contato focal

Place metafásica. Plano imaginário perpendicular ao fuso mitótico e localizado na metade do caminho entre os pólos do fuso; o plano no qual os cromossomos estão posicionados na metáfase.

Placebo. Substância sem efeito relevante usada nos estudos para descartar comprovar a validade da intervenção. Por exemplo, se eu quero testar a atuação do remédio X no emagrecimento, a um grupo eu dou o remédio e a outro eu dou comprimidos de farinha, nesse caso a farinha seria o placebo.

Placenta. O órgão pelo qual o feto (embrião) dos mamíferos superiores é preso ao útero da mãe e através do qual há difusão de substâncias para o metabolismo do feto.

Plâncton. Nome genérico dado aos organismos que flutuam passivamente no mar (microrganismos, plantas e animais), podendo ser autótrofos fotossintetizantes constituindo o chamado fitoplâncton (diatomáceas e dinoflagelados), ou heterótrofos, formando o zooplâncton (microcrustáceos, larvas, pequenas medusas).

Plano de manejo. Plano de uso racional do meio ambiente,  visando à preservação do ecossistema em associação com  sua utilização para outros fins (sociais, econômicos,  etc.).

Plantígrado. Que Anda sobre toda a sola do pé, como o homem e o urso.

Plântula.  Pequena planta recém-nascida; uma orquídea nova, que ainda não floriu; seedling.

Plaqueta. Fragmento celular, sem núcleo, que se desprende de um megacariócito na medula óssea. e encontrada em grande número na corrente sangüínea. As plaquetas auxiliam na iniciação da coagulação do sangue quando os vasos sangüíneos são danificados.

Plasma. A porção fluida do sangue ou da linfa.

Plasmídeo. Pequena molécula de DNA. circular. com replicação independente do genoma. Amplamente utilizado como vetor para clonagem de DNA.

Plasmodesma (plural plasmodesmata). Junção comunicante célula-célula em vegetais, na qual um canal de citoplasma revestido por membrana plasmática une duas células adjacentes, através de um pequeno poro nas suas paredes celulares.

Plastídeo. Organela citoplasmática de vegetais ligada por uma membrana dupla, que transporte seu próprio DNA e é normalmente pigmentada. Cloroplastos são plastídeos.

Pleiotropia. O efeito fenotípico de um gene em mais de uma característica.

Pleistoceno. Época anterior à época recente, durante a qual as geleiras avançaram e recuaram, durante a qual a espécie humana se desenvolveu. A época pleistocênica começou a 2,5 milhões de anos atrás e encerrou-se a 10

mil anos, com o fim da Idade do Gelo.

Pleura. A membrana que cobre os pulmões e reveste as paredes internas do tórax.

Pleurito. A placa lateral em cada lado de um segmento nos artrópodos.

Plexo. Rede de nervos entrelaçados ou de vasos sangüíneos.

Pluripotente. Termo referente à célula que ainda retém a capacidade de se diferenciar em diversos tecidos. A pluripotência é uma variante da totipotência, diz respeito às células-tronco, células que tem a capacidade de formar todos os diferentes tipos celulares específicos de cada tecido. Assim, células-tronco do sangue podem se diferenciar em glóbulos brancos, em glóbulos vermelhos, mas não em células nervosas.

Pólen. Espécie de fina poeira que esvoaça das anteras das plantas floríferas e cuja função é fecundar os óvulos, representando, assim, o elemento masculino da sexualidade vegetal.

Polímero. Grande molécula formada por uma série de ligações covalentes, que unem várias unidades idênticas ou semelhantes (monômeros).

Polínias ou políneas. Grãos de pólen ou massa de consistência gelatinosa, cerosa ou granulosa (parte masculina da flor). Políneas ou polínias são as massas agrupadas de pólen comuns nos grupos mais avançados de orquídeas. São geralmente associadas a outras estruturas peculiares de orquídeas. Na ponta da coluna você encontra as anteras como uma 'cápsula' branca com pequenas subdivisões 'caixas' dentro das quais se formam as polínias. Ao conjunto de polínias chamamos polinário. Em Cattleya e Laelia ha um pequeno apêndice, amarelo, originado do tecido das polínias, que se chama 'caudículo' e que adere ao inseto polinizador. Em outros grupos tais como Oncidium, Catasetum, Zigopetalum, Stanhopea, Maxillaria, Vanda, Phalaenopsis etc. estas caudículas são quase inaparentes e há uma estrutura diferente, como uma pequena haste alongada, geralmente branca e originada de tecido da Coluna e não da Polínia... Este é chamado estipe. Na sua extremidade oposta as polínias freqüentemente ha um outro tecido aderente, que é chamado viscídio e ajuda a esta estrutura toda (polinário+estipe+viscídio) aderir ao polinizador. Grupos mais primitivos, tais como Sobralias, Epistephium e Cleistes e muitas outras terrestres tem o pólen granuloso ou farináceo e mais ou menos solto, ao invés de agrupados em massas. (Cássio Van Den Berg).

Polifilético. Relativo a um táxon, composto de membros derivados por evolução a partir de mais de um táxon ancestral.

Polimorfismo. Existência de indivíduos de mais de uma forma em uma espécie. Em genética: a existência dentro de uma população de dois ou mais genótipos para determinada característica, a mais rara das quais excede alguma freqüência arbitrariamente baixa (digamos, 1 porcento).

Polimorfismo balanceado. Polimorfismo genético estável mantido por seleção natural.

Polipeptídeo. Polímero linear composto por múltiplos aminoácidos. Proteínas são grandes polipeptídeos, e os dois termos podem ser usados como sinônimos.

Poliploidia. Possuindo mais de dois complementos cromossômicos completos; Descreve uma célula ou um organismo que contém mais de dois conjuntos de cromossomos homólogos.

Poliplóide.  Planta com um número de séries de cromossomas maior que dois e que normalmente apresenta flores com ganho de tamanho e forma.

Pólipo. Um organismo (celenterado) tipicamente com uma parede do corpo com 2 camadas e tubular na forma, sendo uma extremidade fechada, fixa e a outra com uma boca central usualmente circundada por tentáculos.

Polirribossomo (polissomo). Molécula de mRNA com vários ribossomos ligados engajados na síntese de proteínas.

Polissacarídeos. Polímeros lineares ou ramificados de monossacarídeos Incluem o glicogênio, o ácido hialurônico e a celulose.

Polissomo (Polirribossomo). Molécula de mRNA com vários ribossomos ligados engajados na síntese de proteínas.

Politipia. A existência de raças geográficas nomeadas ou subespécies dentro de uma espécie.

Politopia. Variação geográfica na qual cada uma das formas distintas é encontrada em cada uma de várias localidades separadas, entre as quais outras formas estão distribuídas.

Pólo animal. Em ovos com gema. a extremidade sem gema que se cliva mais rapidamente que o pólo vegetal.

Pólo vegetal. A extremidade na qual está localizada a maior parte da gema em um ovo animal. A extremidade oposta ao pólo animal.

Poluição. Efeito que um poluente produz no ecossistema.  Qualquer alteração do meio ambiente prejudicial aos seres  vivos, particularmente ao homem. Ocorre quando os  resíduos produzidos pelos seres vivos aumentam e não  podem ser reaproveitados.

Polycomb (Pc). Locus genético de Drosophila melanogaster. responsável pela manutenção da expressão ordenada dos genes da Antennapedia e complexo torácico. Está sob o controle dos genes de segmentação.

Ponte de hidrogênio. Ligação fraca envolvendo o compartilhamento de um elétron com um átomo de hidrogênio; as pontes de hidrogênio são importantes na especificidade do pareamento de bases de ácidos nucléicos e na determinação da forma de uma proteína.

Ponte de dissulfeto (-S-S-). Ligação covalente formada entre dois grupos sulfidril de cisteínas. E uma maneira comum de unir duas proteínas ou porções diferentes da mesma proteína no espaço extracelular.

Ponto crítico. Uma região rica em espécies endêmicas e ambientalmente ameaçadas. Por exemplo: a Ilha de Madagascar.

Ponto de checagem. Ponto no ciclo de divisão celular de eucariotos onde o avanço através do ciclo pode ser suspenso até que as condições sejam apropriadas para avançar para o próximo estágio.

Ponto isoelétrico. O pH no qual uma molécula carregada em solução possui carga elétrica resultante nula e, portanto, não é deslocada em um campo elétrico.

População. Um grupo de organismos conspecíficos que ocupam uma região geográfica mais ou menos bem definida e exibem continuidade reprodutiva de geração a geração; geralmente, presume-se que interações ecológicas e reprodutivas são mais freqüentes entre esses indivíduos que entre eles e membros de outras populações da mesma espécie.

Poro. Abertura microscópica encontrada na parede do corpo das esponjas. Não confundi-los com os poros encontrados na pele dos mamíferos, que são aberturas dos ductos de glândulas.

Poro nuclear. Canal que atravessa o envelope nuclear. e que permite o movimento de moléculas específicas entre o núcleo e, o citoplasma.

Posterior. Situado na direção da cauda do corpo.

Potencial de ação. Estímulo elétrico rápido transitório e auto-propagável, na membrana plasmática de células neuronais ou musculares. Potenciais de ação ou impulsos nervosos, permitem sinalização à distância no sistema nervoso.

Potencial de membrana : Diferença de voltagem através de uma membrana. devido a um leve excesso de íons positivos em um lado da membrana e de íons negativos no outro lado. Um típico potencial de membrana para uma membrana plasmática de uma célula animal é -60 mV (dentro da célula, negativo relativo ao fluido circundante).

Pré-adaptação. Posse das propriedades necessárias que permitem um deslocamento para um novo nicho ou habitat. Uma estrutura é pré-adaptada se ela pode assumir uma nova função antes que ela mesma seja modificada.

Predador. Um animal que captura ou apreende outros animais para seu alimento.

Predatismo. Relação ecológica que se estabelece entre  uma espécie denominada predadora e outra denominada  presa. Os predadores caracterizam-se pela capacidade de  capturar e destruir fisicamente as presas para alimentar-se. Preservação ambiental - ações que garantem a manutenção  das características próprias de um ambiente e as  interações entre os seus componentes.

Preênsil. Adaptado para agarrar ou segurar.

Prenliação. Ligação covalente de um grupo lipídico isoprenóide a uma proteína.

Pressão osmótica. Pressão que deve ser exercida no lado de maior concentração de solutos de uma membrana semipermeável, para evitar o fluxo de água através da membrana devido à osmose.

Preservação ambiental. Ações que garantem a manutenção das características próprias de um ambiente e as interações entre os seus componentes.

Primitivo. Não-especializado; o estágio ou tipo primordial.

Principal complexo de histocompatibilidade. Veja MHC

Procarionte. Organismo que não apresenta um núcleo organizado. Nos procariontes o material genético não está encerrado num envoltório nuclear, mas está compactado e enovelado numa região do citoplasma chamada de nucleóide.

Procarioto. Organismo composto por células simples que não possuem um núcleo tem definido, envolvido por membrana: uma bactéria ou cianobactéria.

Procélico. Côncavo na frente, como o centro de algumas vértebras.

Processo acrossomal. Extremidade pontiaguda, fina e longa, contendo actina, produzida pela cabeça de certos espermatozóides quando estes entram em contato com o óvulo. Pode ser vista em ouriços-do-mar e outros invertebrados, cujos óvulos são envolvidos por uma espessa camada gelatinosa.

Proctodeu. A parte terminal do trato digestivo, perto do ânus, revestido por ectoderma.

Prófase. Primeiro estágio da mitose, durante o qual os cromossomos são condensados, mas ainda não estão ligados ao fuso mitótico.

Progênese. Um decréscimo, durante a evolução, da duração do desenvolvimento ontogenético, resultando em retenção de características juvenis no adulto sexualmente maduro, denominada de pedomorfose.

Promotor. Seqüência de nucleotídeos no DNA que interage com a RNApolimerase, iniciando a transcrição.

Pronúcleo. Núcleo haplóide dos gametas masculinos e femininos.

Protandria. Produção de esperma e mais tarde de óvulos pela mesma gônada.

Proteassomo. Tipo de um grande complexo protéico citoplasmático, que é responsável pela degradação de proteínas que foram marcadas para destruição por ubiquitinação ou outros.

Proteína. O principal componente macromolecular das células. Um polímero linear de aminoácidos unidos por ligações peptídicas em uma seqüência específica.

Proteína alostérica. Proteína que sofre uma alteração conformacional quando se liga a outra molécula ou quando é modificada covalentemente. Esta alteração da conformação modifica a atividade da proteína e pode formar a base do movimento direcionado.

Proteína ativadora de GTPase (GAP). Proteína que se liga a Ras ou protema ligadora de GTP relacionada a Ras. causando sua inativação pela estimulação da atividade GTPásica, que hidrolisa o GTP ligado a Ras formando GDP.

Proteína carreadora. Proteína de transporte de membrana que se liga a um soluto e o transporte através da membrana. passando por uma série de alterações conformacionais.

Proteína Cdk.  Veja proteinoquinase dependente de ciclina

Proteína de choque térmico (proteína de resposta ao estresse). Proteína sintetizada em resposta a uma temperatura elevada ou outro tratamento estressante; normalmente auxilia na sobrevivência da célula durante o estresse.

Proteína de membrana. Em geral, uma proteína intimamente associada à membrana celular.

Proteína de regulação gênica. Nome geral dado a qualquer proteína que se liga a uma seqüência específica de DNA e altera a expressão de um gene.

Proteína G. Membro de uma grande família de proteínas. heterotriméricas, ligadores de GTP. que são intermediários importantes nas vias de sinalização celular. Geralmente ativada pela ligação a um hormônio ou outros ligantes sinalizadores a um receptor protéico "seven-pass" de transmembrana.

Proteína globular. Qualquer proteína com uma forma meio arrendondada; contrastando com proteína fibrosa. muito alongada, como o colágeno.

Proteína liberadora de nucleotídeos de guanina (GNRP). Proteína que se liga a Ras ou proteína ligadora de GTP relacionada a Ras provocando sua ativação pods estimula a liberação do GDP ligado substituindo-o por GTP.

Proteína ligadora de actina. Proteína que se associa tanto aos monômeros como aos filamentos de actina nas células. modificando suas propriedades. Exemplos incluem a miosina. o-actinina e a profilina.

Proteína motora. Proteína que utiliza energia derivada da hidrólise de trifosfatos de nucleosídeos, para impulsionar-se por um filamento ou molécula polimérica.

Proteína Rãs. Membro de uma grande família de proteínas ligadores de GTP, que auxiliam na condução de sinais de receptores da superfície celular para o núcleo. Assim denominado devido ao gene ras. primeiramente identificado em vírus que causam sarcomas em ratos.

Proteinase.  Veja protease

Proteinofosfatase.  Veja fosfoproteinofosfatase

Proteinoquinase. Enzima que transfere um grupo fosfato terminal do ATP para um aminoácido específico de uma proteína-alvo.

Proteinoquinase dependente de ciclina (proteína Cdk). Proteína que possui ação apenas quando complexada com uma ciclina, complexos distintos de Cdk-ciclina parecem ativar diferentes estágios do ciclo de divisão celular pela fosforilação específica de proteínas-alvo.

Proteoglicana. Molécula que consiste de uma ou mais cadeias de glicosaminoglicanas (GAG) ligadas a um núcleo de proteína.

Protease (proteínase, enzima proteolítica). Enzima como a tripsina, que degrade proteínas hidrolisando algumas de suas ligações peptídicas.

Proteólise. Degradação de uma proteína, geralmente por hidrólise de uma ou mais ligações peptídicas.

Protista. Reino que compreende os protozoários e a maioria das algas.

Prostômio. O segmento pré-oral nos anelídeos.

Protonefrídio. Órgão excretor de invertebrados (1 ou mais células), com a extremidade interna fechada, ramificada ou com uma célula terminal (célula-flama).

Proto-oncogene. Gene normal, normalmente envolvido na regulação da proliferação celular, que pode ser convertido, por mutação, em um oncogene causador de câncer.

Protoplasma. Substância viva; o sistema físico-químico coloidal que constitui a matéria viva. É o material viscoso, semifluido de células animais e vegetais.

Protozoário. Organismo eucarioto unicelular móvel, de vida livre, não fotossintético, especialmente os que, como o Paramecium ou Amoeba, alimentam-se através de outros organismos.

Provírus. É o retrovírus integrado aos cromossomos hospedeiros como um DNA bifilamentar.

Pseudobulbo.  Bulbo ou parte da planta, que armazena água e substâncias nutritivas.

Pseudocelo. Cavidade do corpo não revestida por peritônio e não fazendo parte de um sistema vascular sanguíneo, como em nemátodos e alguns outros invertebrados. Compare com Celoma, Hemocelo.

Pseudo-fósseis. Estruturas muito parecidas com fósseis, mas que são comprovadamente de origem inorgânica.

Pseudogene. Um membro não funcional de uma família gênica.

Pseudópodos (plural pseudopodia).  Grandes protusões da superfície celular, formada por células amebóides à medida que vão se movimentando. Mais genericamente, qualquer extensão dinâmica, rica em actina presente na superfície de uma célula animal.

Pulmão. Órgão para respiração aérea.

Purina : Uma das duas categorias de compostos que contém um anel com átomo de nitrogênio encontrados no DNA e RNA. Exemplo é adenina e guanina.

 

Q Topo

Quadro de leitura.  Veja fase de leitura

Quaternário. Último período da era cenozóica, após o período Terciário e incluindo as épocas Pleistocênica e Recente.

Quelado. Combinação reversível, normalmente com alta afinidade, com um íon metálico como ferro, cálcio ou magnésio.

Quelíceras. Um dos apêndices pares anteriores de aracnídeos, como aranhas, escorpiões e límulos.

Quelípodo. O primeiro apêndice torácico (pinça) de uma lagosta ou de crustáceos parentes.

Queratina (citoqueratina). Membro de uma família de proteínas que formam os filamentos intermediários de queratina, especialmente nas células epiteliais. Algumas queratinas especializadas são encontradas no cabelo, unhas e penes.

Quiescente. No contexto das técnicas de transferência nuclear desenvolvida no Instituto Roslin, este termo se refere ao estado em que a célula está aparentemente "inativa". Considera-se que a célula esteja no estágio G0, variante do estágio G1. Este estágio parece estar relacionado com a reprogramação do genoma, ou seja, é neste ponto que a célula está pronta para se diferenciar nos demais tecidos.

Quilha . Peça da corola papilionada, resultante da união das duas pétalas inferiores, e cuja forma lembra a quilha de um navio; à parte de uma flor papilionacea que contém os estames e pistilo; carena.

Quilo. Prefixo que denota 1000.

Quilocaloria (kcal). Unidade de energia sob forma de calor que corresponde a 1000 calorias. Geralmente utilizada para expressar o conteúdo energético de alimentos ou moléculas a força de ligação, por exemplo, é medida em kcal/mole. Uma unidade alternativa, largamente utilizada é o quilojoule, igual a 0,24 kcal.

Quilojoule.  Unidade padrão de energia que corresponde a 1000 joules, ou a 0,24 quilocalorias.

Quimiotaxia. Resposta móvel de uma célula ou um organismo que o aproxima ou o afasta de um composto químico difusível.

Quinase-A. Enzima que fosforila proteínas-alvo em resposta a um aumento do AMP cíclico intracelular. Inicialmente identificado no músculo esquelético, como parte da via de regulação da dissimilação do glicogênio em resposta à adrenalina.

Quinase-C.  Proteína Ca2+-dependente que quando ativada pelo diacilglicerol, ou por um aumento na concentração de Ca2+, fosforila proteínas-alvo em resíduos específicos de serina e treonina.

Quitina. A substância não-protéica existente no exoesqueleto, secretada por artrópodos e alguns outros animais.

 

R Topo

Raça. Um termo mal definido para um conjunto de populações ocupando urna região particular que diferem em uma ou mais características das populações em outras regiões; equivalente a subespécie. Em alguns artigos, um fenótipo distinto, seja ou não alopátrico com outros.

Raça hospedeira. Um termo mal definido em entomologia, denotando uma forma diferenciada, que pode ou não intercruzar com outras raças hospedeiras, que se alimenta de uma planta hospedeira especifica.

Racimo.  Inflorescência indefinida na qual as flores são pedunculadas e se inserem no eixo a distância considerável umas das outras; o mesmo que racemo ou cacho.

Radiação adaptativa. A divergência evolutiva dos membros de uma única linhagem filogenética em uma grande variedade de formas adaptativas diferentes; usualmente em referência à diversificação na utilização de recursos ou hábitats.

Radioautografia. Veja auto-radiografia

Radioatividade. Características de alguns átomos  instáveis como o urânio e o césio, de se transformarem em  outros elementos através da expulsão de partículas ou  raio do núcleo, com liberação de energia. A radiação pode  causar mutações e outros danos, como câncer e morte aos  organismos que a ela ficam expostos. Entretanto, a  radioatividade pode ser benéfica em algumas situações em  que é controlada, como mutações para melhoramento  genético de algumas plantas, na esterilização de  material, na esterilização de insetos e na medicina, para  eliminar algumas formas de tumores cancerígenos.

Raízes aéreas.  Que se desenvolvem no ar, emitidas por caules aéreos. Suas funções são freqüentemente, a de segurar a planta a árvores ou a outros suportes e a de absorver unidade do ar.

RE.  Veja retículo endoplasmático

Reação. Em química, qualquer processo no qual o arranjo de átomos em uma molécula é alterado.